João Pessoa oferece tratamento gratuito para fumantes no Dia Nacional de Combate ao Fumo

A rede existe para quem tem força de vontade de largar de vez
Diretora de Atenção à Saúde explica o propósito do programa municipal de cessação do tabagismo.
Mark

Por que um programa de cessação de fumo precisa durar um ano inteiro? Não é longo demais?

Mimi

O tabagismo não é um hábito simples. É uma dependência química e comportamental ao mesmo tempo. Um ano permite que a pessoa atravesse diferentes estações da vida, diferentes situações de estresse, diferentes gatilhos. Se o programa fosse curto, a pessoa sairia ainda frágil.

Mark

E por que manter acompanhamento por mais um ano depois que a pessoa parou?

Mimi

Porque a recaída é real. Muita gente consegue parar, mas volta a fumar semanas ou meses depois. O acompanhamento de manutenção é uma rede de segurança. E se a pessoa recair, ela não precisa começar do zero — pode voltar ao programa.

Mark

Qual é a diferença entre o tratamento individual e o em grupo?

Mimi

O individual permite que o médico trabalhe os gatilhos específicos de cada pessoa. O grupo oferece algo que nenhum consultório consegue: você vê outras pessoas lutando a mesma luta. Não é solidão.

Mark

Esses números — 4.289 atendidos, 1.523 que pararam — isso é sucesso ou fracasso?

Mimi

É sucesso. Mais de um terço das pessoas que buscaram ajuda conseguiram parar. Mas o número que importa mais é que 4.289 pessoas tiveram a chance. Muita gente nunca tem essa oportunidade.

  • O tabagismo ainda pesa sobre milhares de vidas em João Pessoa, e o Dia Nacional de Combate ao Fumo serve de gatilho para quem adia a decisão de parar.
  • A cidade responde com seis unidades de saúde abertas, medicação gratuita pelo SUS e profissionais treinados — sem exigir encaminhamento ou burocracia para começar.
  • Entre 2016 e 2022, 4.289 fumantes foram atendidos pela rede pública, e 1.523 alcançaram a cessação completa — mais de um terço dos que pediram ajuda.
  • O tratamento dura um ano, com frequência que vai diminuindo gradualmente, seguido de acompanhamento de manutenção — e quem recair pode retomar sem culpa adicional.
  • Para quem vive em João Pessoa e carrega a vontade de parar, o caminho está mapeado: basta procurar uma das unidades e se inscrever por demanda espontânea.

No Dia Nacional de Combate ao Fumo, João Pessoa não se limita a declarações de intenção: a cidade oferece, de forma concreta e gratuita, um caminho estruturado para que fumantes possam reconstruir sua relação com a própria saúde. Entre 2016 e 2022, mais de quatro mil pessoas buscaram essa travessia, e mais de um terço chegou ao outro lado sem o cigarro. É um lembrete de que políticas públicas, quando enraizadas em estrutura real, podem transformar vontade individual em mudança possível.

Nesta terça-feira, 29 de agosto, João Pessoa marca o Dia Nacional de Combate ao Fumo com algo além do simbolismo: uma oferta real de tratamento gratuito para quem quer largar o cigarro. A data, criada em 1986, existe para lembrar o país dos riscos do tabagismo — mas na capital paraibana, ela vem acompanhada de centros de saúde abertos e medicações disponíveis.

A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, integra o Programa Nacional de Controle do Tabagismo, iniciativa do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer. A diretora de Atenção à Saúde, Alline Grisi, resume a proposta: a rede existe para quem tem força de vontade de abandonar um vício que prejudica tanto a saúde quanto a vida. Os números dão peso à afirmação — entre 2016 e 2022, 4.289 fumantes foram atendidos, e 1.523 conseguiram parar completamente.

O acesso é simples por princípio. Não há encaminhamento necessário: qualquer pessoa procura uma unidade de saúde, se inscreve por demanda espontânea, passa por triagem e exames de pulmão, e então inicia o tratamento — individual ou em grupo, com frequência que vai de semanal a mensal ao longo de um ano. A medicação é fornecida pelo SUS. Após a conclusão, há um ano de acompanhamento. Quem recair pode retomar o tratamento sem culpa ou burocracia adicional.

Seis unidades estão disponíveis: Policlínica Municipal de Jaguaribe, Cristo Redentor, Mangabeira, Mandacaru, Bessa e Alto do Céu. Para quem carrega a vontade de parar, o caminho está traçado e aberto.

Nesta terça-feira, 29 de agosto, João Pessoa marca o Dia Nacional de Combate ao Fumo com uma oferta concreta: tratamento gratuito para quem quer largar o cigarro. A data, instituída em 1986 pela Lei nº 7488, existe justamente para lembrar o país dos riscos que o tabagismo carrega. Mas na capital paraibana, a lembrança vem acompanhada de estrutura real — centros de saúde abertos, medicações disponíveis, profissionais preparados para receber quem finalmente decide que é hora de parar.

A Prefeitura de João Pessoa, através da Secretaria Municipal de Saúde, integra o Programa Nacional de Controle do Tabagismo, uma iniciativa do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer. O programa não é apenas um cartaz na parede. Ele funciona como um caminho estruturado para pessoas que querem abandonar a dependência do tabaco e reconstruir hábitos mais saudáveis. Alline Grisi, diretora de Atenção à Saúde de João Pessoa, resume a proposta de forma direta: a rede municipal existe para quem tem força de vontade de largar de vez um vício que prejudica tanto a saúde quanto a vida.

Os números revelam o alcance do trabalho. Entre 2016 e 2022, a rede pública de saúde da cidade atendeu 4.289 fumantes. Desses, 1.523 conseguiram parar completamente. Não é uma taxa perfeita, mas é um resultado concreto — mais de um terço das pessoas que buscaram ajuda saíram da outra ponta livres do cigarro.

O processo é acessível por design. Não há burocracia de encaminhamento. Qualquer pessoa que queira participar procura uma das unidades de saúde e se inscreve por demanda espontânea. Começa com uma triagem, depois vem um raio x de pulmão e outros exames para avaliar o estado de saúde. Só então o tratamento começa, oferecido tanto em sessões individuais quanto em grupo. A frequência segue um padrão: semanal no início, depois quinzenal, depois mensal. O programa inteiro dura um ano, e o SUS fornece a medicação. Após a conclusão, há um ano de acompanhamento de manutenção. Se alguém recair e voltar a fumar, pode retomar o tratamento sem culpa ou burocracia adicional.

Seis unidades de saúde estão abertas para receber interessados. A Policlínica Municipal de Jaguaribe fica na Rua Alberto de Brito, 413. A do Cristo Redentor está na Rua Olívia de Almeida Guerra. Mangabeira, Mandacaru, Bessa e Alto do Céu também têm seus centros funcionando. Para quem vive em João Pessoa e carrega essa vontade de parar, o caminho está mapeado e livre.

A nossa assistência é voltada para o cidadão que deseja parar de fumar, ou seja, largar um vício que é extremamente prejudicial à sua saúde e à própria vida.
— Alline Grisi, diretora de Atenção à Saúde de João Pessoa
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