No Tribunal Superior de Auckland, a justiça pronunciou-se sobre um dos casos mais perturbadores da Nova Zelândia recente: Hakyung Lee, de 45 anos, foi declarada culpada pela morte dos seus dois filhos pequenos, cujos corpos permaneceram escondidos em malas durante anos antes de serem encontrados. O júri precisou de apenas duas horas para rejeitar os argumentos de demência e depressão, reconhecendo que a consciência humana, mesmo em sofrimento, não apaga a responsabilidade pelos atos mais irreversíveis. Este veredicto encerra um processo judicial de três semanas, mas deixa em aberto as questões
Mãe condenada na Nova Zelândia por matar filhos e esconder corpos em malas
Dois filhos mortos, escondidos em malas durante anos
Como é que dois corpos puderam ficar escondidos durante tanto tempo sem serem descobertos?
Estavam numa unidade de armazenamento privada a sul de Auckland. Estes espaços funcionam de forma discreta — as pessoas alugam-nos, guardam as suas coisas, e ninguém verifica regularmente o que lá está. Só foram encontrados quando alguém, por alguma razão, abriu aquela unidade específica.
A defesa argumentou demência. Porque é que o júri não acreditou?
Porque a procuradoria conseguiu demonstrar que Lee tinha consciência plena do que estava a fazer. Não era uma mulher confusa ou incapaz de compreender as consequências. Era alguém que tomou decisões deliberadas e depois escondeu as provas.
Dois anos entre a extradição e o julgamento — isso é tempo normal?
Não é rápido, mas também não é extraordinário em casos complexos. Havia tradução necessária, investigação internacional, e a complexidade psicológica do caso. Mas sim, dois anos é um período considerável de espera.
O que significa que ela tenha tentado esconder o rosto durante o julgamento?
Talvez vergonha, talvez medo, talvez simplesmente uma forma de lidar com a exposição pública. Mas é também um contraste — uma mulher que cometeu um crime tão visível, tão permanente, a tentar tornar-se invisível numa sala de tribunal.
A sentença mínima de dez anos sem liberdade condicional — é isso que a maioria das pessoas esperaria?
Para matar dois filhos e esconder os corpos durante anos? Muitos esperariam mais. Mas a lei neozelandesa tem limites. O que é certo é que ela não sairá em breve.
The Pulse
- Dois corpos infantis encontrados em malas num depósito — Yuna Jo, 8 anos, e Minu Jo, 6 anos — estavam escondidos há três a quatro anos quando as autoridades os localizaram a sul de Auckland.
- A defesa tentou construir uma narrativa de colapso psicológico após a morte do marido em 2017, alegando demência e uma tentativa de suicídio coletivo com dose calculada erroneamente.
- A procuradoria desmontou esses argumentos ao demonstrar que Lee agiu com plena consciência, e o júri concordou em apenas duas horas de deliberação — uma rapidez que sublinha a força das provas.
- Lee, extraditada da Coreia do Sul em 2022, sentou-se ao longo do julgamento com a cabeça baixa, tentando esconder o rosto — silêncio que contrastou com o peso do veredicto.
- A condenação abre caminho para uma pena de prisão perpétua com mínimo obrigatório de dez anos sem liberdade condicional, a ser determinada em data posterior.
No Tribunal Superior de Auckland, a justiça pronunciou-se sobre um dos casos mais perturbadores da Nova Zelândia recente: Hakyung Lee, de 45 anos, foi declarada culpada pela morte dos seus dois filhos pequenos, cujos corpos permaneceram escondidos em malas durante anos antes de serem encontrados. O júri precisou de apenas duas horas para rejeitar os argumentos de demência e depressão, reconhecendo que a consciência humana, mesmo em sofrimento, não apaga a responsabilidade pelos atos mais irreversíveis. Este veredicto encerra um processo judicial de três semanas, mas deixa em aberto as questões mais fundas sobre o que leva uma mãe a tornar-se a ameaça maior para aqueles que devia proteger.
