Antes de disputar o voto dos catarinenses em 2026, o governador Jorginho Mello e seu vice Adriano Silva abriram seus livros financeiros ao Tribunal Superior Eleitoral — um ritual democrático que transforma números em espelho. Os R$ 2,8 milhões de Mello e os R$ 22,1 milhões de Silva revelam não apenas fortunas distintas, mas trajetórias e composições patrimoniais que dizem algo sobre quem são esses homens antes mesmo de qualquer discurso.
Jorginho Mello declara R$ 2,8 mi; vice Adriano Silva informa R$ 22,1 mi ao TSE
Quase oito vezes mais em patrimônio declarado
Por que a diferença entre os patrimônios declarados é tão grande?
Adriano Silva é empresário do setor farmacêutico, enquanto Jorginho é político de carreira. Suas fontes de riqueza são fundamentalmente diferentes — um acumula através de negócios privados, o outro através de cargos públicos.
Esse crescimento de 36% em dois anos para Adriano é preocupante?
Não necessariamente preocupante, mas revelador. Mostra que sua riqueza está em movimento, em aplicações financeiras e quotas de capital. É o padrão de quem tem capital circulando, não de quem apenas preserva o que tem.
E o crescimento mais modesto de Jorginho?
Reflete uma realidade diferente. Ele aumentou 16% em quatro anos, principalmente porque adquiriu mais um veículo. A maior parte de seu patrimônio está presa em uma única empresa. Menos dinâmico, mais concentrado.
Essas declarações mudam algo na campanha?
Teoricamente deveriam. Eleitores podem agora ver quem está financiando a si mesmo, quem tem interesses empresariais em jogo, quem depende de doações. Mas na prática, poucos consultam essas informações.
O que a composição dos bens diz sobre cada um?
Jorginho parece ser um homem de um negócio — a JSM. Adriano é um investidor diversificado. Um está amarrado a uma empresa específica; o outro tem flexibilidade financeira. São perfis de risco completamente diferentes.
El Pulso
- A diferença de quase oito vezes entre os patrimônios dos dois candidatos da mesma chapa chama atenção imediata: Mello com R$ 2,8 milhões, Silva com R$ 22,1 milhões.
- Adriano Silva, empresário do setor farmacêutico, cresceu 36% em patrimônio em apenas dois anos — um ritmo de acumulação que supera em muito o de seu companheiro de chapa.
- Jorginho Mello, que governa o estado há quatro anos, registrou crescimento mais modesto de 16% desde 2022, com a maior parte da riqueza concentrada em uma única cota empresarial.
- As declarações já estão públicas no DivulgaCand do TSE, abrindo espaço para que eleitores e analistas avaliem a saúde financeira de quem busca o poder executivo estadual.
Antes de disputar o voto dos catarinenses em 2026, o governador Jorginho Mello e seu vice Adriano Silva abriram seus livros financeiros ao Tribunal Superior Eleitoral — um ritual democrático que transforma números em espelho. Os R$ 2,8 milhões de Mello e os R$ 22,1 milhões de Silva revelam não apenas fortunas distintas, mas trajetórias e composições patrimoniais que dizem algo sobre quem são esses homens antes mesmo de qualquer discurso.
No domingo seguinte ao encerramento do prazo para registro de candidaturas, os números de Jorginho Mello e Adriano Silva apareceram no site do TSE. O governador candidato à reeleição pelo PL declarou R$ 2.818.036,89 em bens; seu vice, pelo Novo, informou R$ 22.156.645,69 — quase oito vezes mais. A disparidade é pública e obrigatória: antes de disputar o voto, candidatos precisam abrir suas finanças ao país.
Para Mello, a trajetória é de crescimento gradual. Em 2022, havia declarado R$ 2,4 milhões; o aumento de 16% reflete acumulação modesta. O núcleo de sua riqueza é uma cota de R$ 1,688 milhão na empresa JSM, valor que não se alterou entre os dois pleitos. Completam o quadro dois apartamentos, um terreno, dois veículos e alguns investimentos menores.
Adriano Silva apresenta um perfil radicalmente diferente. Empresário e sócio de uma das maiores farmacêuticas do país, seu patrimônio cresceu 36% desde 2024, quando foi reeleito prefeito de Joinville. Os maiores itens são uma aplicação de renda fixa de R$ 4,7 milhões e duas cotas de capital avaliadas em R$ 4,6 milhões cada, além de outras aplicações, imóveis e embarcações.
A diferença entre os dois não é apenas de magnitude, mas de composição: enquanto Mello concentra sua riqueza em um negócio e imóveis, Silva distribui seus recursos entre investimentos financeiros e participações empresariais. Com os dados agora acessíveis no DivulgaCand, eleitores e analistas têm em mãos um retrato financeiro de quem busca governar Santa Catarina.
No domingo após o encerramento do prazo para registro de candidaturas, os números começaram a aparecer no site do Tribunal Superior Eleitoral. Jorginho Mello, candidato do PL ao governo de Santa Catarina, declarou um patrimônio de R$ 2.818.036,89. Seu companheiro de chapa, Adriano Silva, do Novo, informou R$ 22.156.645,69 — quase oito vezes mais.
Os dados estão disponíveis na página DivulgaCand do TSE, que centraliza as declarações de bens de candidatos de todo o país. Trata-se de um exercício obrigatório de transparência: antes de disputar o voto, quem quer governar precisa abrir seus livros financeiros ao público.
Para Jorginho, que foi eleito governador há quatro anos, a trajetória patrimonial mostra crescimento modesto. Em 2022, ele havia declarado R$ 2.414.260,41 em bens. O aumento de 16% até 2026 reflete uma acumulação gradual. A maior parte de seu patrimônio — R$ 1.688.000,00 — está vinculada a uma cota parte no capital social de uma empresa chamada JSM, valor que permaneceu idêntico entre os dois pleitos. Além disso, Mello declarou dois apartamentos avaliados em R$ 380 mil, um terreno, dois veículos que somam R$ 165 mil, e investimentos diversos, incluindo um adiantamento para futuro aumento de capital na JSM no valor de R$ 164.925,08.
AdrianoSilva apresenta um quadro financeiro radicalmente diferente. Empresário e sócio de uma das maiores farmacêuticas do país, sua riqueza está distribuída em aplicações, quotas de capital e imóveis. Em 2024, quando foi reeleito prefeito de Joinville, havia declarado R$ 16.270.304,84. O crescimento de 36% em dois anos o coloca em patamar bem distinto do seu companheiro de chapa. Os maiores valores em sua declaração de 2026 são uma aplicação de renda fixa de R$ 4.727.951,90 e duas quotas de capital, cada uma avaliada em R$ 4.632.873,00. Complementam o patrimônio duas outras aplicações, de R$ 1.934.372,59 e R$ 1.211.600,00, além de imóveis e embarcações.
A disparidade entre os dois candidatos é notável não apenas em magnitude, mas em composição. Enquanto Mello concentra sua riqueza em um negócio específico e imóveis, Silva distribui seus recursos entre investimentos financeiros e participações empresariais. As declarações, agora públicas, permitem que eleitores e analistas políticos avaliem a situação financeira daqueles que buscam o poder executivo estadual.
Citas Notables
A maior parte do patrimônio de Jorginho está designada como cota parte no capital social da firma JSM, mantendo o valor de R$ 1.688.000,00 entre os dois pleitos— Declaração ao TSE
Adriano Silva, como empresário do setor farmacêutico, concentra seus maiores valores em aplicações de renda fixa e quotas de capital— Declaração ao TSE