LG anuncia robô humanoide com tecnologia Nvidia para lançamento em 2027

A LG está transformando suas próprias fábricas em laboratórios vivos
A empresa usa operações reais para coletar dados que melhoram seus sistemas de inteligência artificial.
Mark

Por que a LG decidiu fazer essa parceria agora, especificamente com a Nvidia?

Mimi

A LG tem décadas de experiência em fabricar componentes eletrônicos e eletrodomésticos. Mas robótica e IA exigem um tipo diferente de expertise. A Nvidia já domina o software e os algoritmos; a LG domina a manufatura e a integração de componentes. Juntas, elas conseguem fazer algo que nenhuma conseguiria sozinha.

Mark

E por que começar com um robô com rodas em uma fábrica de máquinas de lavar?

Mimi

É estratégico. A LG não quer apenas anunciar um robô — quer aprender com ele. Colocando o CLOiD em operação real, eles coletam dados sobre como máquinas autônomas se comportam em ambientes físicos complexos. Esses dados alimentam o treinamento de IA para o humanoide que vem depois.

Mark

Então as próprias fábricas da LG viram laboratórios?

Mimi

Exatamente. É um ciclo: a LG testa robôs em suas fábricas, coleta dados, melhora os sistemas de IA, e depois vende robôs melhores para outras fábricas. Eles estão usando a experiência que já têm para ganhar vantagem competitiva.

Mark

A fábrica de IA de 80 megawatts parece um projeto gigantesco. Por que tanta energia?

Mimi

Treinar e rodar modelos de IA modernos consome uma quantidade absurda de eletricidade. Uma instalação desse tamanho pode alimentar centenas de servidores processando dados simultaneamente. A LG está apostando que esse será um negócio lucrativo — não só para si mesma, mas para alugar capacidade para outras empresas.

Mark

E os carros autônomos? Como isso se encaixa?

Mimi

A LG quer estar em todos os lugares onde a IA vai importar. Carros autônomos precisam de computadores poderosos, sensores, baterias — tudo que a LG já sabe fazer. Ao integrar a plataforma da Nvidia com suas tecnologias automotivas, eles criam um produto único que nenhum concorrente consegue oferecer da mesma forma.

Mark

Qual é o risco aqui?

Mimi

Que a LG está apostando bilhões em uma tecnologia que ainda não provou ser comercialmente viável em larga escala. Um robô humanoide é impressionante, mas será que as pessoas vão querer comprar? E as fábricas de IA — será que a demanda justifica o investimento? A LG está construindo referências, como disseram, mas referências não geram receita automaticamente.

  • A corrida pela liderança em robótica industrial ganhou um novo protagonista: a LG entra no jogo com um humanoide previsto para o primeiro trimestre de 2027, respaldada pelo poder de processamento da Nvidia.
  • A urgência é real — antes do humanoide, o robô com rodas CLOiD já estará operando em uma fábrica de máquinas de lavar no Tennessee até o fim de 2026, transformando a linha de produção em campo de testes vivo.
  • A parceria divide responsabilidades com precisão cirúrgica: a Nvidia fornece o cérebro — plataformas Jetson Thor, Isaac GR00T e o sistema de segurança Halos — enquanto a LG entrega o corpo, com atuadores, sensores e baterias de suas próprias subsidiárias.
  • A ambição se estende para além dos robôs: uma fábrica de IA de 80 megawatts em Cheonan, na Coreia do Sul, e uma plataforma automotiva autônoma sinalizam que esta é uma estratégia de reinvenção total, não um projeto isolado.
  • O destino da aposta está se desenhando: a LG quer se tornar referência global em IA física, usando suas próprias fábricas como laboratórios e seus dados industriais como vantagem competitiva.

No cruzamento entre a manufatura tradicional e a inteligência artificial emergente, LG e Nvidia formalizaram uma aliança que vai além de um simples produto: é uma aposta na reinvenção de um conglomerado centenário. O encontro entre os líderes das duas empresas, em Santa Clara, gerou um roteiro ambicioso — robôs humanoides, fábricas movidas a IA e plataformas automotivas autônomas — que posiciona a LG não apenas como fabricante de eletrodomésticos, mas como arquiteta de uma nova era industrial. A história que se conta aqui é a de uma empresa que usa seu passado em componentes e manufatura como trampolim para o futuro da robótica global.

A LG está apostando sua identidade no futuro da robótica. No primeiro trimestre de 2027, a empresa sul-coreana apresentará seu primeiro robô humanoide, fruto de uma parceria com a Nvidia anunciada após um encontro entre Koo Kwang-mo, presidente do LG Group, e Jensen Huang, CEO da Nvidia, na sede da empresa em Santa Clara. Executivos de múltiplas divisões do conglomerado participaram das conversas, sinalizando que o compromisso é transversal.

A divisão de trabalho é clara: a Nvidia fornece a inteligência — a plataforma Jetson Thor para processamento embarcado, o modelo Isaac GR00T para robótica e o sistema de segurança Halos. A LG, por sua vez, contribui com o corpo da máquina: atuadores e sensores da LG Electronics e LG Innotek, e baterias da LG Energy Solution. Quase tudo que o robô precisa para funcionar nasce dentro do próprio grupo.

