Irã se prepara para executar primeira mulher condenada por protestos

Quatro manifestantes condenados à morte, incluindo a primeira mulher executada reconhecidamente pelos protestos de janeiro, com relatos de tortura durante interrogatórios.
Mais de quatro execuções por dia em um país que usa a morte como ferramenta política
A escala de execuções no Irã em 2025 segundo relatórios de organizações de direitos humanos.
Mark

Por que Bita Hemmati é significativa especificamente? Há outras mulheres que foram executadas antes?

Mimi

Ela pode ser a primeira cuja execução seja publicamente reconhecida como diretamente ligada aos protestos de janeiro. Isso importa porque torna visível algo que o regime geralmente tenta obscurecer — que está matando mulheres por dissidência política.

Mark

Os interrogatórios sob tortura — isso é documentado ou é alegação?

Mimi

É relatado pelo Conselho Nacional da Resistência. O regime não reconhece tortura. Mas quando você vê quatro pessoas condenadas à morte por um tribunal revolucionário após interrogatórios, e organizações de direitos humanos documentam padrões sistemáticos, a credibilidade das acusações fica em questão.

Mark

Qual é a escala real disso? Quatro pessoas é muito ou pouco?

Mimi

Quatro é o que foi anunciado esta semana. Mas em 2025, o país realizou mais de 1.600 execuções — mais de quatro por dia. Então isso é parte de algo muito maior e muito mais rápido.

Mark

E o apelo à ONU — há alguma chance de funcionar?

Mimi

Historicamente, o Irã não responde a pressão internacional sobre execuções. O apelo é importante porque documenta a oposição, mas sem data confirmada para as execuções, é difícil até mesmo mobilizar uma resposta rápida.

Mark

O que os acusam especificamente de fazer?

Mimi

Armas, explosivos, ataques a forças de segurança, destruição de propriedade. Mas também simplesmente participar em protestos e compartilhar conteúdo. A amplitude das acusações sugere que o regime está usando qualquer justificativa disponível.

  • Bita Hemmati, cujo marido também foi sentenciado à morte, pode se tornar o rosto mais visível da repressão iraniana aos protestos de janeiro — a primeira mulher reconhecidamente executada por participar deles.
  • Os quatro condenados foram interrogados sob tortura e julgados por acusações que vão de posse de armas à suposta colaboração com os Estados Unidos, segundo o regime.
  • O Irã executou mais de 1.600 pessoas em 2025, uma média superior a quatro por dia, transformando a forca em política de Estado contra a dissidência.
  • A Resistência Iraniana apelou com urgência à ONU e a organismos internacionais, mas nenhuma data de execução foi confirmada e nenhuma resposta concreta emergiu da comunidade global.
  • Os protestos, iniciados em dezembro com greves de comerciantes em Teerã, espalharam-se pelo país e podem ter custado mais de 33 mil vidas, segundo a ONG Iran Human Rights.

No Irã, quatro manifestantes foram condenados à morte pelo Tribunal Revolucionário de Teerã, entre eles Bita Hemmati, que pode se tornar a primeira mulher publicamente executada em decorrência dos protestos de janeiro. O regime, que teria realizado mais de 1.600 execuções apenas em 2025, transforma a pena capital em instrumento de silêncio político, enquanto a comunidade internacional observa sem ação concreta. É o velho encontro entre o poder que teme a voz das ruas e os corpos que pagam o preço por tê-la erguido.

O Irã condenou à morte quatro manifestantes esta semana, entre eles Bita Hemmati e seu marido, Mohammadreza Majidi Asl, além de Behrouz Zamaninezhad e Kourosh Zamaninezha. Hemmati pode se tornar a primeira mulher cuja execução seja publicamente reconhecida como consequência direta dos protestos de janeiro. A condenação foi divulgada pelo Conselho Nacional da Resistência do Irã na terça-feira, 14 de abril.

