Janeiro registra recorde histórico de 743 mil desembarques aéreos internacionais

A aviação cresceu tanto que compensou completamente a retração
Desembarques aéreos bateram recorde em janeiro apesar da queda geral de turistas.
Mark

Como é possível o Brasil ter batido recorde de desembarques aéreos em janeiro se o total geral de turistas caiu 5,5%?

Mimi

A queda geral inclui todas as formas de entrada — terrestre, marítima, aérea. O que aconteceu é que a aviação cresceu tanto que compensou completamente a retração nos outros canais. Os voos internacionais cresceram 22%, o que foi suficiente para não apenas cobrir a queda, mas estabelecer um recorde.

Luke

Mas precisamos ser claros: o recorde é apenas para janeiro especificamente. Não sabemos se esse padrão vai se manter nos próximos meses. Também não temos informação sobre o que causou a queda nos outros canais de entrada.

Mark

Argentina com 310 mil passageiros em um único mês — isso é um número muito concentrado?

Mimi

Sim, a Argentina é historicamente o principal mercado. Mas o que chama atenção é que outros mercados estão crescendo mais rapidamente. A Ásia cresceu 36%, a Europa 24%. Isso sugere que o Brasil está deixando de depender tanto de um único vizinho.

Luke

Verdade, mas em números absolutos a Argentina ainda domina. Chile com 110 mil é menos da metade. E esses percentuais de crescimento — 36% da Ásia, 24% da Europa — precisamos saber de qual base estamos partindo. Um crescimento percentual alto pode partir de um número pequeno.

Mark

O Brasil superou a meta do Plano Nacional de Turismo em 34,6%. Isso significa que o planejamento foi muito conservador?

Mimi

Ou significa que o Brasil conseguiu executar uma estratégia de atração de turismo melhor do que o esperado. Pode ser ambos. O fato é que 2025 foi um ano excepcional — 9,3 milhões de chegadas, crescimento de 37% ante 2024.

Luke

Mas precisamos perguntar: por que 2024 foi tão ruim? Houve alguma crise específica que deprimiu os números? E o que mudou em 2025 para gerar esse salto? A fonte não explica os drivers por trás desses números.

  • O Brasil quebrou seu próprio recorde histórico de chegadas aéreas internacionais em janeiro, com 743 mil viajantes — um marco que redefine o patamar do turismo no país.
  • A contradição é reveladora: enquanto o total de entradas por todas as vias caiu 5,5%, a aviação comercial cresceu com força suficiente para compensar a retração terrestre e marítima e ainda estabelecer um novo recorde.
  • Argentina e Chile lideram o fluxo regional com 420 mil passageiros combinados, mas o crescimento asiático de 36% e o europeu de 24% indicam que o Brasil está deixando de ser destino apenas vizinho.
  • O país encerrou 2025 com 9,3 milhões de turistas estrangeiros — seu melhor ano histórico —, superando em 34,6% a meta do Plano Nacional de Turismo 2024-2027, que projetava 6,9 milhões de chegadas.
  • São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul concentram o fluxo interno, enquanto a base de origem se diversifica com europeus de seis países somando mais de 1,2 milhão de visitantes ao longo de 2025.

Em um mundo onde fronteiras se abrem e se fecham ao ritmo das economias e das políticas, o Brasil inaugura 2026 com um sinal eloquente: nunca tantos viajantes internacionais chegaram ao país por via aérea em um mês de janeiro. Os 743 mil desembarques registrados — crescimento de 22% sobre o ano anterior — não são apenas um número; são o reflexo de um país que, após anos de instabilidade, começa a ocupar um lugar mais firme no imaginário turístico global. A diversificação das origens, da América do Sul à Ásia, sugere que essa atração não é passageira.

Em janeiro de 2026, o Brasil registrou 743 mil desembarques internacionais por via aérea — o maior número já contabilizado para um mês de janeiro na história do país. O dado, crescimento de 22% sobre o mesmo período de 2025, foi divulgado pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, e chega carregado de uma contradição significativa: o volume total de turistas internacionais, considerando todas as formas de entrada, caiu 5,5% no mesmo período. A aviação, sozinha, não apenas compensou essa retração como estabeleceu um novo patamar histórico.

A Argentina segue como principal mercado emissor, com 310 mil passageiros aéreos em janeiro, seguida pelo Chile, com 110 mil visitantes. Juntos, os dois vizinhos sul-americanos continuam sendo o motor central do turismo internacional brasileiro. Mas o que chama atenção é a diversificação: viajantes asiáticos cresceram 36%, europeus avançaram 24% e africanos registraram alta de 10% — um padrão que sugere atração mais equilibrada e geograficamente distribuída.

