Aos 25 anos, James Dacombe abandona escola e se torna bilionário mais jovem da Europa

Você não carrega as cicatrizes do que não deu certo
Reflexão de Dacombe sobre as vantagens de empreender muito jovem, sem o peso do fracasso anterior.
Mark

O que levou Dacombe a abandonar a escola aos 17 anos? Não era arriscado demais naquela época?

Mimi

Ele já tinha a CoMind funcionando. A escola era uma distração, não uma necessidade. E ele tinha razão — a empresa precisava de sua atenção integral.

Mark

Mas como um adolescente consegue levantar capital sério para uma startup de monitoramento cerebral? Quem acredita em um garoto de 17 anos?

Mimi

O Thiel Fellowship foi decisivo. Aquele programa não apenas deu dinheiro, mas legitimidade. Mostrou que empreendedores sérios — gente como Peter Thiel — viam potencial nele.

Mark

Ele menciona a ingenuidade como vantagem. Mas não é também uma desvantagem não ter experiência de fracasso?

Mimi

Talvez. Mas ele diz que não carregar cicatrizes do fracasso anterior permite experimentar mais livremente. Você tenta muitas coisas. Algumas funcionam.

Mark

E agora, menos de um ano depois, três fundadores ainda mais jovens — na casa dos 20 — o ultrapassaram. Como ele se sente com isso?

Mimi

A reportagem não captura sua reação. Mas em um ambiente onde o recorde é quebrado a cada poucos meses, talvez a juventude extrema seja menos importante que a capacidade de construir algo que dure.

  • James Dacombe, 25 anos, patrimônio acima de US$ 1 bilhão
  • Abandonou ensino médio aos 17 para expandir CoMind, fundada em 2017
  • CoMind levantou US$ 102,5 milhões em agosto; Olix desenvolve chips de IA
  • Participou do Thiel Fellowship de Peter Thiel
  • Bilionário europeu mais jovem que fez fortuna por conta própria; em 2025, fundadores da Mercor (20 anos) o ultrapassaram

Dacombe começou a programar aos 13 anos e deixou a escola aos 17 para expandir a CoMind, participando depois do Thiel Fellowship de Peter Thiel. A CoMind levantou US$ 102,5 milhões em agosto, enquanto a Olix desenvolve chips de inteligência artificial, consolidando seu patrimônio bilionário.

James Dacombe, 25 anos, abandonou o ensino médio e fundou duas startups de tecnologia (Olix e CoMind) que o tornaram o bilionário europeu mais jovem que fez fortuna por conta própria, com patrimônio superior a US$ 1 bilhão.

James Dacombe tinha 25 anos quando seu patrimônio ultrapassou a marca de um bilhão de dólares. Aos 13, já programava aplicativos e sites enquanto estudava na escola particular Ashville College, em Harrogate, no norte da Inglaterra. Aos 17, decidiu que a sala de aula não era o lugar para ele e abandonou o ensino médio para dedicar-se integralmente à CoMind, a startup de monitoramento cerebral que havia fundado anos antes.

A decisão de sair da escola não foi impulsiva. Dacombe já tinha clareza sobre seu caminho: queria construir empresas de tecnologia, não cumprir um currículo acadêmico. Enquanto seus colegas de geração completavam a educação formal, ele participou do Thiel Fellowship, o programa competitivo de dois anos criado por Peter Thiel, cofundador da Palantir, que oferece 250 mil dólares a empreendedores em ascensão dispostos a abandonar a faculdade e perseguir suas ambições. O programa já havia lançado as carreiras de bilionários como Alexandr Wang e Lucy Guo, da ScaleAI. Agora, Dacombe se juntava a essa linhagem de sucesso.