Os quatro foram detidos durante manifestações em Teerã, submetidos a interrogatórios sob tortura conforme relatos, e julgados pela 26ª Vara do Tribunal Revolucionário. As acusações incluem posse de armas, ataques a forças de segurança, destruição de propriedade pública e suposta ligação com grupos hostis ao regime. Seus bens foram confiscados. Um quinto réu, Amir Hemmati, recebeu seis anos de prisão por propaganda contra o Estado.

Os protestos que originaram essas condenações começaram no fim de dezembro, impulsionados por greves de comerciantes em Teerã, e rapidamente se espalharam pelo país. A repressão que se seguiu foi sistemática: a ONG Iran Human Rights estima que o total de mortos pode ter superado 33 mil pessoas, e que o Irã realizou mais de 1.600 execuções apenas em 2025 — mais de quatro por dia. Especialistas denunciam que a pena de morte se tornou ferramenta explícita de controle político.

Diante da escalada, a Resistência Iraniana apelou com urgência à ONU e a organismos internacionais de direitos humanos para que intervenham e impeçam as execuções. O apelo traduz o desespero de grupos de oposição que veem o aparato judicial ser usado para silenciar a dissidência pela morte. Até agora, nenhuma data foi confirmada para as execuções e nenhuma resposta concreta veio da comunidade internacional.

O Irã condenou quatro manifestantes à morte esta semana, marcando um ponto de inflexão na resposta do regime aos protestos que explodiram no país há meses. Entre os condenados está Bita Hemmati, que pode se tornar a primeira mulher cuja execução seja publicamente reconhecida como consequência direta dos atos de janeiro. Seu marido, Mohammadreza Majidi Asl, também recebeu sentença de morte, assim como Behrouz Zamaninezhad e Kourosh Zamaninezha. O Conselho Nacional da Resistência do Irã divulgou a condenação na terça-feira, 14 de abril.

Os quatro foram presos durante manifestações em Teerã, interrogados sob tortura conforme relatos, e julgados pela 26ª Vara do Tribunal Revolucionário da capital. As acusações contra eles abrangem posse de armas e explosivos, ataques a forças de segurança, destruição de propriedade pública, participação em protestos e disseminação de conteúdo que o regime classifica como ameaça à segurança nacional. As autoridades também alegam que os réus mantêm ligações com grupos considerados hostis e atuam em favor dos Estados Unidos. Além da pena capital, seus bens foram confiscados.

Um quinto indivíduo, Amir Hemmati, foi condenado a seis anos de prisão por acusações relacionadas à segurança nacional e propaganda contra o regime. Até agora, nenhuma data foi confirmada para as execuções.

Os protestos que levaram a essas condenações começaram no final de dezembro, inicialmente impulsionados por greves de comerciantes em Teerã, e se expandiram rapidamente por todo o país. Desde então, a repressão tem sido sistemática e brutal. Dados recentes da organização não-governamental Iran Human Rights indicam que o número total de mortos nos protestos pode ter ultrapassado 33 mil pessoas. Em 2025 sozinho, o país teria realizado mais de 1.600 execuções, uma média que supera quatro por dia. Especialistas e entidades de direitos humanos denunciam que a pena de morte se tornou um instrumento explícito de repressão política, aplicado contra manifestantes e presos políticos com uma frequência que não tem precedentes recentes.

Diante dessa escalada, a Resistência Iraniana fez um apelo urgente à Organização das Nações Unidas e a organismos internacionais de direitos humanos para que intervenham e tentem impedir as execuções, particularmente as de presos políticos e manifestantes. O apelo reflete a desesperação de grupos de oposição que veem o regime usando a máquina judicial para silenciar dissidência através da morte. A comunidade internacional permanece observando, mas até o momento não há indicações de ações concretas que possam deter o curso que o Irã traçou.

A Resistência Iraniana apelou à ONU e organismos internacionais para intervir e impedir as execuções, especialmente de presos políticos e manifestantes
— Conselho Nacional da Resistência do Irã
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