Esse resultado de janeiro se encaixa em uma trajetória mais ampla. Em 2025, o Brasil recebeu 9.287.196 turistas estrangeiros, seu melhor ano histórico, com crescimento de 37,1% sobre 2024. O desempenho superou em 34,6% a meta do Plano Nacional de Turismo 2024-2027, que havia projetado 6,9 milhões de chegadas para o ano. Dezembro de 2025 já havia antecipado essa força, com quase 900 mil visitantes internacionais.

Dentro do Brasil, São Paulo concentrou o maior fluxo em 2025, com 2,7 milhões de chegadas, seguido pelo Rio de Janeiro, com 2,2 milhões, e pelo Rio Grande do Sul, com 1,5 milhão. No recorte por origem, a Argentina liderou com 3,4 milhões de turistas ao longo do ano, seguida por Chile e Estados Unidos. Os países europeus, juntos, somaram mais de 1,2 milhão de visitantes — evidência de uma base de origem cada vez mais plural para o turismo internacional com destino ao Brasil.

Em janeiro, o Brasil recebeu 743 mil viajantes internacionais em voos — o maior número de desembarques aéreos já registrado em um mês de janeiro na história do país. O dado, divulgado pelo colunista Lauro Jardim do jornal O Globo, marca um crescimento de 22% comparado ao mesmo mês de 2025, sinalizando uma tendência robusta de expansão no turismo externo.

O resultado é particularmente notável porque ocorre em um contexto de retração geral. O volume total de turistas internacionais caiu 5,5% em janeiro quando consideradas todas as formas de entrada — terrestre, marítima e aérea. Apesar dessa queda agregada, o desempenho da aviação comercial foi tão forte que não apenas compensou a redução nos outros canais de entrada como estabeleceu um novo patamar histórico para o mês.

A Argentina permanece como o principal mercado emissor de turistas para o Brasil, tendo transportado 310 mil passageiros por via aérea em janeiro. O Chile aparece em segundo lugar, com 110 mil visitantes no período. Juntos, esses dois vizinhos sul-americanos concentram a maior parte do fluxo regional, que continua sendo o motor central do turismo internacional brasileiro.

Mas a diversificação geográfica também avança. Viajantes da Ásia cresceram 36% em relação a janeiro do ano anterior, enquanto a Europa registrou alta de 24%. A África, embora com números menores em volume absoluto, também apresentou crescimento de 10%. Esse padrão de expansão em múltiplas regiões sugere que o Brasil está atraindo visitantes de forma mais equilibrada globalmente.

O desempenho de janeiro se insere em uma trajetória mais ampla de recuperação e crescimento. Em 2025, o Brasil recebeu 9.287.196 turistas estrangeiros — seu melhor ano histórico até então. Esse total representou um avanço de 37,1% em relação a 2024, que havia registrado aproximadamente 6,7 milhões de visitantes internacionais. O crescimento foi tão expressivo que superou a meta estabelecida no Plano Nacional de Turismo 2024-2027 em 34,6%, que havia projetado 6,9 milhões de chegadas para o ano.

Dezembro de 2025 já havia sinalizado essa força, com 896.488 visitantes internacionais — um crescimento de 11% em relação a dezembro de 2024 e cerca de 90 mil viajantes a mais que no ano anterior. O mês consolidou-se como o quarto melhor do ano em volume de chegadas, atrás apenas de janeiro, fevereiro e março.

No recorte por destinos dentro do Brasil, São Paulo foi a principal porta de entrada em 2025, recebendo 2.753.869 visitantes. O Rio de Janeiro aparece em segundo lugar com 2.196.443 chegadas, seguido pelo Rio Grande do Sul com 1.535.806 turistas ao longo do ano. Esses três estados concentram a maior parte do fluxo internacional.

Quanto à origem dos visitantes em 2025, a Argentina manteve a liderança absoluta com 3.386.823 turistas, seguida pelo Chile com 801.921 viajantes e pelos Estados Unidos com 759.637 chegadas. Os países europeus — França, Portugal, Alemanha, Itália, Reino Unido e Espanha — juntos responderam por 1.274.567 visitantes ao longo do ano, evidenciando uma base cada vez mais diversificada de origem do turismo internacional com destino ao Brasil.

O Brasil registrou em janeiro o maior número de desembarques internacionais por via aérea da história
— Lauro Jardim, colunista de O Globo
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