Praça Nilufar em Teerão sofreu múltiplas vagas de bombardeamentos, destruindo casas e deixando feridos entre escombros, incluindo crianças. Ataques aéreos no oeste do Irão mataram pelo menos três pessoas em Sanandaj, com prédios residenciais atingidos e número de vítimas em aumento.
Irão: Pelo menos 20 mortos em ataques noturnos a Teerão
Entre os escombros, equipas de resgate encontraram feridos — entre eles crianças.
Como é que um ataque a uma praça central numa cidade de milhões de pessoas consegue matar apenas vinte pessoas? Parece um número baixo para o que descreve.
Não é necessariamente baixo — depende da hora, da densidade populacional no momento do impacto, da precisão das armas. Mas tem razão em questionar. A praça Nilufar é central, mas um ataque nocturno significa menos pessoas na rua. Se tivesse sido ao meio-dia, o número seria muito diferente.
E as crianças entre os feridos — como é que uma criança acaba entre os escombros de um edifício residencial bombardeado?
Porque as famílias dormem em casa. Quando os bombardeamentos começam à noite, as pessoas estão dentro. Não há tempo para fugir. As crianças estão onde as crianças estão — com os pais, nos quartos, nos corredores.
O governador de Sanandaj disse que o número de mortos "deve aumentar". Isso significa que havia pessoas ainda presas nos escombros quando ele falou?
Provavelmente. Ou pessoas feridas que poderiam não sobreviver. Quando alguém diz isso, está a reconhecer que o trabalho de resgate ainda estava em curso, que havia incerteza sobre quantos corpos ainda estavam por encontrar.
A morte de Khamenei parece quase secundária nesta história, mas é mencionada como um ponto de viragem. Porquê?
Porque muda tudo. Um líder supremo que governa há trinta e sete anos não é apenas um nome — é a estrutura de poder inteira. A sua morte, confirmada durante uma guerra, significa que o Irão está a enfrentar uma crise de sucessão enquanto está a ser bombardeado. É o pior cenário possível para a estabilidade.
Der Puls
- Praça Nilufar em Teerão: pelo menos 20 mortos em ataques noturnos
- Sanandaj, oeste do Irão: pelo menos 3 mortos em bombardeamentos a prédios residenciais
- Escola feminina de Minab: 180 mortos confirmados pelo Ministério da Saúde iraniano
- Ayatollah Ali Khamenei morto; período de luto de 40 dias decretado
- Ofensiva iniciada no sábado por Israel e Estados Unidos; resposta iraniana com mísseis e drones
Praça Nilufar em Teerão sofreu múltiplas vagas de bombardeamentos, destruindo casas e deixando feridos entre escombros, incluindo crianças. Ataques aéreos no oeste do Irão mataram pelo menos três pessoas em Sanandaj, com prédios residenciais atingidos e número de vítimas em aumento.
Pelo menos 20 pessoas morreram em ataques noturnos a Teerão, com bombardeamentos a destruírem edifícios residenciais. O número total de vítimas iranianas ultrapassa 180 desde o início da ofensiva no sábado.
A noite de segunda-feira em Teerão trouxe destruição em ondas sucessivas. Pelo menos vinte pessoas morreram quando Israel e os Estados Unidos lançaram ataques contra a praça Nilufar, no coração da capital iraniana. Os bombardeamentos foram múltiplos, varrendo a zona durante horas. Casas desabaram. Entre os escombros, equipas de resgate encontraram feridos — entre eles crianças — enquanto as câmaras de televisão registavam o caos nos edifícios destruídos. A agência de notícias Mehr confirmou o número de mortos. Os meios de comunicação iranianos não identificaram alvos militares específicos na área, embora uma esquadra de polícia estivesse localizada no local.
Mas Teerão não foi o único alvo naquela noite. No oeste do país, a cidade de Sanandaj sofreu ataques aéreos que mataram pelo menos três pessoas. Prédios residenciais foram atingidos, de acordo com o governador Gharib Sajjadi, que advertiu que o número de vítimas poderia aumentar. Várias outras pessoas ficaram feridas nos bombardeamentos.
O custo humano da ofensiva que começou no sábado continua a crescer. O Ministério da Saúde iraniano elevou para cento e oitenta o número de mortos no ataque à escola feminina de Minab, no sul do país. A contagem oficial anterior, feita no sábado, apontava para duzentas mortes em todo o território iraniano, embora o número exato permaneça incerto.
A escalada começou no fim de semana, quando Israel e os Estados Unidos lançaram uma operação militar conjunta contra o Irão. A administração Trump justificou a ação como necessária para "eliminar ameaças iminentes" do regime iraniano. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, descreveu a operação como resposta ao que chamou uma "ameaça existencial". Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O conflito adquiriu uma dimensão ainda mais profunda com a morte confirmada do ayatollah Ali Khamenei, o líder supremo do Irão desde mil novecentos e oitenta e nove. O país decretou um período de luto de quarenta dias. A morte de Khamenei marca um ponto de viragem numa crise que já ceifou centenas de vidas.
A comunidade internacional reagiu com condenação. Portugal, França, Alemanha e Reino Unido criticaram os ataques iranianos contra países vizinhos. Mas enquanto as diplomacias se movem, a realidade no terreno permanece brutal: casas destruídas, famílias deslocadas, hospitais sobrecarregados, e um número de vítimas que continua a subir.
Bemerkenswerte Zitate
Três pessoas morreram e várias outras ficaram feridas, e o número de mortos deve aumentar.— Gharib Sajjadi, governador de Sanandaj
A operação visa eliminar ameaças iminentes do Irão.— Presidente Donald Trump