Ladrões mascarados roubam 30 mil garrafas de vinho avaliadas em R$ 28 milhões na Itália

O maior roubo de vinho já registrado na Itália
Representante da Marchesi Antinori descreveu a operação que levou 30 mil garrafas do armazém em Cortona.
Mark

Por que um roubo de vinho chama tanta atenção? Parece um crime como outro qualquer.

Mimi

Porque a escala é extraordinária. Trinta mil garrafas não é um roubo de ocasião — é uma operação militar. E porque a Antinori é praticamente uma instituição italiana.

Luke

Mas precisamos ser precisos: foram 30 mil garrafas roubadas, ou 30 mil garrafas estavam no armazém? A reportagem diz que levaram entre 8 mil e 10 mil de Solaia especificamente.

Mimi

Boa observação. A empresa confirmou que levaram entre 8 mil e 10 mil de Solaia, mais Tignanello e Guado al Tasso. O total de 30 mil é a avaliação do que estava no armazém naquele momento.

Mark

E quanto ao valor? Como chegaram a 28 milhões de reais?

Luke

Aí está o problema. A reportagem diz que os vinhos começam em 150 euros no varejo, mas as safras raras valem milhares. Não há um cálculo específico — é uma estimativa.

Mimi

Verdade. Mas mesmo sendo conservador, se você pegar 8 mil garrafas a 150 euros cada, já são 1,2 milhão de euros. As garrafas raras disparam esse número.

Mark

Então a polícia sabe quem fez isso?

Mimi

Não. Só sabem que eram sete homens mascarados que desativaram os alarmes. A polícia está investigando, mas não há suspeitos nomeados.

Luke

E a empresa espera recuperar os vinhos. Mas na prática, uma vez que saem do armazém em vans, as chances de encontrá-los intactos são pequenas.

Mark

Eles vão vender no mercado negro?

Mimi

Provavelmente. Por isso a Antinori alertou clientes em 170 países para desconfiar de ofertas fora dos canais oficiais. É o jeito de tentar rastrear a mercadoria.

  • Sete homens mascarados desativaram alarmes e esvaziaram o principal armazém da Antinori em Cortona durante o fim de semana, levando 30 mil garrafas em apenas duas vans.
  • Os vinhos roubados — Solaia, Tignanello e Guado al Tasso — estavam prontos para exportação a 170 países, e algumas safras raras valem milhares de euros por garrafa.
  • A precisão da operação, o timing e a escolha do momento exato em que os vinhos já estavam embalados apontam para um grupo altamente organizado, possivelmente com informações privilegiadas.
  • O roubo se insere em uma tendência crescente: um mês antes, 3 mil garrafas de Barolo foram levadas de um armazém no Piemonte, sinalizando uma escalada nos crimes contra vinícolas italianas.
  • A polícia italiana investiga o caso enquanto a Antinori emite alerta global pedindo que clientes desconfiem de ofertas de seus rótulos fora dos canais oficiais de venda.

Na Toscana, berço de civilizações e vinhedos milenares, sete homens encobertos pelo anonimato das máscaras esvaziaram um armazém da Marchesi Antinori — família que cultiva uvas desde 1385 — levando 30 mil garrafas avaliadas em 28 milhões de reais. O crime, considerado o maior roubo de vinhos já registrado na Itália, não é apenas uma perda material: é o sinal de que redes criminosas cada vez mais sofisticadas voltam seus olhos para os bens de luxo como nova fronteira do crime organizado. A humanidade sempre atribuiu valor simbólico ao vinho; agora, esse valor atrai também aqueles que operam nas sombras.

Sete homens de rosto coberto invadiram o armazém da Marchesi Antinori em Cortona, na Toscana, e saíram com 30 mil garrafas de vinho avaliadas em 28 milhões de reais. O crime só foi descoberto na manhã de segunda-feira, quando funcionários chegaram ao depósito e encontraram o local completamente esvaziado. Segundo representante da empresa, trata-se do maior roubo de bebidas de valor já registrado na Itália.

