No limiar de mais um ciclo eleitoral, os candidatos ao governo de Santa Catarina entregam ao Tribunal Superior Eleitoral não apenas números, mas fragmentos de suas histórias financeiras. Gelson Merísio, do PSB, declara R$ 652 mil em patrimônio — uma leve retração em relação a 2018 —, enquanto sua vice, Angela Albino, do PDT, apresenta R$ 343 mil, reflexo de uma reorganização patrimonial mais profunda ao longo de oito anos. Esses registros, agora públicos, lembram que a transparência sobre bens é também uma forma de prestação de contas à sociedade que decide quem governa.
Gelson Merísio declara R$ 652 mil em bens; vice Angela Albino informa R$ 343 mil
Dois veículos desapareceram; um imóvel em São Paulo surgiu
Por que a redução de patrimônio de Angela é tão maior que a de Merísio? Parece haver algo mais significativo acontecendo.
Sim. Merísio vendeu alguns veículos e ganhou um imóvel em São Paulo, mas manteve sua estrutura básica. Angela, por outro lado, desfez-se de dois imóveis importantes—um apartamento de R$ 450 mil e um terreno de R$ 250 mil—e os substituiu por um único imóvel de R$ 300 mil. Isso é uma mudança estrutural, não apenas ajuste.
Isso poderia significar dificuldades financeiras?
Não necessariamente. Pode ser reorganização, consolidação de ativos, ou simplesmente uma estratégia de investimento diferente. O que sabemos é que houve movimento real e substancial.
E a casa em São Paulo que Merísio comprou em 2024? Isso é recente.
Muito recente. Adquirida apenas dois anos antes da candidatura, por R$ 430 mil. Sugere que ele estava investindo em propriedade imobiliária enquanto se preparava para esta eleição.
Os números públicos revelam intenções?
Revelam escolhas. Não podemos ler a mente de ninguém, mas podemos ver onde o dinheiro foi alocado e quando. Essas são as pegadas que deixam.
El Pulso
- O prazo para registro de candidaturas encerrou e os patrimônios de Merísio e Albino tornaram-se imediatamente acessíveis a qualquer eleitor no portal DivulgaCand do TSE.
- A redução de 52,65% no patrimônio de Angela Albino — de R$ 725 mil para R$ 343 mil em oito anos — chama atenção pela magnitude e pela saída de dois imóveis sem reposição equivalente.
- Merísio perdeu dois veículos e uma quantia de R$ 447 mil em espécie, mas compensou com a compra de um imóvel em São Paulo em 2024, sinalizando realocação de ativos.
- A chapa PSB-PDT entra na disputa pelo governo catarinense com patrimônios combinados abaixo do que ambos declararam individualmente em 2018, levantando perguntas sobre as escolhas financeiras do período.
No limiar de mais um ciclo eleitoral, os candidatos ao governo de Santa Catarina entregam ao Tribunal Superior Eleitoral não apenas números, mas fragmentos de suas histórias financeiras. Gelson Merísio, do PSB, declara R$ 652 mil em patrimônio — uma leve retração em relação a 2018 —, enquanto sua vice, Angela Albino, do PDT, apresenta R$ 343 mil, reflexo de uma reorganização patrimonial mais profunda ao longo de oito anos. Esses registros, agora públicos, lembram que a transparência sobre bens é também uma forma de prestação de contas à sociedade que decide quem governa.
No domingo seguinte ao encerramento do prazo para registro de candidaturas, os dados já estavam disponíveis no site do TSE. Gelson Merísio, pré-candidato do PSB ao governo de Santa Catarina, declarou patrimônio de R$ 652.953,78. Sua companheira de chapa, Angela Albino, do PDT, informou bens no valor de R$ 343.416,77.
Em relação a 2018, quando concorreu ao mesmo cargo, Merísio reduziu seu patrimônio em 9,67% — de R$ 722 mil para R$ 652 mil. Dois veículos avaliados em R$ 175 mil e uma quantia de R$ 447 mil em espécie deixaram de constar na declaração. Em contrapartida, ele adicionou um imóvel residencial em São Paulo, adquirido em 2024 por R$ 430 mil. Sua participação societária em empresa de materiais de construção permanece inalterada em R$ 95 mil.
