Em setembro de 2026, o presidente Lula rejeitou publicamente a decisão de Washington de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, abrindo uma fissura diplomática que vai além da nomenclatura. Ao redirecionar o debate para o ataque ao Capitólio e para o que chama de terrorismo de Estado praticado por Bolsonaro, Lula não apenas recusa uma etiqueta — ele reivindica o direito soberano de nomear a própria violência. É um momento em que a linguagem do poder se torna, ela mesma, o campo de batalha.
Lula critica Trump por classificar PCC e CV como terroristas
Terrorismo foi o 8 de janeiro, não facções criminosas
Por que Lula se opõe tão publicamente a uma classificação que vem de Washington? Não seria mais fácil deixar passar?
Porque aceitar a classificação significaria concordar que o Brasil não consegue lidar com suas próprias ameaças de segurança — que precisa de Washington para definir o que é terrorismo em seu próprio território. É uma questão de autonomia.
Mas qual é exatamente a diferença que Lula está traçando? A fonte não detalha sua definição alternativa de terrorismo ou por que PCC e CV não se encaixam nela.
E a acusação contra Bolsonaro — terrorismo de Estado — é isso que Lula realmente acredita, ou é retórica política?
Lula está conectando dois pontos: se Trump quer falar de terrorismo, então o Brasil também pode nomear o que viu como violência política sistemática. É uma inversão de poder.
Verdade, mas a fonte não oferece exemplos específicos do que Lula chama de terrorismo de Estado. Sabemos que ele está se referindo a ações do governo Bolsonaro, mas não sabemos quais.
Isso vai afetar a relação Brasil-EUA de forma prática?
Com certeza. Quando um aliado rejeita uma designação americana, complica cooperação em inteligência, operações conjuntas, até financiamento de segurança.
Mas a fonte não diz nada sobre consequências reais ou como Washington respondeu. Estamos especulando sobre impacto.
Der Puls
- Washington designou o PCC e o CV como organizações terroristas, pressionando implicitamente seus aliados a adotarem posição compatível.
- Lula respondeu de forma direta e pública, recusando a classificação e desafiando a premissa americana sobre o que constitui terrorismo.
- O presidente brasileiro virou o argumento contra os próprios Estados Unidos, evocando o 8 de janeiro de 2021 como exemplo de terrorismo real e ignorado.
- Ao acusar Bolsonaro de terrorismo de Estado, Lula ampliou o conceito para incluir ações governamentais, não apenas grupos não-estatais.
- A tensão expõe um desacordo estrutural sobre soberania, estratégia de segurança e quem detém autoridade para nomear ameaças transnacionais.
- Permanece em aberto como Washington reagirá e quais serão os efeitos práticos na cooperação bilateral contra o crime organizado.
Em setembro de 2026, o presidente Lula rejeitou publicamente a decisão de Washington de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, abrindo uma fissura diplomática que vai além da nomenclatura. Ao redirecionar o debate para o ataque ao Capitólio e para o que chama de terrorismo de Estado praticado por Bolsonaro, Lula não apenas recusa uma etiqueta — ele reivindica o direito soberano de nomear a própria violência. É um momento em que a linguagem do poder se torna, ela mesma, o campo de batalha.
No dia 18 de setembro de 2026, o presidente Lula tomou posição pública contra a decisão do governo Trump de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A rejeição foi direta: para o governo brasileiro, facções criminosas — por mais graves que sejam — não devem ser equiparadas a entidades terroristas. Trata-se, na visão de Brasília, de uma distinção que importa manter.
Mas Lula não se limitou a negar. Ele reorientou o debate apontando para o que considera terrorismo de verdade: o ataque ao Capitólio americano em 8 de janeiro de 2021. Com esse movimento, deslocou a conversa para o interior dos próprios Estados Unidos, sugerindo que a violência contra instituições democráticas merecia atenção igual ou maior do que a dirigida a grupos criminosos brasileiros.
O presidente também acusou seu antecessor, Jair Bolsonaro, de terrorismo de Estado — conectando sua posição sobre as facções a uma narrativa mais ampla sobre o que o conceito deve abranger: não apenas atos de grupos não-estatais, mas também ações de governos.
A classificação de organizações como terroristas tem peso prático: implica sanções, restrições financeiras e expectativas de alinhamento entre aliados. Ao discordar de forma explícita e pública, o Brasil não apenas rejeita uma etiqueta — afirma soberania sobre como nomear seus próprios desafios de segurança. Como a administração Trump responderá, e o que isso significará para a cooperação bilateral, ainda está por se definir.
No dia 18 de setembro de 2026, o presidente Lula respondeu publicamente à decisão do governo Trump de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A reação foi direta: o presidente brasileiro rejeitou a categorização, argumentando que facções criminosas não devem ser enquadradas nessa designação.
A discordância toca em uma questão fundamental sobre como nomear a violência. Lula contestou a premissa da administração americana, recusando-se a aceitar que grupos criminosos organizados possam ser equiparados a entidades terroristas. Sua posição sugere uma distinção que o governo brasileiro considera importante manter — entre crime organizado, por mais grave que seja, e atos de terrorismo propriamente dito.
Mas Lula foi além da simples negação. Ele reorientou o debate apontando para o que considera o verdadeiro terrorismo: o ataque ao Capitólio em 8 de janeiro de 2021. Ao invocar esse episódio, o presidente brasileiro deslocou a conversa para eventos políticos nos Estados Unidos, sugerindo que a violência de Estado e os ataques contra instituições democráticas representam uma forma de terrorismo que merecia igual ou maior atenção.
O presidente também direcionou críticas ao seu antecessor, Jair Bolsonaro, acusando-o de terrorismo de Estado. Essa acusação conecta a posição de Lula sobre as facções criminosas a uma narrativa mais ampla sobre o que constitui terrorismo — uma narrativa que inclui ações governamentais e políticas, não apenas atividades de grupos não-estatais.
A tensão entre Brasil e Estados Unidos reflete desacordos mais profundos sobre estratégia de segurança. A classificação de organizações como terroristas tem implicações práticas significativas: afeta sanções, cooperação internacional, financiamento e resposta militar. Quando Washington designa grupos como terroristas, espera-se que seus aliados adotem posições compatíveis ou, no mínimo, não se oponham publicamente.
A resposta de Lula marca um momento em que o Brasil não apenas discorda da classificação americana, mas o faz de forma explícita e em termos que redefinem o próprio conceito em disputa. Não é uma simples questão técnica de nomenclatura — é uma afirmação sobre soberania, sobre como o Brasil prefere caracterizar seus próprios desafios de segurança, e sobre quem tem autoridade para fazer essas designações.
O episódio deixa em aberto como a administração Trump responderá a essa rejeição pública e quais serão as consequências práticas para a cooperação bilateral em segurança e combate ao crime organizado transnacional.
Bemerkenswerte Zitate
Não aceito a ideia de que facções criminosas são terroristas— Lula
Terrorismo foi o 8 de janeiro— Lula