Jonathan, a tartaruga de 190 anos, é o animal terrestre mais velho do mundo

Seu bico se tornou afiado e letal novamente
O veterinário de Jonathan descreveu a recuperação da tartaruga após mudança de dieta especializada.
Mark

Como sabemos que Jonathan realmente tem 190 anos se ninguém conhece sua data de nascimento exata?

Mimi

A idade é uma estimativa baseada em quando ele chegou à ilha em 1882, com cerca de 50 anos. A foto de 1886 é a prova documental mais antiga que temos dele.

Luke

Mas o diretor de turismo admitiu que os registros não são exatos. Ele pode ter 200 anos. Então estamos falando de um intervalo, não de um fato confirmado.

Mark

E como ele superou o recorde anterior?

Mimi

Tu'i Malila, em Tonga, viveu até os 189 anos. Jonathan chegou aos 190. Mas há também Adwaita, que teria vivido 255 anos na Índia.

Luke

Adwaita nunca foi verificado. Falta documentação. Tu'i Malila tem registro melhor, mas ainda assim estamos comparando estimativas com estimativas.

Mark

O que mudou na vida de Jonathan recentemente?

Mimi

Ele ficou cego e perdeu o olfato, então começou a se alimentar mal. Seu veterinário mudou sua dieta para alimentos nutritivos e agora o alimenta na mão uma vez por semana.

Luke

Isso é cuidado veterinário excelente, mas não sabemos quanto tempo isso vai estender sua vida. Estamos vendo melhora de saúde, não necessariamente longevidade adicional.

Mark

E a espécie dele corre algum risco?

Mimi

Sim. O Atol de Aldabra fica apenas 1 a 2 metros acima do nível do mar, e os oceanos podem subir até um metro até 2100.

Luke

Isso é uma projeção científica legítima, mas ainda é futuro. O risco é real, mas não é uma crise imediata para Jonathan.

  • Com aproximadamente 190 anos, Jonathan supera todos os registros documentados de longevidade entre animais terrestres — uma marca que a ciência reconhece, mas a história não consegue precisar com exatidão.
  • A velhice cobrou seu preço: Jonathan perdeu a visão por catarata e o olfato por completo, chegando a um estado de desnutrição grave antes que seu veterinário intervisse com uma dieta hipercalórica e cuidados semanais.
  • O tratamento especializado devolveu ao animal vigor e saúde surpreendentes — seu bico, antes quebradiço, voltou a ser afiado, e ele retomou comportamentos sociais com as fêmeas que compartilham seu espaço.
  • Apesar da proteção individual que recebe, a espécie de Jonathan enfrenta uma ameaça coletiva e irreversível: o Atol de Aldabra, seu habitat natural, pode ser engolido pelo mar até 2100 com a elevação dos oceanos.
  • Jonathan é, ao mesmo tempo, um símbolo de resiliência biológica e um alerta vivo sobre o que a mudança climática pode apagar para sempre.

Nos jardins da residência do governador de Santa Helena, uma das ilhas mais isoladas da Terra, Jonathan — uma tartaruga gigante de Seychelles com cerca de 190 anos — persiste como testemunha silenciosa de impérios, guerras e transformações que moldaram o mundo moderno. Seu título de animal terrestre vivo mais velho do planeta não é apenas um recorde biológico, mas um convite à reflexão sobre a fragilidade do tempo e a responsabilidade que a longevidade impõe àqueles que a cercam.

Nos jardins da Plantation House, residência oficial do governador de Santa Helena — território britânico ultramarino e uma das ilhas mais remotas do mundo —, Jonathan pasta com a calma de quem já viu muita coisa. Em 2022, a tartaruga gigante de Seychelles completou aproximadamente 190 anos, sendo reconhecida pelo Guinness como o animal terrestre vivo mais velho do planeta.

Jonathan chegou à ilha por volta de 1882, já com cerca de 50 anos. Sua data de nascimento, estimada em 1832, é uma aproximação — ninguém sabe ao certo quando ele nasceu. A evidência mais antiga de sua existência é uma fotografia de 1886, que o mostra pastando nos mesmos gramados onde vive até hoje. Matt Joshua, diretor de turismo local, admite que Jonathan pode ter até 200 anos, tamanha é a imprecisão dos registros históricos.

Antes dele, o recorde pertencia a Tu'i Malila, tartaruga presenteada pelo Capitão James Cook à realeza de Tonga por volta de 1777, que morreu em 1966 com 189 anos. Há ainda o caso de Adwaita, da mesma espécie de Jonathan, que teria vivido 255 anos na Índia — mas sem documentação suficiente para validar a marca.

Com o avanço da idade, Jonathan ficou cego por catarata e perdeu o olfato, o que comprometeu gravemente sua alimentação. Seu veterinário, Joe Hollins, identificou sinais sérios de desnutrição e passou a alimentá-lo à mão uma vez por semana, com maçãs, cenouras, bananas, pepinos e goiaba. A resposta foi notável: o bico, antes quebradiço, voltou a ser afiado, e Jonathan recuperou saúde e disposição. Hollins ainda limpa seu queixo e coça sua garganta após cada refeição.

