No Dia Nacional de Combate ao Fumo, João Pessoa não se limita a declarações de intenção: a cidade oferece, de forma concreta e gratuita, um caminho estruturado para que fumantes possam reconstruir sua relação com a própria saúde. Entre 2016 e 2022, mais de quatro mil pessoas buscaram essa travessia, e mais de um terço chegou ao outro lado sem o cigarro. É um lembrete de que políticas públicas, quando enraizadas em estrutura real, podem transformar vontade individual em mudança possível.
João Pessoa oferece tratamento gratuito para fumantes no Dia Nacional de Combate ao Fumo
A rede existe para quem tem força de vontade de largar de vez
Por que um programa de cessação de fumo precisa durar um ano inteiro? Não é longo demais?
O tabagismo não é um hábito simples. É uma dependência química e comportamental ao mesmo tempo. Um ano permite que a pessoa atravesse diferentes estações da vida, diferentes situações de estresse, diferentes gatilhos. Se o programa fosse curto, a pessoa sairia ainda frágil.
E por que manter acompanhamento por mais um ano depois que a pessoa parou?
Porque a recaída é real. Muita gente consegue parar, mas volta a fumar semanas ou meses depois. O acompanhamento de manutenção é uma rede de segurança. E se a pessoa recair, ela não precisa começar do zero — pode voltar ao programa.
Qual é a diferença entre o tratamento individual e o em grupo?
O individual permite que o médico trabalhe os gatilhos específicos de cada pessoa. O grupo oferece algo que nenhum consultório consegue: você vê outras pessoas lutando a mesma luta. Não é solidão.
Esses números — 4.289 atendidos, 1.523 que pararam — isso é sucesso ou fracasso?
É sucesso. Mais de um terço das pessoas que buscaram ajuda conseguiram parar. Mas o número que importa mais é que 4.289 pessoas tiveram a chance. Muita gente nunca tem essa oportunidade.
O Pulso
- O tabagismo ainda pesa sobre milhares de vidas em João Pessoa, e o Dia Nacional de Combate ao Fumo serve de gatilho para quem adia a decisão de parar.
- A cidade responde com seis unidades de saúde abertas, medicação gratuita pelo SUS e profissionais treinados — sem exigir encaminhamento ou burocracia para começar.
- Entre 2016 e 2022, 4.289 fumantes foram atendidos pela rede pública, e 1.523 alcançaram a cessação completa — mais de um terço dos que pediram ajuda.
- O tratamento dura um ano, com frequência que vai diminuindo gradualmente, seguido de acompanhamento de manutenção — e quem recair pode retomar sem culpa adicional.
- Para quem vive em João Pessoa e carrega a vontade de parar, o caminho está mapeado: basta procurar uma das unidades e se inscrever por demanda espontânea.
No Dia Nacional de Combate ao Fumo, João Pessoa não se limita a declarações de intenção: a cidade oferece, de forma concreta e gratuita, um caminho estruturado para que fumantes possam reconstruir sua relação com a própria saúde. Entre 2016 e 2022, mais de quatro mil pessoas buscaram essa travessia, e mais de um terço chegou ao outro lado sem o cigarro. É um lembrete de que políticas públicas, quando enraizadas em estrutura real, podem transformar vontade individual em mudança possível.
Nesta terça-feira, 29 de agosto, João Pessoa marca o Dia Nacional de Combate ao Fumo com algo além do simbolismo: uma oferta real de tratamento gratuito para quem quer largar o cigarro. A data, criada em 1986, existe para lembrar o país dos riscos do tabagismo — mas na capital paraibana, ela vem acompanhada de centros de saúde abertos e medicações disponíveis.
A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, integra o Programa Nacional de Controle do Tabagismo, iniciativa do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer. A diretora de Atenção à Saúde, Alline Grisi, resume a proposta: a rede existe para quem tem força de vontade de abandonar um vício que prejudica tanto a saúde quanto a vida. Os números dão peso à afirmação — entre 2016 e 2022, 4.289 fumantes foram atendidos, e 1.523 conseguiram parar completamente.
O acesso é simples por princípio. Não há encaminhamento necessário: qualquer pessoa procura uma unidade de saúde, se inscreve por demanda espontânea, passa por triagem e exames de pulmão, e então inicia o tratamento — individual ou em grupo, com frequência que vai de semanal a mensal ao longo de um ano. A medicação é fornecida pelo SUS. Após a conclusão, há um ano de acompanhamento. Quem recair pode retomar o tratamento sem culpa ou burocracia adicional.
Seis unidades estão disponíveis: Policlínica Municipal de Jaguaribe, Cristo Redentor, Mangabeira, Mandacaru, Bessa e Alto do Céu. Para quem carrega a vontade de parar, o caminho está traçado e aberto.
Nesta terça-feira, 29 de agosto, João Pessoa marca o Dia Nacional de Combate ao Fumo com uma oferta concreta: tratamento gratuito para quem quer largar o cigarro. A data, instituída em 1986 pela Lei nº 7488, existe justamente para lembrar o país dos riscos que o tabagismo carrega. Mas na capital paraibana, a lembrança vem acompanhada de estrutura real — centros de saúde abertos, medicações disponíveis, profissionais preparados para receber quem finalmente decide que é hora de parar.
A Prefeitura de João Pessoa, através da Secretaria Municipal de Saúde, integra o Programa Nacional de Controle do Tabagismo, uma iniciativa do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer. O programa não é apenas um cartaz na parede. Ele funciona como um caminho estruturado para pessoas que querem abandonar a dependência do tabaco e reconstruir hábitos mais saudáveis. Alline Grisi, diretora de Atenção à Saúde de João Pessoa, resume a proposta de forma direta: a rede municipal existe para quem tem força de vontade de largar de vez um vício que prejudica tanto a saúde quanto a vida.
Os números revelam o alcance do trabalho. Entre 2016 e 2022, a rede pública de saúde da cidade atendeu 4.289 fumantes. Desses, 1.523 conseguiram parar completamente. Não é uma taxa perfeita, mas é um resultado concreto — mais de um terço das pessoas que buscaram ajuda saíram da outra ponta livres do cigarro.
O processo é acessível por design. Não há burocracia de encaminhamento. Qualquer pessoa que queira participar procura uma das unidades de saúde e se inscreve por demanda espontânea. Começa com uma triagem, depois vem um raio x de pulmão e outros exames para avaliar o estado de saúde. Só então o tratamento começa, oferecido tanto em sessões individuais quanto em grupo. A frequência segue um padrão: semanal no início, depois quinzenal, depois mensal. O programa inteiro dura um ano, e o SUS fornece a medicação. Após a conclusão, há um ano de acompanhamento de manutenção. Se alguém recair e voltar a fumar, pode retomar o tratamento sem culpa ou burocracia adicional.
Seis unidades de saúde estão abertas para receber interessados. A Policlínica Municipal de Jaguaribe fica na Rua Alberto de Brito, 413. A do Cristo Redentor está na Rua Olívia de Almeida Guerra. Mangabeira, Mandacaru, Bessa e Alto do Céu também têm seus centros funcionando. Para quem vive em João Pessoa e carrega essa vontade de parar, o caminho está mapeado e livre.
Citações Notáveis
A nossa assistência é voltada para o cidadão que deseja parar de fumar, ou seja, largar um vício que é extremamente prejudicial à sua saúde e à própria vida.— Alline Grisi, diretora de Atenção à Saúde de João Pessoa