Antes do humanoide, porém, o robô com rodas CLOiD já estará em operação na fábrica de máquinas de lavar da LG em Tennessee até o fim de 2026. Os dados coletados ali alimentarão a plataforma PhysicalWorks, da LG CNS, que combina informações reais e sintéticas para treinar sistemas de IA — transformando fábricas em laboratórios vivos.

A parceria também prevê a construção de fábricas de inteligência artificial usando a arquitetura DSX da Nvidia. Um projeto-piloto está previsto para o primeiro semestre de 2027, seguido de uma instalação de 80 megawatts em Cheonan, na Coreia do Sul, com conclusão esperada para 2028. Métodos de construção pré-fabricada, segundo a LG, podem reduzir o tempo de obra em mais de 20%.

O setor automotivo também integra a estratégia: a combinação da plataforma Drive Hyperion da Nvidia com as tecnologias de entretenimento e software da LG visa criar uma plataforma computacional para veículos definidos por IA. O que começou como o anúncio de um robô é, na verdade, o esboço de uma reinvenção completa — a LG usando décadas de experiência em manufatura e componentes eletrônicos para competir no centro da nova economia tecnológica global.

A LG está apostando tudo em robótica. No primeiro trimestre de 2027, a empresa sul-coreana apresentará seu primeiro robô humanoide, construído em parceria com a Nvidia — a gigante de processadores que virou sinônimo de inteligência artificial. O anúncio veio após um encontro entre Koo Kwang-mo, presidente do LG Group, e Jensen Huang, CEO da Nvidia, na sede da empresa em Santa Clara, na Califórnia. Executivos de diferentes divisões do conglomerado sul-coreano também participaram, incluindo representantes da LG Electronics, LG Uplus e LG CNS.

A parceria funciona como uma divisão clara de trabalho. A Nvidia fornecerá o cérebro da máquina — a inteligência artificial que fará o robô pensar e se mover. O humanoide será equipado com a plataforma Jetson Thor, responsável pelo processamento embarcado e controle de movimentos, além do modelo Isaac GR00T, desenvolvido especificamente para robótica, e do Halos, um sistema de segurança que a Nvidia apresenta como sua primeira solução completa de proteção para robôs. Enquanto isso, a LG contribuirá com os componentes físicos: atuadores e sensores virão da LG Electronics e LG Innotek, enquanto as baterias ficarão a cargo da LG Energy Solution. Dessa forma, quase tudo que o robô precisa para funcionar sairá de dentro do próprio grupo empresarial.

Mas o humanoide não é o primeiro robô que a LG colocará em operação. Antes disso, a empresa planeja levar o CLOiD — um modelo com rodas — para a linha de produção de sua fábrica de máquinas de lavar em Tennessee, nos Estados Unidos, até o fim de 2026. Os dados coletados durante essa operação serão alimentados em uma plataforma chamada PhysicalWorks, desenvolvida pela LG CNS, que combina informações reais com dados sintéticos para treinar sistemas de inteligência artificial. Essencialmente, a LG está transformando suas próprias fábricas em laboratórios vivos, testando máquinas autônomas enquanto produz.

A ambição vai muito além de robôs humanoides. As duas empresas também pretendem construir fábricas de inteligência artificial usando a arquitetura DSX da Nvidia combinada com as capacidades da LG em refrigeração, baterias, energia e infraestrutura. Um projeto-piloto está previsto para o primeiro semestre de 2027. Depois virá o grande empreendimento: uma instalação de 80 megawatts em Cheonan, na Coreia do Sul, com conclusão esperada para o primeiro semestre de 2028. A LG afirma que métodos de construção pré-fabricada podem reduzir em mais de 20% o tempo necessário para erguer a estrutura.

O setor automotivo também está na mira. A LG pretende combinar a plataforma Drive Hyperion da Nvidia com suas tecnologias de entretenimento automotivo e desenvolvimento de software, criando uma plataforma computacional para veículos definidos por inteligência artificial. O objetivo é ampliar a presença da LG no mercado de eletrônicos automotivos e avançar em tecnologias de condução autônoma.

Para Koo Kwang-mo, a colaboração já deixa claro quais são os próximos passos. "À medida que nossa colaboração ganhou velocidade, ficaram claras as tarefas que enfrentaremos juntos em fábricas de IA, IA física e mobilidade", disse o executivo em coletiva de imprensa. Segundo ele, a LG pretende acelerar a disseminação da inteligência artificial construindo referências capazes de influenciar todo o setor. O que começou como um anúncio de um robô humanoide é, na verdade, o desenho de uma estratégia muito mais ampla — a LG está tentando se reinventar como uma empresa de tecnologia de ponta, usando sua experiência histórica em manufatura e componentes eletrônicos como base para competir em um mercado que atrai gigantes de tecnologia de todo o mundo.

À medida que nossa colaboração ganhou velocidade, ficaram claras as tarefas que enfrentaremos juntos em fábricas de IA, IA física e mobilidade
— Koo Kwang-mo, presidente do LG Group
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