A menos de dois anos das eleições presidenciais de 2026, o Brasil observa um campo político ainda em formação: Lula lidera as intenções de voto, mas a margem que o separa de Flávio Bolsonaro é mais tênue do que os números de primeiro turno sugerem. Um empate técnico no segundo turno e metade do eleitorado recusando ambos os nomes revelam que a disputa é, antes de tudo, uma conversa inacabada entre o país e seus próprios anseios.
Lula lidera com 49% de potencial de voto contra 44% de Flávio Bolsonaro
Metade dos eleitores não votaria em nenhum dos dois
Então Lula está ganhando, mas não por uma margem tão grande quanto parece à primeira vista?
Exatamente. Em intenção de voto, ele tem oito pontos de diferença. Mas quando você mede votabilidade — quem realmente poderia votar nele — a diferença cai para cinco pontos. São números diferentes.
Mas qual deles importa mais? A intenção de voto é o que as pessoas dizem que vão fazer agora. A votabilidade inclui gente que "poderia" votar, o que é bem mais vago.
Verdade. A votabilidade é mais sobre potencial do que sobre decisão. Mas em uma campanha que ainda tem meses, esse potencial pode virar voto real.
E o segundo turno? Como é possível que Lula tenha 38% no primeiro turno mas 44% no segundo?
Porque no segundo turno é só ele contra Flávio Bolsonaro. Alguns eleitores que votariam em terceiros no primeiro turno migram para um dos dois no segundo. Nesse caso, ambos chegam a 44%.
Mas isso é uma simulação, não é? Não sabemos se Pablo Marçal vai estar lá, não sabemos como vai ser a campanha real.
Certo. É um cenário hipotético. O que importa agora é que metade dos eleitores disse que não votaria em nenhum dos dois.
Metade? Isso é muito.
É. E é aí que está o espaço real para uma terceira via. Se alguém conseguir consolidar um nome, pode mudar tudo.
A pesquisa foi feita com 2 mil entrevistas, margem de erro de dois pontos. Então os números são confiáveis, mas o cenário político ainda é aberto.
Então estamos em setembro de 2026, e ninguém sabe ainda quem vai ganhar?
Ninguém. Lula sai na frente, mas a campanha ainda tem muito tempo.
El Pulso
- Lula abre vantagem de oito pontos no primeiro turno, mas sua liderança se estreita para apenas cinco pontos quando se mede o potencial real de voto — 49% contra 44% de Flávio Bolsonaro.
- O segundo turno simulado expõe a fragilidade de ambos: os dois candidatos empatam em 44%, sinalizando que nenhum tem votos suficientes para garantir a vitória sem conquistar os indecisos.
- Metade dos 2 mil entrevistados declarou que não votaria em nenhum dos dois, abrindo uma janela expressiva para uma terceira via que ainda não tem nome consolidado.
- A pesquisa, registrada no TSE e conduzida com margem de erro de dois pontos, retrata um eleitorado em movimento — nem fiel a Lula, nem rendido a Bolsonaro, mas à espera de algo que ainda não chegou.
A menos de dois anos das eleições presidenciais de 2026, o Brasil observa um campo político ainda em formação: Lula lidera as intenções de voto, mas a margem que o separa de Flávio Bolsonaro é mais tênue do que os números de primeiro turno sugerem. Um empate técnico no segundo turno e metade do eleitorado recusando ambos os nomes revelam que a disputa é, antes de tudo, uma conversa inacabada entre o país e seus próprios anseios.
A corrida presidencial de 2026 começa a revelar sua geometria real. Levantamento do Real Time Big Data, divulgado em 1º de setembro, mostra Lula (PT) com 38% de intenção de voto no primeiro turno, à frente de Flávio Bolsonaro (PL), que marca 30%. A entrada de Pablo Marçal (PRTB) na simulação não altera o quadro de Lula, mas reduz Bolsonaro a 29%.
O dado mais revelador, porém, está na chamada votabilidade — a medida de quantos eleitores efetivamente consideram votar em cada candidato. Lula reúne 49%: 30% com certeza e 19% como possibilidade. Bolsonaro alcança 44%: 20% certos e 24% em aberto. A diferença de cinco pontos existe, mas não é definitiva.
No segundo turno simulado, o cenário se fecha: ambos marcam 44%, configurando empate técnico. O resultado final dependeria de como os eleitores hoje indecisos ou fiéis a terceiros se posicionariam diante da escolha binária.
O número que mais pesa sobre toda a análise é este: 50% dos entrevistados disseram que não votariam em nenhum dos dois. Esse contingente representa terreno fértil para uma terceira via, caso algum candidato consiga ganhar tração nos meses que antecedem a disputa. A pesquisa foi feita por telefone entre 27 e 31 de agosto, com 2 mil entrevistas, margem de erro de dois pontos e registro TSE BR-03490/2026.
A disputa presidencial de 2026 começa a ganhar contornos mais claros. Um levantamento do instituto Real Time Big Data divulgado no primeiro dia de setembro revelou o quadro atual da corrida: o presidente Lula, do PT, segue à frente do senador Flávio Bolsonaro, do PL, seu principal adversário, mas a margem entre eles é menor do que pode parecer à primeira vista.
Nos cenários de primeiro turno, Lula marca 38% de intenção de voto, enquanto Flávio Bolsonaro fica em 30%. Quando Pablo Marçal, do PRTB, entra na simulação, os números se movem ligeiramente: Lula permanece nos mesmos 38%, e Bolsonaro cai para 29%. Mas a pesquisa foi além da simples contagem de votos declarados. O Real Time Big Data mediu também a "votabilidade" de cada candidato — o percentual de eleitores que efetivamente consideram a possibilidade de votar neles, incluindo tanto os que decidiriam com certeza quanto os que poderiam mudar de ideia.
Aí o retrato muda. Lula reúne 49% de potencial de voto: 30% dos entrevistados disseram que votariam nele com certeza, e outros 19% indicaram que poderiam fazê-lo. Flávio Bolsonaro alcança 44% de potencial: 20% votariam com certeza, e 24% poderiam votar. A diferença de cinco pontos percentuais entre os dois é real, mas não é abismal.
O cenário de segundo turno, porém, aponta para um resultado bem mais apertado. Em uma simulação direta entre Lula e Flávio Bolsonaro, ambos marcam 44% de preferência — um empate técnico. Isso significa que, caso a disputa chegue ao segundo turno, o resultado estaria em aberto, dependendo de como os eleitores que hoje estão indecisos ou votariam em terceiros se posicionariam.
Um dado chama atenção: metade dos 2 mil entrevistados — exatamente 50% — declarou que não votaria em nenhum dos dois candidatos. Esse contingente representa um espaço potencial significativo para uma terceira via, caso algum nome consiga se consolidar e ganhar visibilidade nos próximos meses. A pesquisa foi conduzida por telefone entre 27 e 31 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Seu registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-03490/2026.
O que esses números revelam é um eleitorado ainda em movimento. Lula sai na frente, mas não com a solidez que uma liderança de oito pontos em intenção de voto poderia sugerir. A votabilidade mais próxima entre os dois — 49% contra 44% — mostra que há espaço para mudanças conforme a campanha avança e os eleitores indecisos começam a se posicionar. O segundo turno virtual, com empate técnico, reforça que nada está decidido, e que o resultado final dependerá tanto de como cada candidato conseguir consolidar seu voto quanto de para onde migrarão os eleitores que hoje rejeitam ambos.
Citas Notables
Metade dos participantes declarou que não votaria em nenhum dos dois candidatos— Real Time Big Data