Apesar das limitações visuais e olfativas, Jonathan mantém audição aguçada e convive com duas fêmeas da mesma espécie. Segundo especialistas, as tartarugas gigantes de Aldabra são animais surpreendentemente sociáveis — em cativeiro, buscam companhia humana e algumas apreciam carinho.

Mas a longevidade de Jonathan contrasta com a vulnerabilidade de sua espécie. O Atol de Aldabra, habitat natural das tartarugas gigantes, está apenas um a dois metros acima do nível do mar. Com a previsão de elevação dos oceanos em até um metro até 2100, o ecossistema que moldou essa espécie pode desaparecer. Jonathan, que sobreviveu a quase dois séculos de história humana, é também um símbolo do que o futuro pode silenciosamente apagar.

Nos jardins da residência oficial do governador de Santa Helena, uma das ilhas mais remotas do planeta e território ultramarino britânico, vive Jonathan, uma tartaruga gigante de Seychelles que em 2022 completa 190 anos de idade. Ele é reconhecido como o animal terrestre vivo mais velho do mundo — um título que carrega consigo décadas de história documentada e um grau considerável de incerteza sobre seus verdadeiros anos de vida.

Jonathan chegou à ilha por volta de 1882, quando tinha aproximadamente 50 anos. Sua data de nascimento estimada em 1832 é apenas uma aproximação, pois ninguém conhece com precisão quando ele nasceu. Matt Joshua, diretor de turismo de Santa Helena, declarou à CNN que Jonathan pode ter até 200 anos, já que os registros de sua chegada não são exatos e não existe documentação formal de seu nascimento. A prova mais antiga de sua existência é uma fotografia tirada em 1886, que mostra Jonathan e outra tartaruga pastando nos gramados da Plantation House, a residência do governador.

Antes de Jonathan, o recorde era ocupado por Tu'i Malila, uma tartaruga que morreu em Tonga em 1966 aos 189 anos. Tu'i Malila havia sido presenteada à família real do arquipélago pelo explorador britânico Capitão James Cook por volta de 1777. Há também registros de Adwaita, outra tartaruga da mesma espécie de Jonathan, que teria vivido até os 255 anos no Jardim Zoológico Alipore em Calcutá, na Índia, onde morreu em 2006 — mas sua idade nunca pôde ser verificada por falta de documentação adequada.

Com a idade avançada, Jonathan desenvolveu limitações significativas. Ficou cego por catarata e perdeu completamente o olfato, o que afetou sua alimentação. Conseguia identificar apenas galhos, folhas e grama, itens que encontrava naturalmente no ambiente. Seu veterinário, Joe Hollins, relatou à revista National Geographic que o bico da tartaruga havia ficado cego e quebradiço, sinais de deficiências nutricionais graves. Após receber um tratamento especializado e uma dieta hipercalórica rica em alimentos nutritivos como maçãs, cenouras, pepinos, bananas e goiaba, Jonathan recuperou sua saúde e vigor. Seu bico, antes danificado, tornou-se afiado novamente. Hollins alimenta Jonathan na mão uma vez por semana para aumentar sua ingestão calórica e, após as refeições, limpa seu queixo e coça sua garganta.

Apesar das limitações visuais e olfativas, Jonathan mantém uma audição excelente. Ele vive na companhia de duas fêmeas da mesma espécie, Emily e Frederika. Justin Gerlach, coordenador científico do Nature Protection Trust of Seychelles, explica que as tartarugas gigantes de Aldabra são animais muito mais interessantes e sociáveis do que a maioria das pessoas imagina. Na vida selvagem, formam grupos ou rebanhos que se reúnem em pastagens abertas. Em cativeiro, quando bem mantidas, buscam companhia humana e algumas até gostam de ser acariciadas.

Embora as tartarugas de Aldabra estejam praticamente protegidas da caça atualmente, a espécie enfrenta um perigo muito maior: a mudança climática. O Atol de Aldabra, habitat natural dessas tartarugas, fica apenas entre um e dois metros acima do nível do mar. Cientistas preveem que os oceanos do mundo subirão cerca de um metro até o ano 2100, o que representa uma ameaça existencial para o ecossistema onde a espécie evoluiu. Jonathan, apesar de sua longevidade notável e do cuidado dedicado que recebe em Santa Helena, é também um símbolo vivo dessa vulnerabilidade futura.

Ele pode ter 200 anos, porque a informação sobre sua chegada na ilha não é exata e não há um registro real de seu nascimento
— Matt Joshua, diretor de turismo de Santa Helena, à CNN
Seu bico, antes cego e quebradiço, se tornou afiado e letal, então ele provavelmente estava sofrendo de microdeficiências de vitaminas, minerais e oligoelementos
— Joe Hollins, veterinário de Jonathan, à revista National Geographic
Quieres la nota completa? Lee el original en Olhar Digital ↗
Contáctanos FAQ