Há histórias que resistem ao tempo não pela insistência, mas pela verdade que carregam. Na noite de domingo, no estádio de rodeios de Barretos, Matogrosso & Mathias subiram ao palco da 71ª Festa do Peão para celebrar cinquenta anos de sertanejo romântico — e o público, que sabia cada verso de cor, lembrou que certas músicas não envelhecem, apenas aprofundam. Aos 76 anos, Matogrosso emocionou-se ao constatar que a jornada havia chegado até ali; Mathias o chamou de patrimônio vivo. Foi menos um show e mais um reencontro entre uma geração e a trilha sonora de sua própria vida.
Matogrosso & Mathias celebram 50 anos com primeiro show só de modão em Barretos
Jamais poderia imaginar que a gente estivesse aqui hoje
Por que um show só de modão em 2026 importa? Não é um gênero que já passou?
Não passou, apenas saiu de moda. Cinquenta anos de carreira é peso histórico — essas músicas moldaram como gerações inteiras entendiam amor, perda, saudade. Quando o público canta junto "Boate Azul", não é nostalgia vazia, é reconhecimento de algo que ainda funciona.
Matogrosso tem 76 anos. Como foi vê-lo em cena?
Havia disposição real, não apenas presença. A voz grave dele é inconfundível, e ele usou isso com propósito. Mas o que marcou foi a emoção ao falar sobre os cinquenta anos — não era performance, era genuíno.
O que significa Mathias chamar o parceiro de "patrimônio da música sertaneja"?
É reconhecimento de que ele não é apenas um artista, mas um documento vivo. A história da música sertaneja passa por ele. Não é exagero, é constatação.
Por que o telão com Chitãozinho & Xororó e Zezé Di Camargo?
Porque cinquenta anos não são vividos sozinho. Esses artistas são parte da mesma linhagem, da mesma conversa musical. O projeto audiovisual dos cinquenta anos traz essas conexões à tona.
E o "momento zona" com "Dama de Vermelho"?
Modão não é só tristeza. Tem ritmo, tem descontração, tem celebração. O show precisava respirar, mudar de temperatura. Não podia ser apenas lágrimas.
O que fica depois de uma noite assim?
A lembrança de que a música que marcou gerações não desaparece — apenas espera seu momento de voltar ao palco principal.
El Pulso
- Depois de três noites dominadas pela nova geração do sertanejo e pelo forró, o romantismo clássico reivindicou seu espaço no palco principal de Barretos com força e emoção.
- Matogrosso, aos 76 anos, abriu o show prometendo 'só modão' — e cumpriu, conduzindo o público por cinco décadas de repertório que o estádio inteiro cantou junto.
- A emoção transbordou quando Mathias homenageou o parceiro ao vivo: 'Você é um patrimônio da música sertaneja', disse, enquanto Matogrosso não conseguia conter os sentimentos ao falar dos cinquenta anos de carreira.
- Clássicos como 'Boate Azul', 'Amor Sem Fim' e 'De Igual Pra Igual' viraram duetos espontâneos entre a dupla e o público, com o estádio assumindo os vocais e os artistas aplaudindo os fãs.
- O show sinalizou uma transição deliberada na programação da festa: após noites voltadas ao contemporâneo, o sertanejo romântico retomou seu lugar de destaque, lembrando que sua história ainda tem muito a dizer.
Há histórias que resistem ao tempo não pela insistência, mas pela verdade que carregam. Na noite de domingo, no estádio de rodeios de Barretos, Matogrosso & Mathias subiram ao palco da 71ª Festa do Peão para celebrar cinquenta anos de sertanejo romântico — e o público, que sabia cada verso de cor, lembrou que certas músicas não envelhecem, apenas aprofundam. Aos 76 anos, Matogrosso emocionou-se ao constatar que a jornada havia chegado até ali; Mathias o chamou de patrimônio vivo. Foi menos um show e mais um reencontro entre uma geração e a trilha sonora de sua própria vida.
O estádio de rodeios de Barretos viveu uma noite diferente no domingo. Depois de três dias em que o palco principal pertenceu à nova geração do sertanejo e ao forró, chegou a vez do romantismo clássico voltar ao centro. Matogrosso & Mathias subiram ao palco da 71ª Festa do Peão com cinco décadas de repertório e uma promessa feita logo na abertura: "Prepare seu coração, porque hoje vai ser só modão."
Matogrosso, aos 76 anos, mostrou disposição e voz grave característica ao conduzir o público por uma sequência de clássicos conhecidos de cor. Ao falar sobre os cinquenta anos de trajetória, não conseguiu conter a emoção. Mathias aproveitou o momento para homenagear o parceiro: "Matão, você é um patrimônio da música sertaneja, a história viva do sertanejo." A história, aliás, estava presente em cada música escolhida para a noite.
