Maria Fernanda Cândido e Celso Frateschi estreiam Ibsen no Sesc Pinheiros

Um artista que sacrificou tudo pela carreira reencontra sua musa
A trama central de "Quando Despertarmos de Entre os Mortos", que estreia no Sesc Pinheiros no dia 8 de outubro.
Mark

Por que uma peça de Ibsen, escrita há mais de um século, ainda consegue atrair atores como Maria Fernanda Cândido e Celso Frateschi? O que há nela que continua falando?

Mimi

Ibsen escreveu sobre pessoas reais enfrentando escolhas reais. Não há moralismo. Um artista que sacrificou sua vida pessoal pela carreira reencontra a mulher que o inspirou e precisa olhar para trás. Isso não envelheceu.

Luke

Mas a fonte não diz muito sobre a direção de Elias Andreato ou como essa montagem específica reinterpreta a peça. Sabemos que ela existe, que tem esses atores, mas não sabemos o que Andreato fez com o texto.

Mimi

Verdade. O que temos é o básico: quem, quando, onde, quanto custa. A crítica e a análise da montagem virão depois.

Mark

E quanto ao público? Quem vai querer ver isso? É um público de teatro tradicional ou há algo que atrai gente nova?

Mimi

A fonte não especifica. Mas o fato de estar no Sesc—um espaço público, com ingressos a R$ 90—sugere que não é um teatro de elite. É acessível.

Luke

Ainda assim, não sabemos quantas apresentações estão previstas, qual é a temporada completa. Diz "até data não especificada". Isso é uma lacuna.

Mark

Então o que sabemos com certeza é: peça de Ibsen, dois atores conhecidos, Sesc Pinheiros, 8 de outubro, quinta a domingo, R$ 90.

Mimi

Exatamente. E que a peça trata de um artista em fim de carreira refletindo sobre sacrifícios. Isso é suficiente para alguém decidir se quer ir.

Luke

Sim. Mas não é suficiente para entender o que essa montagem traz de novo ou diferente.

  • Um artista no fim da carreira reencontra sua musa e é forçado a prestar contas de cada renúncia que fez em nome da arte — o encontro é um julgamento sem tribunal.
  • Ibsen não oferece vilões nem absolvições: apenas personagens que escolheram e agora precisam habitar as consequências daquelas escolhas.
  • Maria Fernanda Cândido e Celso Frateschi, rostos familiares da televisão brasileira, trazem peso e reconhecimento a personagens que exigem exatamente isso — a credibilidade de quem já viveu muito em cena.
  • A montagem de 100 minutos estreia no dia 8 de outubro no Sesc Pinheiros, com sessões de quinta a domingo e ingressos a R$ 90, inserindo-se num calendário teatral paulistano que aposta em histórias antigas para falar do presente.

No limiar entre a arte e a vida que ficou por viver, Henrik Ibsen continua sendo um espelho incômodo. Em outubro, o Sesc Pinheiros recebe Maria Fernanda Cândido e Celso Frateschi em 'Quando Despertarmos de Entre os Mortos', montagem dirigida por Elias Andreato que convoca o público a sentar diante de uma pergunta que atravessa gerações: o que sacrificamos em nome daquilo que criamos? O clássico norueguês, escrito há mais de um século, insiste em não envelhecer porque fala de feridas que a ambição abre e o tempo raramente fecha.

No dia 8 de outubro, o Sesc Pinheiros recebe a estreia de 'Quando Despertarmos de Entre os Mortos', adaptação do clássico de Henrik Ibsen dirigida por Elias Andreato. Maria Fernanda Cândido e Celso Frateschi protagonizam a montagem, trazendo ao palco dois nomes que carregam décadas de televisão brasileira — e toda a autoridade que isso implica.

A peça acompanha um artista plástico no ocaso da carreira que, ao reencontrar a mulher que foi sua musa nos anos de juventude, é obrigado a revirar cada decisão que tomou. Cada sacrifício pessoal feito em nome da criação, cada relação deixada para trás, cada renúncia que parecia necessária — tudo volta à superfície nesse encontro que funciona menos como reunião e mais como julgamento. A musa é um espelho, e o reflexo não é gentil.

Ibsen não constrói vilões. Constrói pessoas que escolheram e agora precisam conviver com o que escolheram. A pergunta que a peça faz — valeu a pena? — é a mesma que qualquer pessoa que sacrificou algo por uma vocação já se fez ao menos uma vez. É por isso que um texto do século XIX continua lotando teatros.

Além de Cândido e Frateschi, Maria Manoella completa o elenco. A peça tem 100 minutos de duração, classificação para maiores de 14 anos, e acontece de quinta a sábado às 20h e aos domingos às 18h, na Rua Pais Leme, 195, em Pinheiros. Ingressos a R$ 90 pelo site sescsp.org.br ou nas bilheterias.

No próximo dia 8 de outubro, o Sesc Pinheiros abre as portas para uma montagem de um clássico norueguês que não sai de moda: "Quando Despertarmos de Entre os Mortos", de Henrik Ibsen, o dramaturgo que viveu entre 1828 e 1906 e continua provocando reflexões sobre a vida e as escolhas que fazemos. Maria Fernanda Cândido e Celso Frateschi, dois nomes consolidados na televisão brasileira, protagonizam a peça dirigida por Elias Andreato, trazendo para o palco uma história que toca em feridas que nunca cicatrizam completamente.

A trama acompanha um artista plástico que chegou ao fim de sua carreira profissional. Casado, estabelecido, ele vive uma vida que parecia estar resolvida até o momento em que reencontra alguém do seu passado: a mulher que foi sua musa, aquela que inspirou seu trabalho nos anos de juventude e ambição. Esse encontro não é casual nem superficial. Ele força o personagem a olhar para trás, a examinar cada decisão importante que tomou, cada sacrifício que fez em nome da arte, cada renúncia pessoal que acreditava ser necessária para criar algo que durasse.

O que Ibsen coloca em cena é a tensão entre o artista que se quer ser e a vida que se acaba vivendo. Não há vilões aqui, apenas pessoas que escolheram caminhos e agora precisam conviver com as consequências daquelas escolhas. A musa reaparece como um espelho, forçando o pintor a questionar se valeu a pena, se o que ele criou compensou o que ele deixou de viver. É uma conversa que muitos artistas—e muitas pessoas que sacrificaram relacionamentos, estabilidade ou felicidade por uma carreira—reconhecem imediatamente.

A montagem tem duração de 100 minutos e é classificada para maiores de 14 anos. Além de Cândido e Frateschi, Maria Manoella completa o elenco. As apresentações acontecem de quinta a sábado às 20h, e aos domingos às 18h, no endereço Rua Pais Leme, 195, no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. Os ingressos custam R$ 90 e podem ser adquiridos pelo site sescsp.org.br ou nas bilheterias do Sesc.

Esta é uma das várias estreias que marcam o calendário teatral de São Paulo neste período. Enquanto "Quando Despertarmos de Entre os Mortos" oferece uma imersão em dilemas existenciais de um artista envelhecido, a capital paulista também recebe produções que vão desde adaptações musicais de séries animadas até monólogos apresentados dentro de uma catedral. O teatro segue sendo um espaço onde histórias antigas ganham vida nova, onde atores de gerações diferentes encontram personagens que continuam relevantes porque falam de coisas que não mudam: ambição, sacrifício, amor, remorso e a pergunta que nunca tem resposta fácil: valeu a pena?

Um pintor casado e em fim de carreira reencontra sua musa e reflete sobre as decisões que tomou na sua vida em nome da arte
— Descrição da peça na programação do Sesc
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