Sua trajetória se desdobrou em duas frentes. A CoMind, que ele criou em 2017 e ainda lidera, levantou 102,5 milhões de dólares em agosto do ano anterior, com Dacombe mantendo uma participação de 12% na empresa. Paralelamente, fundou a Olix, especializada no desenvolvimento de chips de inteligência artificial. Juntas, essas duas empresas consolidaram seu patrimônio líquido pessoal acima de um bilhão de dólares, tornando-o o bilionário europeu mais jovem a fazer fortuna por conta própria — um feito ainda mais notável considerando que ele não havia completado 30 anos.

Em uma entrevista ao The Sunday Times em 2024, Dacombe refletiu sobre as vantagens de ter começado tão jovem. "Uma vantagem de ter começado meu negócio tão jovem foi a ingenuidade", disse ele. "Você não carrega as cicatrizes do que não deu certo, então simplesmente tenta muitas coisas. Felizmente, algumas delas dão certo." Essa mentalidade de experimentação sem o peso do fracasso anterior parece ter sido central em sua abordagem.

O feito de Dacombe, porém, ocorre em um contexto de competição acirrada entre fundadores da Geração Z pelo título de bilionário mais jovem que fez fortuna por conta própria. Mark Zuckerberg estabeleceu o precedente em 2008, aos 23 anos, quando o Facebook atingiu um bilhão de dólares de avaliação. Desde então, a barra tem se movido constantemente. Em 2022, Alexandr Wang, aos 24 anos, assumiu o título quando a ScaleAI levantou 325 milhões de dólares com avaliação de 7,3 bilhões. Sua cofundadora, Lucy Guo, posteriormente ultrapassou Taylor Swift ao se tornar a mulher mais jovem a atingir esse patrimônio. O bastão passou para Luana Lopes Lara, cofundadora da Kalshi, e depois para Shayne Coplan, fundador da Polymarket, que conquistou o título mundial aos 27 anos.

Mas em 2025, menos de um mês depois de Coplan, um novo grupo de fundadores da Geração Z assumiu o topo. Os três cofundadores da Mercor — Surya Midha, Brendan Foody e Adarsh Hiremath, todos na casa dos 20 anos — tornaram-se bilionários quando a empresa foi avaliada em 10 bilhões de dólares em uma rodada de financiamento privado em outubro. Seus patrimônios líquidos variam entre 1,9 bilhão e 2,2 bilhões de dólares, ultrapassando Dacombe na corrida pela juventude extrema. Quando Foody foi questionado pela Forbes sobre a surreal experiência de ver sua empresa atingir essa avaliação, ele respondeu: "É definitivamente uma loucura. Parece muito surreal. Obviamente, está além de nossa imaginação mais ousada, muito além do que poderíamos ter previsto há dois anos."

O que está acontecendo é parte de uma transformação maior no ecossistema tecnológico global. A revolução da inteligência artificial e a explosão contínua da era digital estão criando bilionários em um ritmo sem precedentes, e a geração mais jovem da força de trabalho está aproveitando seus conhecimentos nativos de tecnologia para fundar empresas "unicórnios" antes de completar 30 anos. Dacombe é apenas um dos 11 bilionários que fizeram fortuna por conta própria no mundo com menos de 30 anos, e um dos quatro que não moram nos Estados Unidos. Sua história — a do adolescente que abandonou a escola para programar, que participou de um fellowship de elite, que construiu duas empresas de tecnologia de ponta — representa um novo modelo de sucesso empresarial. Mas também ilustra como, nesse novo mundo, o recorde de "mais jovem" é quebrado com frequência cada vez maior.

Uma vantagem de ter começado meu negócio tão jovem foi a ingenuidade. Você não carrega as cicatrizes do que não deu certo, então simplesmente tenta muitas coisas. Felizmente, algumas delas dão certo.
— James Dacombe, ao The Sunday Times em 2024
É definitivamente uma loucura. Parece muito surreal. Obviamente, está além de nossa imaginação mais ousada, muito além do que poderíamos ter previsto há dois anos.
— Brendan Foody, cofundador da Mercor, à Forbes
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