A menos de duas semanas do segundo turno presidencial brasileiro, marcado para 25 de outubro de 2026, uma pesquisa Datafolha revela Flávio Bolsonaro à frente de Lula por quatro pontos percentuais nos votos válidos — 52% contra 48%. Com 94% do eleitorado afirmando ter voto definitivo, o país se encontra diante de uma polarização madura, onde as últimas batalhas da campanha serão travadas não pela conquista de corações indecisos, mas pela compreensão das motivações que sustentam cada campo.
Datafolha: Flávio Bolsonaro lidera 2º turno com 49% contra 45% de Lula
94% dos eleitores já têm voto definido; apenas 6% podem mudar
Como uma vantagem de quatro pontos em votos válidos se traduz em termos práticos? É confortável ou ainda está tudo em aberto?
Quatro pontos é significativo, mas não é uma margem que elimina incerteza. A margem de erro é de dois pontos, então tecnicamente os números poderiam se aproximar mais. Mas o que chama atenção é que 94% dizem ter voto definido — isso reduz muito o espaço para mudanças bruscas.
Exatamente. Esses 6% que ainda podem mudar são o verdadeiro campo de batalha. Se todos eles fossem para Lula, ele empataria. Se fossem para Bolsonaro, ele ampliaria a vantagem. Mas 2.520 pessoas é uma amostra sólida, e a pesquisa está registrada no TSE, então temos transparência.
E quanto às motivações? Por que 89% dos eleitores de Lula votam nele como melhor opção, enquanto só 69% dos de Bolsonaro fazem o mesmo?
Pode indicar que a base de Lula é mais coesa em torno de uma visão positiva dele. A base de Bolsonaro tem mais eleitores que votam contra Lula do que a favor de Bolsonaro — 25% versus 69%.
Mas cuidado: esses números não explicam por que isso acontece. Pode ser que os eleitores de Bolsonaro simplesmente não queiram admitir que votam por rejeição, ou pode ser que realmente haja uma diferença real nas motivações. A pesquisa mede, mas não explica a causa.
A pesquisa foi feita dias 6 e 7 de outubro. Quanto tempo falta para o segundo turno?
O segundo turno é 25 de outubro. Então essa pesquisa foi feita com uma semana e meia de antecedência. Bastante tempo para campanhas ainda tentarem influenciar aqueles 6% que dizem poder mudar.
E também tempo para eventos inesperados, debates, ou declarações que possam mexer com a dinâmica. Pesquisa é fotografia de um momento, não previsão do futuro.
Der Puls
- Flávio Bolsonaro lidera com 49% das intenções de voto totais e 52% dos votos válidos, abrindo uma vantagem de quatro pontos sobre Lula a dez dias do pleito.
- A pesquisa, realizada com 2.520 eleitores nos dias 6 e 7 de outubro, tem margem de erro de dois pontos — o que mantém a disputa tecnicamente acirrada e o resultado em aberto.
- Com 94% dos eleitores declarando voto totalmente definido, a janela para reversões é estreita e a polarização parece ter atingido seu ponto de cristalização.
- As motivações divergem: 89% dos eleitores de Lula votam nele por convicção positiva, enquanto 25% dos apoiadores de Bolsonaro admitem votar principalmente para impedir a vitória petista.
- Essa assimetria nas motivações pode moldar as estratégias finais de cada campanha — uma consolidando adesão, a outra amplificando a rejeição ao adversário.
A menos de duas semanas do segundo turno presidencial brasileiro, marcado para 25 de outubro de 2026, uma pesquisa Datafolha revela Flávio Bolsonaro à frente de Lula por quatro pontos percentuais nos votos válidos — 52% contra 48%. Com 94% do eleitorado afirmando ter voto definitivo, o país se encontra diante de uma polarização madura, onde as últimas batalhas da campanha serão travadas não pela conquista de corações indecisos, mas pela compreensão das motivações que sustentam cada campo.
A uma semana e meia do segundo turno presidencial, o senador Flávio Bolsonaro aparece à frente na disputa pela presidência. Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira aponta 49% das intenções de voto para ele, contra 45% de Lula. Brancos, nulos e indecisos somam os 6% restantes. Nos votos válidos — critério usado pela Justiça Eleitoral para definir o vencedor —, a margem sobe para 52% a 48%, quatro pontos de diferença.