Hakyung Lee, de 45 anos, foi declarada culpada no Tribunal Superior de Auckland por ter matado os seus dois filhos e escondido os corpos em malas durante anos. O veredicto chegou após apenas duas horas de deliberação do júri, num julgamento que durou três semanas e captou atenção internacional.
Os corpos de Yuna Jo, de oito anos, e Minu Jo, de seis, foram encontrados numa unidade de armazenamento a sul de Auckland. As autoridades estimaram que as crianças estavam mortas há três a quatro anos. Lee tinha sido extraditada da Coreia do Sul em 2022, após a descoberta.
A defesa alegou que a morte do marido em 2017 desencadeou uma depressão profunda e um estado de demência que teriam comprometido o julgamento de Lee. Os advogados admitiram que ela administrou um antidepressivo aos filhos com a intenção de morrerem os três juntos, mas que calculou mal a dose e acordou sozinha. A procuradoria refutou estes argumentos, provando que Lee tinha plena consciência das suas ações — e o júri acreditou nessa versão.
Ao longo do julgamento, Lee permaneceu sentada entre um tradutor e um segurança, frequentemente com a cabeça baixa e o rosto escondido atrás do cabelo. Agora enfrenta prisão perpétua, com um mínimo obrigatório de dez anos sem liberdade condicional, numa sentença a definir em data posterior.
Hakyung Lee, uma mulher de 45 anos, foi declarada culpada hoje num tribunal da Nova Zelândia por ter matado os seus dois filhos e escondido os corpos em malas. O veredicto, que atraiu a atenção internacional, chegou após apenas duas horas de deliberação do júri no Tribunal Superior de Auckland.
Os corpos das crianças, Yuna Jo e Minu Jo, com oito e seis anos respetivamente, foram descobertos numa unidade de armazenamento a sul de Auckland. As autoridades estimam que as crianças estavam mortas há entre três e quatro anos quando foram encontradas, o que significa que os seus restos mortais permaneceram escondidos durante anos antes de serem localizados. Lee tinha sido extraditada da Coreia do Sul em 2022, após a descoberta dos corpos.
A defesa apresentou argumentos que procuravam explicar as ações de Lee através de circunstâncias atenuantes. Os seus advogados alegaram que ela sofria de demência e que a morte do seu marido em 2017 tinha desencadeado uma espiral de depressão profunda que teria afetado o seu julgamento. Durante o julgamento, que durou três semanas, a defesa admitiu que Lee tinha administrado um antidepressivo aos filhos, alegando que a sua intenção era que os três morressem juntos, mas que ela tinha calculado a dose de forma incorreta. Quando acordou, as crianças já estavam mortas.
A procuradoria, porém, refutou estes argumentos com sucesso, argumentando que Lee tinha plena consciência das suas ações e da gravidade do que estava a fazer. O júri acreditou nesta posição, rejeitando as alegações de demência e depressão como justificação para o crime. A rapidez da deliberação — apenas duas horas — sugere que a evidência apresentada foi convincente e que o júri chegou a um consenso relativamente rápido sobre a culpabilidade.
Durante todo o julgamento, Lee permaneceu sentada entre um tradutor e um segurança do tribunal, frequentemente com a cabeça baixa e tentando esconder o rosto com o cabelo. Esta postura silenciosa contrastou com a gravidade das acusações e do veredicto que se seguiria.
Agora, Lee enfrenta uma sentença potencialmente severa. De acordo com a legislação neozelandesa, ela pode ser condenada à prisão perpétua, com um período mínimo obrigatório de uma década sem qualquer possibilidade de liberdade condicional. A sentença será determinada numa data posterior, mas o veredicto de culpabilidade de hoje marca o fim de um processo judicial que captou a atenção internacional pela sua natureza perturbadora e pelas circunstâncias extraordinárias do caso.
Notable Quotes
A defesa admitiu que Lee tinha administrado um antidepressivo aos filhos, alegando que a sua intenção era que os três morressem juntos, mas que ela tinha calculado a dose de forma incorreta.— Advogados de Hakyung Lee
A procuradoria argumentou que Lee tinha plena consciência das suas ações e da gravidade do que estava a fazer.— Procuradoria do Tribunal Superior de Auckland