O movimento patrimonial de Angela Albino é mais expressivo. Ela chegou a declarar R$ 725 mil em 2018, quando concorreu a deputada federal; agora, esse valor recuou 52,65%. Um apartamento em Florianópolis avaliado em R$ 450 mil e um terreno em São José de R$ 250 mil saíram de seus bens. No lugar, consta um imóvel residencial em São José avaliado em R$ 300 mil e um consórcio de automóvel não contemplado de R$ 30 mil.
As declarações de patrimônio funcionam como um retrato financeiro do momento da candidatura. Para Merísio, a aquisição do imóvel paulista sugere diversificação geográfica; para Albino, a troca de ativos imobiliários aponta para uma reorganização mais ampla de portfólio. Com os números agora públicos, eleitores e jornalistas têm mais um instrumento para acompanhar a trajetória de quem disputa o comando de Santa Catarina em 2026.
No domingo após o encerramento do prazo para registro de candidaturas, os números estavam públicos no site do Tribunal Superior Eleitoral. Gelson Merísio, pré-candidato do PSB ao governo de Santa Catarina, declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 652.953,78. Sua companheira de chapa, Angela Albino, do PDT, informou bens no valor de R$ 343.416,77. Os dados constam na página DivulgaCand do TSE, onde todos os candidatos do país registram suas declarações de bens.
Quando Merísio concorreu ao mesmo cargo oito anos antes, em 2018, havia declarado R$ 722.844,59 em patrimônio. A redução entre aquele pleito e este é de 9,67%—uma queda modesta que reflete mudanças pontuais em sua composição de bens. Dois veículos que constavam em sua declaração anterior, avaliados em R$ 115 mil e R$ 60 mil, não aparecem mais. Em contrapartida, ele adicionou um imóvel residencial em São Paulo, adquirido em 2024 e avaliado em R$ 430 mil. Também desapareceu da declaração uma quantia em espécie de R$ 447 mil que havia informado em 2018. Sua participação societária na Empresa Merísio Comércio de Materiais de Construção permanece inalterada em R$ 95 mil.
A trajetória do patrimônio de Angela Albino apresenta movimento bem mais acentuado. Em 2018, quando concorreu a deputada federal, ela havia declarado R$ 725 mil em bens. Oito anos depois, esse valor caiu para R$ 343.416,77—uma redução de 52,65%. As mudanças em seus ativos imobiliários são significativas. O apartamento em Florianópolis que constava em sua declaração anterior, avaliado em R$ 450 mil, não aparece mais em 2026. Um terreno em São José, que havia sido informado por R$ 250 mil, também saiu de seus bens declarados. Em seu lugar, consta agora um imóvel residencial em São José avaliado em R$ 300 mil. Um veículo que ela havia declarado em 2018, no valor de R$ 25 mil, foi substituído por um consórcio de automóvel não contemplado de R$ 30 mil.
As declarações de patrimônio de candidatos funcionam como um retrato financeiro do momento da candidatura, refletindo não apenas a riqueza acumulada, mas também as decisões de investimento e desinvestimento dos anos anteriores. No caso de Merísio, a aquisição do imóvel paulista em 2024 sugere diversificação geográfica de ativos, enquanto a redução em espécie pode indicar aplicação de recursos em outras formas de investimento. Para Angela Albino, a concentração de mudanças imobiliárias—a saída de dois imóveis e a entrada de um terceiro—aponta para reorganização significativa de seu portfólio de bens.
Essas informações, agora públicas e acessíveis a eleitores e jornalistas, integram o conjunto de dados que permite acompanhar a trajetória financeira de quem busca cargos eletivos. A campanha para o governo de Santa Catarina em 2026 segue seu curso com esses números como parte do registro oficial.
Citas Notables
A participação societária na Empresa Merísio Comércio de Materiais de Construção segue com o mesmo valor nesta eleição, de R$ 95 mil, que já aparecia em 2018.— Declaração de patrimônio de Gelson Merísio ao TSE