A Antinori, maior vinícola familiar italiana com história que remonta a 1385, confirmou que os ladrões levaram entre 8 mil e 10 mil garrafas de Solaia — um dos rótulos mais cobiçados do país —, além de Tignanello e Guado al Tasso. Os preços variam de 150 euros por garrafa até milhares de euros nas safras mais raras. O armazém invadido é o ponto central de distribuição da empresa, por onde passam todos os vinhos antes de seguir para distribuidores em 170 países.

A sofisticação da ação impressionou: os invasores desativaram os sistemas de alarme, escolheram o momento exato em que os vinhos já estavam embalados para exportação e removeram uma quantidade massiva de caixas em duas vans, em pouco tempo. A empresa concluiu que se trata de um grupo altamente organizado, possivelmente com acesso a informações internas sobre a logística do depósito.

O episódio não é isolado. No mês anterior, 3 mil garrafas de Barolo foram roubadas de um armazém no Piemonte, revelando uma escalada preocupante nos crimes contra vinícolas italianas. A polícia abriu investigação, e a Antinori emitiu um alerta global pedindo que clientes fiquem atentos a ofertas de seus rótulos fora dos canais oficiais — e esperando recuperar ao menos parte da mercadoria.

Sete homens de rosto coberto entraram no armazém da Marchesi Antinori em Cortona, na Toscana, durante o fim de semana passado e saíram com 30 mil garrafas de vinho avaliadas em 28 milhões de reais. A operação foi descoberta na segunda-feira de manhã, quando funcionários chegaram ao depósito e encontraram o local esvaziado. O roubo é considerado o maior já registrado na Itália envolvendo bebidas de valor, segundo um representante da empresa que falou à agência AFP sob anonimato.

A Marchesi Antinori, maior vinícola familiar italiana com história que remonta a 1385, informou que os ladrões levaram entre 8 mil e 10 mil garrafas de Solaia — um dos rótulos mais procurados do país — além de Tignanello e Guado al Tasso. No varejo, esses vinhos começam em 150 euros a garrafa, mas as safras mais antigas e raras podem custar milhares de euros cada uma. O armazém invadido é o principal da empresa, o ponto de consolidação onde todas as garrafas passam antes de serem despachadas para distribuidores em 170 países.

Os invasores desativaram os sistemas de alarme e carregaram milhares de caixas em duas vans. A sofisticação da ação — o timing, a execução, a escolha do momento em que os vinhos já estavam embalados para exportação — levou a Antinori a concluir que se tratava de um grupo altamente organizado. Um porta-voz da empresa disse à Reuters que o fato de os vinhos já estarem preparados para envio facilitou o trabalho dos ladrões, que conseguiram remover uma quantidade massiva de garrafas de alto valor em pouco tempo.

Roubos de vinho não são novidade na Itália, mas historicamente envolviam quantidades menores ou garrafas isoladas de grande valor, subtraídas de restaurantes, adegas particulares ou durante o transporte. Nos últimos tempos, porém, o padrão mudou. No mês anterior ao roubo da Antinori, 3 mil garrafas de Barolo foram levadas de um armazém na região do Piemonte, no norte do país, em um crime avaliado em centenas de milhares de euros. O representante da Antinori reconheceu que outras vinícolas já haviam sido alvo de ataques semelhantes, mas que sua empresa nunca havia enfrentado algo assim.

A polícia italiana abriu investigação sobre o caso. A Antinori, sediada em Florença, emitiu um alerta global para seus clientes, pedindo que fiquem atentos a ofertas de vinho fora dos canais oficiais de venda. A empresa espera conseguir recuperar pelo menos parte da mercadoria roubada. O caso levanta questões sobre a segurança de grandes armazéns de vinho na Europa e a sofisticação crescente de redes criminosas que visam produtos de luxo de alto valor agregado.

Até onde sabemos, nunca houve um roubo tão grande na Itália
— Representante da Marchesi Antinori à agência AFP
É o nosso maior armazém, para onde todas as garrafas vão antes de serem despachadas
— Porta-voz da Antinori descrevendo o depósito invadido
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