Lula lidera com 43% dos votos válidos contra 38% de Flávio, aponta Datafolha

A diferença entre os dois primeiros encolheu de cinco para quatro pontos
Lula mantém liderança, mas a vantagem sobre Flávio Bolsonaro diminuiu em relação à pesquisa anterior.
Mark

Como devemos interpretar esses movimentos? Um ponto para Lula e dois para Flávio — isso significa que a corrida está se apertando?

Mimi

Tecnicamente, não. Ambos os movimentos estão dentro da margem de erro de dois pontos. O que importa é que a diferença entre eles diminuiu de cinco para quatro pontos, mas isso também pode ser variação natural.

Luke

Exatamente. E precisamos ser claros: quando a margem de erro é de dois pontos e você tem uma diferença de quatro, há espaço real ali, mas não é uma vantagem blindada. Flávio está ganhando terreno, mesmo que modestamente.

Mark

E Augusto Cury? Ele caiu de 8% para 6%. Isso é significativo?

Mimi

Cury perdeu dois pontos, o que está na borda da margem de erro. Pode ser movimento real ou flutuação. O que é claro é que ele não conseguiu consolidar uma posição de terceira força.

Luke

Importante notar que 6% dos eleitores ainda votam em branco ou nulo, e 4% estão indecisos. Isso é 10% do eleitorado que pode se mover em qualquer direção.

Mark

Então a campanha ainda tem espaço para mudar o resultado?

Mimi

Sim. Com quatro pontos de diferença e uma parcela significativa ainda indecisa ou desengajada, há margem para movimento. Mas Lula segue na frente.

Luke

A ressalva é que essa pesquisa é de um momento específico — 8 a 10 de setembro. Qualquer coisa que aconteça depois muda o cenário. Não é previsão; é fotografia.

  • A vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro encolheu de cinco para quatro pontos percentuais, sinalizando uma corrida que se torna progressivamente mais competitiva.
  • Flávio avançou dois pontos em uma semana, o maior salto individual entre os candidatos, enquanto Lula subiu apenas um — ambos dentro da margem de erro, mas a tendência é observada com atenção.
  • Augusto Cury, que chegou a ocupar o terceiro lugar com 8%, recuou para 6%, indicando que o campo fora do duelo principal ainda não encontrou um polo de atração estável.
  • Cerca de 10% do eleitorado permanece indeciso ou inclinado ao voto branco e nulo, uma reserva de votos que pode ser decisiva conforme a campanha avança.

A menos de um ano das eleições presidenciais brasileiras, o Datafolha registra uma disputa que se adensa sem se decidir: Lula mantém a liderança com 39% das intenções de voto, mas Flávio Bolsonaro avança e encosta, chegando a 35%. Dentro da margem de erro, os movimentos são tecnicamente inconclusivos — e é justamente essa ambiguidade que revela o estado de uma democracia ainda em busca de seu próximo capítulo.

O Datafolha divulgado na sexta-feira confirma Lula na liderança da corrida presidencial com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, do PL, com 35%. Quando excluídos brancos, nulos e indecisos, a diferença se amplia: 43% contra 38% nos votos válidos.

Em relação à pesquisa anterior, de 3 de setembro, o quadro se moveu de forma discreta. Lula subiu um ponto; Flávio, dois. Nenhuma das variações ultrapassa a margem de erro de dois pontos percentuais, o que impede conclusões estatísticas definitivas — mas a diferença entre os dois encolheu de cinco para quatro pontos.

No restante do campo, Augusto Cury recuou de 8% para 6%. Caiado aparece com 4%, Renan Santos com 3% e Zema com 2%. Uma série de candidatos divide 1%, enquanto outros não registram intenção de voto mensurável. Seis por cento pretendem votar em branco ou nulo, e 4% ainda não definiram sua escolha.

O levantamento ouviu 2.002 pessoas entre 8 e 10 de setembro, foi encomendado pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo e está registrado no TSE. Com nível de confiança de 95%, oferece um retrato fiel do momento — mas a campanha ainda tem tempo e espaço para novas inflexões.

A pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantendo a liderança na corrida presidencial, com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro, candidato do PL, alcança 35%. Quando considerados apenas os votos válidos — excluindo brancos, nulos e indecisos — a vantagem de Lula se amplia para 43% contra 38% de Flávio.

Em relação ao levantamento anterior, realizado em 3 de setembro, o quadro se movimentou de forma modesta. Lula subiu um ponto percentual, passando de 38% para 39%. Flávio avançou dois pontos, saindo de 33% para 35%. Ambas as variações ocorreram dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que significa que nenhum dos movimentos pode ser considerado estatisticamente significativo. A diferença entre os dois primeiros colocados encolheu de cinco pontos para quatro pontos.

No restante do campo, Augusto Cury, do Avante, recuou de forma mais acentuada. O candidato que estava em terceiro lugar com 8% caiu para 6%. Ronaldo Caiado, do PSD, permanece estável em 4%. Renan Santos, da Missão, marca 3%, enquanto Romeu Zema, do Novo, aparece com 2%. Samara Martins da UP, Rui Costa Pimenta do PCO, Clariana Barão da DC e Edmilson Costa do PCB dividem 1% cada. Wilson Grassi, do Democrata, e Hertz Dias, do PSTU, não registram intenção de voto mensurável.

O levantamento também captura a indecisão do eleitorado. Seis por cento dos entrevistados indicaram que votariam em branco ou nulo, enquanto 4% ainda não haviam definido seu voto no momento da pesquisa. Esses números sugerem que uma parcela não negligenciável do eleitorado permanece aberta a mudanças ou desengajada da disputa.

A pesquisa foi conduzida entre 8 e 10 de setembro e ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais. O trabalho foi encomendado pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01833/2026. Com uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%, o levantamento oferece um retrato do momento da campanha, ainda que sujeito às flutuações naturais de pesquisas eleitorais.

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