Os primeiros acordes de "Boate Azul" bastaram para que o estádio assumisse os vocais. Antes e depois dela, "Foi Pensando em Você", "Frente a Frente", "Amor Sem Fim" e "De Igual Pra Igual" completaram uma viagem pelo modão que misturou emoção e descontração — um fã presenteou Matogrosso com uma rosa, arrancando risadas e brincadeiras do cantor, que depois brindou com Mathias aos cinquenta anos de carreira.
O telão também entrou na celebração: imagens de Chitãozinho & Xororó acompanharam "Pedaço da Minha Vida", faixa do projeto audiovisual comemorativo da dupla, e Zezé Di Camargo apareceu durante "Mariposa". Entre lembranças, brindes e dezenas de clássicos cantados em coro, Matogrosso & Mathias transformaram o palco em uma retrospectiva viva do sertanejo romântico — e sinalizaram que, mesmo em uma festa cada vez mais voltada ao contemporâneo, essa história ainda tem muito a dizer.
O estádio de rodeios de Barretos encheu-se de uma emoção diferente na noite de domingo. Depois de três dias em que o palco principal havia recebido a nova geração do sertanejo, artistas de forró e fenômenos musicais contemporâneos, chegou a hora do romantismo clássico voltar ao centro das atenções. Matogrosso & Mathias subiram ao palco da 71ª Festa do Peão de Barretos para fazer o que nenhum outro artista havia feito naquela edição: um show inteiramente dedicado ao modão, aquele sertanejo de coração partido que marcou gerações. Tinham cinco décadas de repertório para desfilar. "Prepare seu coração, prepare sua emoção, porque hoje aqui vai ser só modão", avisou Matogrosso na abertura, e cumpriu a promessa.
Matogrosso, aos 76 anos, mostrou disposição ao colocar sua voz grave característica a serviço de sucessos que o público conhecia de cor. Enquanto cantava, a emoção tomava conta. Ao falar sobre os cinquenta anos de trajetória, o cantor não conseguiu conter os sentimentos. "Jamais poderia imaginar que a gente estivesse aqui hoje", disse. Mathias aproveitou o momento para homenagear o parceiro de palco: "Matão, você é um patrimônio da música sertaneja, a história viva da música sertaneja." A história não era apenas tema de conversa — estava ali no repertório, em cada música escolhida para a noite.
Os primeiros acordes de "Boate Azul", um dos maiores clássicos da dupla, bastaram para que o público assumisse parte dos vocais. Antes dela, "Foi Pensando em Você", "Frente a Frente" e "Pele de Maçã" prepararam o terreno. A viagem pelo modão continuou com "24 Horas", "Amor Distante" e "Igrejinha Azul". Em "Amor Sem Fim", Matogrosso & Mathias diminuíram o próprio volume para ouvir quem estava do outro lado do palco. O estádio respondeu em coro, e os dois aplaudiram os fãs. Havia momentos de descontração também: um fã presenteou Matogrosso com uma rosa próximo ao palco, e o cantor arrancou risadas ao reagir ao presente, brincando que o rapaz era "muito simpático". Pouco depois, pegou um copo com bebida e brindou com Mathias aos cinquenta anos de carreira.
A emoção voltou a ganhar espaço com os primeiros versos de "De Igual Pra Igual", mais um clássico entoado pelos fãs. Mas nem só de coração partido vive um bom modão. O chamado "momento zona" do show aumentou o ritmo com "Dama de Vermelho", "Pingão" e "Amargurado", mudando o tom da noite. As celebrações pelos cinquenta anos de carreira também apareceram no telão. Com imagens de Chitãozinho & Xororó, Matogrosso & Mathias cantaram "Pedaço da Minha Vida", faixa que dá nome ao projeto audiovisual comemorativo dos cinco décadas e que teve participação de amigos sertanejos. Depois, Zezé Di Camargo apareceu no telão durante "Mariposa".
A sequência continuou com "Tentei Te Esquecer", "Idas e Voltas", "Perdoa" e "Na Hora do Adeus", completando dezenas de clássicos conhecidos pelo público. Entre lembranças, brincadeiras, brindes e sucessos que atravessaram décadas, Matogrosso & Mathias transformaram o palco do estádio em uma retrospectiva viva de cinquenta anos do sertanejo romântico. O show marcou também uma transição clara na programação da festa: depois de noites dedicadas aos artistas da nova geração e ao forró, o romantismo que havia marcado gerações anteriores retomava seu lugar de destaque, lembrando que a história da música sertaneja ainda tinha muito a dizer.
Citas Notables
Matão, você é um patrimônio da música sertaneja, a história viva da música sertaneja— Mathias, homenageando seu parceiro de cinquenta anos