Durante setembro de 2020, os primeiros testes ao iPhone 12 Pro Max revelaram uma inversão simbólica: pela primeira vez em anos, dispositivos Android com Snapdragon 865+ superaram o topo de gama da Apple na plataforma AnTuTu. O A14 Bionic cumpriu o que a própria Apple prometeu — uma melhoria de cerca de 16% face à geração anterior —, mas o mundo à sua volta avançou mais depressa. É um momento raro em que a liderança não é perdida por falha, mas por insuficiência do progresso.
iPhone 12 Pro Max decepciona em testes preliminares de desempenho
A Apple ficou para trás da concorrência Android pela primeira vez
Porque é que um teste de benchmark num iPad Air em setembro importa para o iPhone que só chega depois?
Porque o A14 é o processador que vai estar no iPhone 12, e as pessoas querem saber se vai ser rápido. A Apple costuma ganhar estas comparações, portanto quando não ganha, as pessoas notam.
Mas espera — o teste foi feito a um iPhone 12 Pro Max que ainda não estava finalizado. Quanto peso devemos dar a números de uma versão preliminar?
Exatamente. É por isso que a nota final do artigo é importante — os números podem subir quando o produto real chegar ao mercado.
E se subirem 16% como prometido, o iPhone consegue ganhar ao Snapdragon 865+?
Não. Se o iPhone tem 572 mil e o Snapdragon tem 600 mil, um aumento de 16% no iPhone coloca-o em torno de 663 mil. Mas isso é matemática — não sabemos se o Snapdragon também vai melhorar com otimizações.
Verdade. E há outro ponto: estes testes sintéticos não refletem necessariamente a experiência real de usar o telefone.
Então porque é que a Apple se importa com eles?
Porque a indústria inteira se importa. São números que as pessoas veem, que os jornalistas reportam, que influenciam a perceção de qualidade.
Mas o artigo não tem nenhuma declaração da Apple explicando o resultado. Não sabemos se eles estão preocupados, se acham que é normal, ou se têm uma explicação técnica.
Isso é uma falha do reporting?
Não é uma falha — é uma limitação. O artigo relata o que se sabe: os números, a comparação, a promessa de melhoria. Mas deixa em aberto a perspetiva da empresa.
O Pulso
- O iPhone 12 Pro Max registou 572.333 pontos no AnTuTu, um valor que seria impressionante noutro contexto, mas que ficou aquém dos 600 mil pontos alcançados por rivais Android.
- A Apple, que durante anos usou os benchmarks como vitrine de superioridade, viu essa narrativa invertida num único ciclo de testes preliminares.
- O A14 Bionic entregou os 16-17% de melhoria prometidos, mas a concorrência com Snapdragon 865+ acelerou ainda mais, tornando o progresso da Apple insuficiente para manter a liderança.
- A ressalva que trava conclusões definitivas: o dispositivo testado era uma versão pré-lançamento, e otimizações de software e hardware podem ainda alterar os resultados finais.
- A questão que fica suspensa no ar é se a versão comercial do iPhone 12 Pro Max conseguirá recuperar o trono dos benchmarks — ou se esta será uma nova realidade competitiva.
Durante setembro de 2020, os primeiros testes ao iPhone 12 Pro Max revelaram uma inversão simbólica: pela primeira vez em anos, dispositivos Android com Snapdragon 865+ superaram o topo de gama da Apple na plataforma AnTuTu. O A14 Bionic cumpriu o que a própria Apple prometeu — uma melhoria de cerca de 16% face à geração anterior —, mas o mundo à sua volta avançou mais depressa. É um momento raro em que a liderança não é perdida por falha, mas por insuficiência do progresso.
Em setembro de 2020, a Apple apresentou o processador A14 Bionic integrado no novo iPad Air, abrindo caminho para a chegada dos iPhones 12. Quando os primeiros testes de desempenho ao iPhone 12 Pro Max começaram a circular, o resultado surpreendeu pela negativa: 572.333 pontos no AnTuTu — um número sólido em abstrato, mas insuficiente perante a concorrência.
Dispositivos Android equipados com Snapdragon 865+ estavam a ultrapassar esse valor, alguns alcançando mais de 600 mil pontos. Era uma inversão rara: a Apple, habituada a ver os seus chips envergonharem a concorrência em testes sintéticos, estava agora a ficar para trás. O A14 Bionic trouxe melhorias reais — cerca de 16% face aos iPhone 11 Pro —, alinhadas com o que a própria empresa tinha prometido. O problema não era falha, era insuficiência.
Havia, porém, uma ressalva relevante: o dispositivo testado era ainda uma versão preliminar, não finalizada. Versões de pré-lançamento tendem a apresentar resultados abaixo do potencial real, por otimizações de software ainda em curso. Era possível que os números subissem quando o iPhone 12 Pro Max chegasse às lojas. A dúvida que permanecia era se essa melhoria seria suficiente para devolver à Apple a liderança que, por ora, tinha perdido.
A Apple apresentou o seu processador A14 Bionic numa terça-feira de setembro, integrado no novo iPad Air, antecipando a chegada dos iPhones 12 que se aproximavam. Dias depois, os primeiros testes de desempenho ao iPhone 12 Pro Max começaram a circular, e o resultado foi desapontante para quem esperava ver a empresa de Cupertino manter a sua habitual supremacia em benchmarks.
Na plataforma AnTuTu, o novo topo de gama registou 572.333 pontos — um número que, à primeira vista, parecia sólido. O problema era o contexto. Dispositivos Android equipados com o Snapdragon 865+ estavam a ultrapassar este resultado, alguns deles alcançando valores acima dos 600 mil pontos. Era uma inversão rara da ordem estabelecida: a Apple, que habitualmente via os seus processadores envergonharem a concorrência neste tipo de testes sintéticos, estava agora a ficar para trás.
O novo A14 Bionic trouxe, ainda assim, melhorias face à geração anterior. Os testes revelaram um aumento de desempenho na ordem dos 16% comparado com os iPhone 11 Pro do ano anterior. A própria Apple tinha prometido um incremento de cerca de 17%, portanto os números estavam alinhados com as expectativas internas da empresa. O processador estava a cumprir aquilo que tinha sido anunciado — o problema era que isso não era suficiente para manter a liderança que a marca tinha consolidado ao longo dos anos.
Há, porém, uma ressalva importante. O iPhone 12 Pro Max testado era ainda uma versão preliminar, não finalizada, do equipamento que seria lançado no mercado. É comum que versões de pré-lançamento apresentem resultados inferiores aos da versão comercial final, quer por otimizações de software ainda em curso, quer por ajustes de hardware. Quando o dispositivo chegasse às lojas, era possível que os valores no AnTuTu subissem. A questão que ficava em aberto era se essa melhoria seria suficiente para devolver à Apple o trono dos benchmarks que tinha perdido.
Citações Notáveis
A Apple prometeu um aumento de desempenho para o A14 Bionic de cerca de 17% face ao seu antecessor— Anúncio oficial da Apple