Uma menina de onze anos chamada Alice foi a férias com a família num resort italiano e não voltou para casa. Na tarde de quarta-feira, em Sestri Levante, o cabelo dela ficou preso no ralo de uma piscina infantil e a sucção da água não a deixou subir à superfície a tempo. A sua morte — a quinta de uma criança em piscinas italianas em três meses — coloca diante da sociedade uma pergunta que as palavras de pesar dos governantes ainda não respondem: quantas vidas são necessárias para que a segurança deixe de ser opcional?
Menina de 11 anos morre afogada com cabelo preso em ralo de piscina em Itália
A sucção manteve-a submersa enquanto pessoas tentavam libertá-la
Por que é que um ralo de piscina se tornou tão perigoso neste caso específico?
A sucção criada pelo sistema de drenagem é extraordinariamente forte. Quando o cabelo de Alice ficou preso, a força manteve-a submersa — não era uma questão de ela conseguir nadar para cima ou pedir ajuda. Era física pura.
E a supervisão? O resort tinha regras?
Tinha regras que deveria ter seguido, mas não as seguiu. Não havia o aviso obrigatório de que um adulto deve estar presente com crianças menores de doze anos. É uma falha administrativa que se tornou fatal.
O proprietário tentou salvar Alice?
Sim, e rapidamente. Entrou na água, cortou o cabelo com uma faca, começou a reanimação. Fez tudo certo naquele momento. Mas o momento certo já tinha passado — Alice já tinha ficado presa demasiado tempo.
Isto é isolado ou há um padrão?
Há um padrão. Cinco crianças morreram em piscinas italianas em três meses. Alice é a quinta. O ministro está a dizer que isto não pode continuar assim.
O que muda agora?
Teoricamente, tudo. Legislação mais rigorosa, supervisão obrigatória, talvez sistemas de drenagem mais seguros. Mas primeiro tem de haver vontade política real. Alice já não está cá para ver se isso acontece.
El Pulso
- Alice mergulhou numa piscina de pouco mais de um metro de profundidade e o cabelo ficou preso na grelha de aspiração do ralo, mantendo-a submersa enquanto adultos tentavam desesperadamente libertá-la.
- Foi outro menor que percebeu que ela não voltava à superfície — o proprietário do resort cortou o cabelo com uma faca e iniciou manobras de reanimação, mas Alice chegou ao hospital em estado crítico.
- A menina morreu na madrugada de sexta-feira no Hospital Pediátrico Gaslini, em Génova, mais de um dia após o acidente, deixando família e comunidade em choque.
- A investigação revelou que o resort não exibia o aviso obrigatório por lei italiana de supervisão de adultos para menores de doze anos — uma falha elementar que agora é alvo de inquérito por homicídio por negligência.
- A morte de Alice é a quinta de uma criança em piscinas italianas em apenas três meses, levando o ministro da Proteção Civil a exigir legislação mais rigorosa e a alertar que o adiamento de medidas já não é tolerável.
Uma menina de onze anos chamada Alice foi a férias com a família num resort italiano e não voltou para casa. Na tarde de quarta-feira, em Sestri Levante, o cabelo dela ficou preso no ralo de uma piscina infantil e a sucção da água não a deixou subir à superfície a tempo. A sua morte — a quinta de uma criança em piscinas italianas em três meses — coloca diante da sociedade uma pergunta que as palavras de pesar dos governantes ainda não respondem: quantas vidas são necessárias para que a segurança deixe de ser opcional?
Alice tinha onze anos e estava em férias com a família num resort à beira-mar de Sestri Levante, no norte de Itália. Na tarde de quarta-feira, entrou na piscina infantil para o que seria um mergulho simples. A piscina tinha pouco mais de um metro de profundidade. Quando mergulhou, o cabelo ficou preso na grelha de aspiração do ralo e a sucção manteve-a submersa enquanto as pessoas ao redor tentavam desesperadamente libertá-la. Ninguém conseguiu a tempo.
