Menina recebe quimioterapia desnecessária por erro de diagnóstico que durou 7 anos

Faye Condon sofreu sete anos de tratamento inadequado, incluindo quimioterapia desnecessária com efeitos colaterais, e agora enfrenta progressão de doença degenerativa que a levou ao uso de cadeira de rodas.
Se tivéssemos recebido o diagnóstico correto há sete anos, quando Faye ainda conseguia andar
Christina reflete sobre os anos perdidos enquanto a doença progressiva de sua filha avançava sem ser reconhecida.
Mark

Como uma mãe consegue lutar contra um diagnóstico médico quando os próprios médicos não a ouvem?

Mimi

Christina documentava tudo. Vídeos, fotos. Ela sabia que algo estava errado porque via a filha todos os dias. Mas documentação não é o mesmo que ser ouvida. Os médicos tinham um diagnóstico. Tinham confiança nele. Ela era apenas uma mãe preocupada.

Mark

E por que levou sete anos para o diagnóstico correto aparecer?

Mimi

Porque ninguém investigou além do primeiro diagnóstico. Quando Christina pediu mais exames, não os fizeram. Faye continuou piorando, mas dentro do quadro que os médicos já tinham estabelecido. Só quando a mãe procurou um terceiro hospital é que alguém olhou de novo.

Mark

A quimioterapia causou danos permanentes?

Mimi

Causou sofrimento imediato e efeitos colaterais. Mas o dano maior foi o tempo perdido. Distrofia muscular é progressiva. Aqueles sete anos foram sete anos de piora sem tratamento adequado. Agora Faye usa cadeira de rodas.

Mark

O que muda para Faye agora que o diagnóstico está correto?

Mimi

Ela pode receber o tratamento apropriado para sua condição real. Mas não pode recuperar os anos que perdeu. A progressão não volta atrás. O diagnóstico correto chega tarde demais para evitar o que já aconteceu.

Mark

Por que isso importa além da história de uma família?

Mimi

Porque mostra como erros diagnósticos podem passar despercebidos por anos quando ninguém questiona o primeiro parecer. E porque mostra o que acontece quando a voz de uma mãe não é ouvida por quem deveria estar escutando.

  • Uma criança de cinco anos começa a receber quimioterapia para tratar uma doença autoimune que, na verdade, ela nunca teve.
  • A mãe grava vídeos e tira fotos para tentar convencer os médicos de que algo estava errado, mas suas preocupações são repetidamente ignoradas.
  • Sete anos de tratamento inadequado permitem que a distrofia muscular de Emery-Dreifuss — progressiva e sem cura — avance sem ser reconhecida ou manejada corretamente.
  • Um segundo hospital finalmente revela o diagnóstico correto, mas a janela de tempo em que intervenções poderiam ter preservado mais a mobilidade de Faye já havia se fechado.
  • A família agora recorre à Justiça contra o Hospital Infantil de Bristol e busca financiamento coletivo para arcar com os custos do cuidado que Faye realmente necessita.

Durante sete anos, uma menina inglesa chamada Faye Condon carregou o peso de um diagnóstico que nunca foi o seu — submetida a quimioterapia por uma doença autoimune que não tinha, enquanto a condição real, uma distrofia muscular progressiva e incurável, avançava em silêncio. A medicina, que deveria ser o caminho para a cura, tornou-se o labirinto do erro; e a mãe, que desde o início não acreditava no diagnóstico, viu suas dúvidas ignoradas por anos. Aos 12 anos, quando a verdade finalmente emergiu em outro hospital, o tempo perdido já havia deixado marcas irreversíveis — Faye hoje usa cadeira de rodas, e a família busca na Justiça o reconhecimento de um erro que custou à menina parte essencial de sua infância.

Faye Condon tinha cinco anos quando médicos do Hospital Infantil de Bristol, no sudoeste da Inglaterra, diagnosticaram-na com dermatomiosite juvenil, uma doença autoimune. Sua mãe, Christina, desconfiava desde o início: a filha não conseguia correr, caía sem motivo aparente e não suportava caminhar os 200 metros até a escola. Apesar dos relatos e das preocupações da mãe, os médicos iniciaram o tratamento sem investigar outras hipóteses.

