Lula lidera com 39% contra 36% de Flávio em cenário de empate técnico no segundo turno (46% vs 44%). Flávio mira votos de candidatos menores (Cury, Caiado, Zema, Romeu) que somam 15% das intenções de voto.
Lula e Flávio intensificam campanha por voto útil em reta final antes do 1º turno
Não deixe para o 2º turno o que você pode fazer no 1º
Por que essa estratégia de voto útil é tão importante agora, nesta reta final?
Porque o cenário está congelado. Lula lidera, mas Flávio está muito perto. Se nenhum deles conseguir 50% mais um no primeiro turno, vai para o segundo. E ninguém quer isso — ambos acreditam que podem vencer já em outubro.
Mas espera. A pesquisa mostra 3% de indecisos. Quer dizer que 97% já sabe em quem vai votar? Isso não parece congelado, parece que já está decidido.
Não exatamente. Tem mais de 40% que diz que pode mudar de voto. E tem 15% espalhados entre candidatos menores. Esses são os que podem ser convencidos.
Flávio está tentando pegar os votos de Cury, Caiado, Zema. Por que Lula não faz o mesmo?
Porque esses candidatos são de direita. Lula está à esquerda. Não faz sentido ideológico. Lula tenta pegar o indeciso e uma parte de Cury que admite votar nele no segundo turno.
Mas a pesquisa diz que Lula continua na frente em todos os cenários. Se ele já está ganhando, por que precisa intensificar tanto?
Porque empate técnico significa que Flávio pode ganhar. E porque a crise do STF pode estar começando a afetar Lula. O centrão acha que Flávio voltou a ser favorito.
O centrão está apoiando alguém?
Não. Estão esperando. Só vão conversar sobre apoio depois do primeiro turno. Estão vendo como a eleição se desenrola.
Então ninguém sabe realmente quem ganha isso. As pesquisas mostram um empate, mas há volatilidade. Pode virar para qualquer lado.
Exatamente. É por isso que os dois estão desesperados para resolver no primeiro turno. Ninguém quer deixar isso para o segundo.
Der Puls
- Lula lidera com 39% contra 36% de Flávio no primeiro turno
- No segundo turno, empate técnico: Lula 46%, Flávio 44%
- Quatro candidatos de direita somam 15% das intenções de voto
- Primeiro turno marcado para 4 de outubro de 2026
- Apenas 3% dos eleitores se declaram indecisos
Lula lidera com 39% contra 36% de Flávio em cenário de empate técnico no segundo turno (46% vs 44%). Flávio mira votos de candidatos menores (Cury, Caiado, Zema, Romeu) que somam 15% das intenções de voto.
Pesquisa Datafolha mostra Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 36% das intenções de voto. Ambos intensificam estratégia de voto útil para vencer no primeiro turno em 4 de outubro.
A quatro semanas do primeiro turno, os dois principais candidatos à presidência estão apostando tudo em uma estratégia que depende de convencer eleitores indecisos e desapontados a mudar de voto antes de 4 de outubro. Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, o presidente Lula (PT) aparece com 39% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) marca 36%. No segundo turno, o cenário é ainda mais apertado: Lula com 46% e Flávio com 44%, uma diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Esse empate técnico em um dos momentos mais críticos da campanha explica por que ambos os comitês eleitorais estão intensificando o que chamam de voto útil — a tentativa de convencer eleitores de candidatos com menor percentual a abandonarem suas escolhas originais e votar em quem acreditam que pode vencer. O cálculo é simples: se conseguirem consolidar esses votos dispersos antes do primeiro turno, podem resolver a eleição sem ir para um segundo confronto.
Flávio Bolsonaro tem um alvo claro. Quatro candidatos de direita — Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) — somam 15% das intenções de voto. Esses são os eleitores que o senador quer conquistar. Sua campanha lançou um novo jingle que diz "virou, virou, virou, virou" e afirma que "o Brasil agora é Flávio". Nas redes sociais, as mensagens são diretas: "Não deixe para o 2º turno o que você pode fazer no 1º". Em uma transmissão ao vivo nesta quinta, Flávio fez um apelo explícito aos brasileiros que não o têm como primeira opção, pedindo que considerem votar nele já no primeiro turno para "resolver essa parada logo".
Lula enfrenta um desafio diferente. Seus adversários estão posicionados à direita, o que limita seu espaço de expansão. Cury, que aparece em terceiro lugar com 6% das intenções de voto, é alvo de ambos os lados — uma parte de seu eleitorado admite votar em Lula no segundo turno. Para crescer, o presidente precisa conquistar os 3% de eleitores que ainda se declaram indecisos. Seus aliados, porém, celebram a estabilidade dos números. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que "mesmo diante de uma semana turbulenta, seguimos firmes, na liderança", referindo-se à crise recente envolvendo o Supremo Tribunal Federal. A equipe de Lula recebeu orientação para reforçar as propostas de governo nesta reta final e intensificar a mobilização nas ruas e nas redes sociais.
O desafio estratégico para ambos é delicado. Precisam convencer seus alvos de que a vitória é iminente, mas sem ofender os candidatos menores dos quais esperam apoio em um segundo turno. Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha em São Paulo, sugere que a oscilação de Flávio já mostra uma migração de eleitores de Cury para o senador — um grupo que chama de "bolsonaristas envergonhados". Ele afirma que o momento deve ser voltado a comparar projetos de governo e argumentar que Flávio é uma versão piorada de seu pai, Jair Bolsonaro.
O secretário de comunicação do PT, Éden Valadares, vê espaço para crescimento de Lula. Aponta que 21% dos eleitores continuam indecisos no cenário espontâneo e mais de 40% admitem a possibilidade de mudar de voto. Lula também anunciou nesta quinta um aumento no Bolsa Família e prepara novas medidas, como um programa de renegociação de dívidas, tentando criar momentum nos últimos dias antes do pleito.
Entre lideranças do centrão, há avaliações divergentes. Uma ala vê Flávio como favorito novamente após a crise institucional do STF, enquanto outra aponta um cenário de alta volatilidade. Todos concordam em um ponto: o centrão continuará "jogando parado" e só retomará conversas sobre apoios após o primeiro turno. Considerando apenas votos válidos — que excluem brancos e nulos — Lula tem 43%, Flávio 39% e os demais candidatos 16%. A eleição está em aberto, e os próximos 27 dias serão decisivos.
Bemerkenswerte Zitate
Mesmo diante de uma semana turbulenta, seguimos firmes, na liderança, com esperança e disposição para continuar avançando por um Brasil com mais oportunidades, dignidade e justiça social— José Guimarães, ministro das Relações Institucionais (PT)
Considere votar em Flávio Bolsonaro já no primeiro turno para a gente resolver essa parada logo no primeiro turno— Flávio Bolsonaro, em transmissão ao vivo nas redes sociais