Foi outro menor que percebeu que Alice não voltava à superfície e alertou os adultos. O proprietário do resort entrou na água, cortou o cabelo da menina com uma faca e iniciou manobras de reanimação com desfibrilhador. Alice foi helitransportada para o Hospital Pediátrico Gaslini, em Génova, mas chegou em estado crítico. Morreu na madrugada de sexta-feira, pouco mais de um dia depois do acidente.
As autoridades italianas abriram inquérito por suspeita de homicídio por negligência. A investigação revelou que o resort não exibia o aviso obrigatório por lei — aquele que determina a presença de um adulto supervisionando crianças menores de doze anos na piscina. Uma proteção básica que simplesmente não existia.
A morte de Alice não acontece no vazio: nos três meses anteriores, outras quatro crianças morreram afogadas em piscinas italianas. O ministro da Proteção Civil, Nello Musumeci, declarou que já não é possível adiar medidas de segurança e pediu legislação mais rigorosa. Autoridades regionais expressaram pesar, mas as palavras de choque e tristeza ainda não se traduziram em resposta concreta. O inquérito criminal continua, e a pergunta que fica é se a morte de Alice será o ponto de virada que força a Itália a agir — ou apenas mais um nome numa lista que não para de crescer.
Alice tinha onze anos e estava em férias com a família num resort à beira-mar. Na tarde de quarta-feira, entrou na piscina infantil de Sestri Levante, uma cidade no norte de Itália, para o que seria seu último mergulho antes de sair da água. A piscina tinha pouco mais de um metro de profundidade. Quando mergulhou, seu cabelo ficou preso na grelha de aspiração do ralo — a sucção manteve-a submersa enquanto pessoas ao redor tentavam desesperadamente libertá-la. Ninguém conseguiu desembaraçar o cabelo a tempo.
Foi outro menor quem percebeu que Alice não tinha voltado à superfície e alertou os adultos. O proprietário do resort entrou imediatamente na água, cortou o cabelo da menina com uma faca e a retirou da piscina. Começou as manobras de reanimação cardiopulmonar e usou um desfibrilhador enquanto outros chamavam os serviços de emergência. Alice foi helitransportada para o Hospital Pediátrico Gaslini em Génova, onde chegou em estado crítico e instável. Morreu pouco mais de um dia depois, na madrugada de sexta-feira.
Alice morava em Milão. Estava passando férias normais com sua família quando um acidente evitável a tirou da vida. As autoridades italianas, coordenadas pelo Ministério Público de Génova, abriram um inquérito por suspeita de homicídio por negligência. Durante a investigação, descobriram que o resort não tinha o aviso obrigatório exigido pela lei italiana — aquele que determina que um adulto deve estar presente supervisionando crianças menores de doze anos na piscina. A piscina infantil funcionava sem essa proteção básica.
O caso reabre uma ferida que já sangrava. Nos três meses anteriores à morte de Alice, outras quatro crianças morreram afogadas em piscinas italianas. Nello Musumeci, ministro da Proteção Civil e das Políticas do Mar, não hesitou em chamar a atenção para o padrão. "A morte de Alice demonstra que já não é possível adiar medidas para garantir a segurança nas piscinas," disse, citado pela agência de notícias ANSA. Pediu legislação mais rigorosa e maior vigilância — nunca deixar crianças sozinhas na água, mesmo que por segundos.
Silvia Salis, presidente da Câmara Metropolitana de Génova, chamou a morte de "uma tragédia inaceitável". Marco Bucci, presidente da região da Ligúria, disse estar "sem palavras". Essas frases — vazias de solução, cheias de pesar — são o que resta quando a negligência encontra a física da água e da sucção. O inquérito criminal continua. A pergunta agora é se a morte de Alice será o ponto de virada que força a Itália a reescrever as regras de segurança nas piscinas, ou se será apenas mais um nome numa lista que continua a crescer.
Citas Notables
A morte de Alice demonstra que já não é possível adiar medidas para garantir a segurança nas piscinas. É necessária uma legislação mais rigorosa, mas também maior prudência para nunca deixar crianças sozinhas na água.— Nello Musumeci, ministro italiano da Proteção Civil e das Políticas do Mar