Durante cinco meses, Faye foi submetida a sessões de quimioterapia e injeções domiciliares. Christina documentava tudo — vídeos, fotos — tentando fazer os médicos enxergarem o que ela via. Não foi ouvida. Os efeitos colaterais do tratamento desnecessário somaram-se ao sofrimento de uma criança cuja doença real permanecia invisível ao sistema que deveria protegê-la.

Sete anos depois, já desesperada, Christina buscou uma segunda opinião. O encaminhamento chegou ao Great Ormond Street Hospital, onde o diagnóstico correto finalmente veio à tona: distrofia muscular de Emery-Dreifuss, condição hereditária e progressiva que provoca atrofia muscular, rigidez nas articulações e pode comprometer o coração. Não tem cura nem tratamento específico.

Todo o ciclo de quimioterapia havia sido inútil para a doença que Faye realmente tinha. Enquanto o erro persistia, a condição avançava. Hoje, aos 12 anos, Faye usa cadeira de rodas. "Se tivéssemos recebido o diagnóstico correto há sete anos, poderíamos ter aproveitado mais esse tempo com ela", disse Christina. A mãe abriu uma campanha de financiamento coletivo para custear o tratamento adequado e entrou com processo formal contra o hospital, buscando responsabilizar a instituição pelos anos que não voltam.

Faye Condon tinha cinco anos quando os médicos lhe disseram que ela tinha dermatomiosite juvenil, uma doença autoimune. Sua mãe, Christina, viu sinais que não encaixavam. A menina não conseguia correr como outras crianças da idade. Caía do nada. Não conseguia caminhar 200 metros até a escola. Christina levou a filha ao Hospital Infantil de Bristol, no sudoeste da Inglaterra, com relatos de dor no quadril e incapacidade de suportar peso. Os médicos confirmaram o diagnóstico autoimune e iniciaram o tratamento.

Durante cinco meses, Faye recebeu sessões de quimioterapia e injeções domiciliares. Christina não estava convencida. Ela pediu aos médicos que realizassem outros exames, que investigassem outras possibilidades. Eles não fizeram. "Ela não conseguia andar 200 metros até a escola, caía do nada, eu tive que gravar vídeos e tirar fotos para provar", disse Christina ao jornal britânico The Sun. A mãe documentava tudo, tentando fazer os médicos enxergarem o que ela via. Mas não foi ouvida.

A quimioterapia causou sofrimento e efeitos colaterais. Sete anos se passaram. Faye tinha agora 12 anos quando Christina, finalmente desesperada, buscou uma segunda opinião. Levou a filha ao Hospital Derriford, que a encaminhou para o Great Ormond Street Hospital. Ali, o diagnóstico correto emergiu: distrofia muscular de Emery-Dreifuss, uma doença hereditária progressiva que causa atrofia e fraqueza muscular, rigidez nas articulações e pode danificar o coração ao interromper seus sinais elétricos. Não tem cura. Não tem tratamento.

Todo aquele ciclo de quimioterapia e injeções tinha sido desnecessário. A doença que Faye realmente tinha não responderia a nenhum daqueles medicamentos. Sete anos de tratamento inadequado, sete anos durante os quais a condição progressiva avançou sem ser reconhecida ou tratada corretamente. Faye agora usa cadeira de rodas.

"Se tivéssemos recebido o diagnóstico correto há sete anos, quando Faye ainda conseguia andar, poderíamos ter saído de férias e nos divertido mais com ela antes", disse Christina. Aqueles anos não voltam. A progressão da doença não pode ser revertida. Christina criou uma conta no GoFundMe para ajudar nos custos do tratamento que Faye realmente precisa agora. E entrou com um processo de queixa formal contra o Hospital Infantil de Bristol, buscando responsabilizar a instituição pelo erro que custou à filha sete anos de sua infância e adolescência.

Ela não conseguia andar 200 metros até a escola, caía do nada, eu tive que gravar vídeos e tirar fotos para provar
— Christina Condon, mãe de Faye
Se tivéssemos recebido o diagnóstico correto há sete anos, quando Faye ainda conseguia andar, poderíamos ter saído de férias e nos divertido mais com ela antes
— Christina Condon
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