Irão: Pelo menos 20 mortos em ataques noturnos a Teerão

Pelo menos 20 mortos em Teerão, 3 em Sanandaj, e 180 vítimas confirmadas no ataque à escola feminina de Minab; crianças entre os feridos nos escombros.
Entre os escombros, equipas de resgate encontraram feridos — entre eles crianças.
Cena da praça Nilufar em Teerão após bombardeamentos noturnos que mataram pelo menos vinte pessoas.
Mark

Como é que um ataque a uma praça central numa cidade de milhões de pessoas consegue matar apenas vinte pessoas? Parece um número baixo para o que descreve.

Mimi

Não é necessariamente baixo — depende da hora, da densidade populacional no momento do impacto, da precisão das armas. Mas tem razão em questionar. A praça Nilufar é central, mas um ataque nocturno significa menos pessoas na rua. Se tivesse sido ao meio-dia, o número seria muito diferente.

Mark

E as crianças entre os feridos — como é que uma criança acaba entre os escombros de um edifício residencial bombardeado?

Mimi

Porque as famílias dormem em casa. Quando os bombardeamentos começam à noite, as pessoas estão dentro. Não há tempo para fugir. As crianças estão onde as crianças estão — com os pais, nos quartos, nos corredores.

Mark

O governador de Sanandaj disse que o número de mortos "deve aumentar". Isso significa que havia pessoas ainda presas nos escombros quando ele falou?

Mimi

Provavelmente. Ou pessoas feridas que poderiam não sobreviver. Quando alguém diz isso, está a reconhecer que o trabalho de resgate ainda estava em curso, que havia incerteza sobre quantos corpos ainda estavam por encontrar.

Mark

A morte de Khamenei parece quase secundária nesta história, mas é mencionada como um ponto de viragem. Porquê?

Mimi

Porque muda tudo. Um líder supremo que governa há trinta e sete anos não é apenas um nome — é a estrutura de poder inteira. A sua morte, confirmada durante uma guerra, significa que o Irão está a enfrentar uma crise de sucessão enquanto está a ser bombardeado. É o pior cenário possível para a estabilidade.

  • Praça Nilufar em Teerão: pelo menos 20 mortos em ataques noturnos
  • Sanandaj, oeste do Irão: pelo menos 3 mortos em bombardeamentos a prédios residenciais
  • Escola feminina de Minab: 180 mortos confirmados pelo Ministério da Saúde iraniano
  • Ayatollah Ali Khamenei morto; período de luto de 40 dias decretado
  • Ofensiva iniciada no sábado por Israel e Estados Unidos; resposta iraniana com mísseis e drones

Praça Nilufar em Teerão sofreu múltiplas vagas de bombardeamentos, destruindo casas e deixando feridos entre escombros, incluindo crianças. Ataques aéreos no oeste do Irão mataram pelo menos três pessoas em Sanandaj, com prédios residenciais atingidos e número de vítimas em aumento.

Pelo menos 20 pessoas morreram em ataques noturnos a Teerão, com bombardeamentos a destruírem edifícios residenciais. O número total de vítimas iranianas ultrapassa 180 desde o início da ofensiva no sábado.

A noite de segunda-feira em Teerão trouxe destruição em ondas sucessivas. Pelo menos vinte pessoas morreram quando Israel e os Estados Unidos lançaram ataques contra a praça Nilufar, no coração da capital iraniana. Os bombardeamentos foram múltiplos, varrendo a zona durante horas. Casas desabaram. Entre os escombros, equipas de resgate encontraram feridos — entre eles crianças — enquanto as câmaras de televisão registavam o caos nos edifícios destruídos. A agência de notícias Mehr confirmou o número de mortos. Os meios de comunicação iranianos não identificaram alvos militares específicos na área, embora uma esquadra de polícia estivesse localizada no local.

Mas Teerão não foi o único alvo naquela noite. No oeste do país, a cidade de Sanandaj sofreu ataques aéreos que mataram pelo menos três pessoas. Prédios residenciais foram atingidos, de acordo com o governador Gharib Sajjadi, que advertiu que o número de vítimas poderia aumentar. Várias outras pessoas ficaram feridas nos bombardeamentos.

O custo humano da ofensiva que começou no sábado continua a crescer. O Ministério da Saúde iraniano elevou para cento e oitenta o número de mortos no ataque à escola feminina de Minab, no sul do país. A contagem oficial anterior, feita no sábado, apontava para duzentas mortes em todo o território iraniano, embora o número exato permaneça incerto.

A escalada começou no fim de semana, quando Israel e os Estados Unidos lançaram uma operação militar conjunta contra o Irão. A administração Trump justificou a ação como necessária para "eliminar ameaças iminentes" do regime iraniano. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, descreveu a operação como resposta ao que chamou uma "ameaça existencial". Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O conflito adquiriu uma dimensão ainda mais profunda com a morte confirmada do ayatollah Ali Khamenei, o líder supremo do Irão desde mil novecentos e oitenta e nove. O país decretou um período de luto de quarenta dias. A morte de Khamenei marca um ponto de viragem numa crise que já ceifou centenas de vidas.

A comunidade internacional reagiu com condenação. Portugal, França, Alemanha e Reino Unido criticaram os ataques iranianos contra países vizinhos. Mas enquanto as diplomacias se movem, a realidade no terreno permanece brutal: casas destruídas, famílias deslocadas, hospitais sobrecarregados, e um número de vítimas que continua a subir.

Três pessoas morreram e várias outras ficaram feridas, e o número de mortos deve aumentar.
— Gharib Sajjadi, governador de Sanandaj
A operação visa eliminar ameaças iminentes do Irão.
— Presidente Donald Trump
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