O levantamento ouviu 2.520 eleitores nos dias 6 e 7 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais. O dado mais revelador, porém, não está nos percentuais de intenção de voto, mas no grau de convicção do eleitorado: 94% afirmam ter o voto totalmente definido. Apenas 6% admitem que ainda poderiam mudar de candidato — um sinal de que a polarização já se consolidou e que as últimas semanas de campanha terão pouco espaço para conversões.
As motivações de cada campo, no entanto, contam histórias distintas. No geral, 76% dos eleitores dizem votar em seu candidato por considerá-lo a melhor opção para o país, enquanto 19% assumem um voto essencialmente negativo — contra o adversário, não a favor de ninguém. Entre os apoiadores de Bolsonaro, 69% o escolhem por convicção positiva, mas 25% votam nele sobretudo para barrar Lula. No campo petista, a proporção é mais uniforme: 89% apoiam Lula por acreditarem que ele é o melhor nome, e apenas 13% citam a rejeição ao adversário como motivação principal.
Essa diferença nas bases eleitorais pode ter peso nas estratégias finais de ambas as campanhas. De um lado, a consolidação de uma preferência já estabelecida; do outro, o esforço de converter o voto defensivo em entusiasmo — ou de ampliar ainda mais a rejeição ao rival. O resultado de 25 de outubro dirá qual dessas apostas se mostrou mais eficaz.
A uma semana e meia do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro, o senador Flávio Bolsonaro aparece à frente na corrida pela presidência. Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, ele reúne 49% das intenções de voto, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva fica com 45%. Brancos e nulos somam 5%, e apenas 1% dos entrevistados não soube responder em quem votaria. Quando se consideram apenas os votos válidos — o critério que a Justiça Eleitoral usa para definir o vencedor — a vantagem de Bolsonaro sobe para 52% contra 48% de Lula, uma margem de quatro pontos percentuais.
O levantamento ouviu 2.520 eleitores nos dias 6 e 7 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é o número BR-0949/2026. Os números refletem um eleitorado que já tomou decisão: 94% dos entrevistados afirmaram que seu voto está totalmente definido, enquanto apenas 6% disseram que ainda poderiam mudar de candidato. Esse grau de convicção aponta para uma polarização consolidada, com pouca abertura para conversão de votos nas semanas finais da campanha.
Mas as motivações que levam cada grupo a suas escolhas revelam dinâmicas distintas. Entre todos os eleitores, 76% dizem que votarão em seu candidato porque o consideram a melhor opção para o país. Os outros 19% justificam seu voto principalmente como forma de impedir a vitória do adversário — um voto negativo, contra alguém, em vez de a favor de alguém.
Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, 69% o escolhem por considerá-lo o melhor candidato. Os 25% restantes votam nele principalmente para derrotar Lula. Já no campo petista, a proporção é inversa em termos de força: 89% dos eleitores de Lula o apoiam por acreditarem que ele é o melhor nome para governar o país. Apenas 13% citam como motivação principal impedir a eleição de Bolsonaro.
Essa diferença nas motivações sugere bases eleitorais com características distintas. Os apoiadores de Lula parecem mais mobilizados por uma visão positiva de seu candidato, enquanto entre os bolsonaristas há uma presença maior de eleitores movidos pelo voto defensivo, ainda que a maioria também cite razões positivas. A pesquisa não explora as razões por trás dessa diferença, mas ela pode ter peso nas estratégias finais de campanha de ambos os lados — uma apelando à consolidação de uma preferência já estabelecida, a outra tentando converter os indecisos ou reforçar a rejeição ao adversário.
Bemerkenswerte Zitate
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 69% afirmam apoiá-lo por considerá-lo o melhor candidato, enquanto 25% dizem que votarão no senador principalmente para derrotar Lula— Pesquisa Datafolha
Entre os eleitores do petista, 89% afirmam votar em Lula por considerá-lo o melhor nome para governar o país— Pesquisa Datafolha