Quando a procura supera a oferta, revela-se algo sobre os desejos humanos: não basta ter — é preciso ter o melhor. A Apple encontra-se, no final de 2020, perante uma escassez que é, paradoxalmente, um sinal de triunfo, com os modelos iPhone 12 Pro e Pro Max a registarem esperas de 27 dias nos principais mercados e até janeiro de 2021 em Portugal. Um relatório da JP Morgan confirma que a produção não acompanha o entusiasmo dos consumidores, enquanto os modelos mais acessíveis da mesma família aguardam nas prateleiras — testemunho silencioso de que, quando há escolha, muitos preferem esperar pel
iPhone 12 Pro e Pro Max com esperas de 27 dias; procura supera produção da Apple
Consumidores nunca tiveram de esperar tanto tempo por um iPhone
Porque é que isto importa? É apenas um problema de stock, não é?
Não é apenas stock. É um sinal de que a Apple subestimou a procura pelos modelos premium. Quando os consumidores estão dispostos a esperar 27 dias, está a acontecer algo mais profundo — eles querem especificamente estes modelos, não estão apenas a comprar um iPhone.
Mas temos de ser claros: o relatório é da JP Morgan, não da Apple. A Apple não confirmou estes números. E 27 dias é uma média — alguns mercados podem ter esperas mais curtas ou mais longas.
E quanto aos modelos base? Porque é que eles têm disponibilidade normal?
Porque a procura é menor. Mesmo com preços mais acessíveis, os consumidores preferem esperar pelo Pro. Isso diz-nos que o preço não é o factor limitante — é o desejo pelo produto premium.
Ou diz-nos que a Apple alocou mais capacidade produtiva aos modelos Pro porque antecipava maior procura. Não sabemos realmente qual é a causa — se é procura excepcional ou planeamento de produção.
Em Portugal, as pessoas estão realmente a esperar um mês inteiro?
Segundo o site da Apple, sim. Quem encomendasse em dezembro só receberia em janeiro. Para muitos, isso significava perder o Natal.
Mas isso é o que o site dizia naquele momento específico. Os tempos de espera podem ter mudado dias depois. O artigo é de 7 de dezembro — não sabemos como a situação evoluiu.
Der Puls
- A Apple não consegue produzir iPhone 12 Pro e Pro Max com rapidez suficiente para responder à procura global, criando uma escassez sem precedentes na história recente da marca.
- Em Portugal, quem encomende agora só receberá o dispositivo a 7 de janeiro de 2021, eliminando qualquer hipótese de entrega a tempo do Natal.
- A JP Morgan, através do analista Samik Chatterjee, alerta que os consumidores nunca enfrentaram tempos de espera tão longos para um novo iPhone — cerca de 27 dias na maioria dos mercados.
- Os modelos base iPhone 12 e 12 Mini mantêm disponibilidade imediata, expondo uma divisão clara nas preferências do mercado: os consumidores querem os topos de gama, mesmo que isso implique esperar e pagar mais.
- A disparidade de disponibilidade entre modelos revela que o apelo das funcionalidades e do design Pro supera, para muitos utilizadores, tanto o custo elevado como a longa antecâmara da espera.
Quando a procura supera a oferta, revela-se algo sobre os desejos humanos: não basta ter — é preciso ter o melhor. A Apple encontra-se, no final de 2020, perante uma escassez que é, paradoxalmente, um sinal de triunfo, com os modelos iPhone 12 Pro e Pro Max a registarem esperas de 27 dias nos principais mercados e até janeiro de 2021 em Portugal. Um relatório da JP Morgan confirma que a produção não acompanha o entusiasmo dos consumidores, enquanto os modelos mais acessíveis da mesma família aguardam nas prateleiras — testemunho silencioso de que, quando há escolha, muitos preferem esperar pelo que consideram extraordinário.
A Apple deparava-se, no início de dezembro de 2020, com um problema invejável: não havia iPhones suficientes para todos os que os queriam. Desde o lançamento da série iPhone 12, os modelos Pro destacaram-se como os favoritos do público, e a chegada do Pro Max não fez senão intensificar essa tendência.
Um relatório da JP Morgan, citado pela AppleInsider, tornava os números inegáveis. O analista Samik Chatterjee sublinhava que os consumidores nunca tinham enfrentado esperas tão prolongadas por um novo iPhone — cerca de 27 dias na maioria dos mercados. Em Portugal, a situação era ainda mais extrema: as estimativas de entrega no site oficial da Apple apontavam para 7 de janeiro de 2021, o que significava que qualquer encomenda feita naquele momento chegaria apenas na primeira semana do ano novo, muito depois do Natal.
O contraste com os modelos mais acessíveis era revelador. O iPhone 12 e o 12 Mini apresentavam disponibilidade normal em Portugal, com entregas previstas ainda antes do fim da semana. A mensagem do mercado era clara: apesar dos preços substancialmente mais elevados, eram os topos de gama que concentravam o desejo dos consumidores — dispostos a esperar mais de um mês e a pagar um prémio considerável para aceder ao melhor que a Apple tinha para oferecer.
A Apple enfrentava um problema que qualquer fabricante gostaria de ter: não conseguia produzir iPhones com rapidez suficiente para satisfazer a procura. Desde o lançamento da série iPhone 12, ficou claro que os modelos Pro eram os preferidos dos consumidores. Quando o iPhone 12 Pro Max chegou ao mercado, essa tendência intensificou-se, estendendo-se agora aos dois topos de gama da gama.
Um relatório da JP Morgan, a que a publicação AppleInsider teve acesso, confirmava o que os números de encomenda já sugeriam: a capacidade produtiva da empresa não acompanhava o entusiasmo dos clientes. Samik Chatterjee, autor do documento, observava que os consumidores nunca tinham enfrentado tempos de espera tão prolongados para receber um novo iPhone. Na maioria dos mercados, quem quisesse um iPhone 12 Pro ou Pro Max tinha de contar com uma espera de aproximadamente 27 dias.
Em Portugal, a situação era ainda mais pronunciada. Consultando o site oficial da Apple para o país, as estimativas de entrega para ambos os modelos apontavam para 7 de janeiro de 2021. Isto significava que qualquer pessoa que submetesse uma encomenda naquele momento — início de dezembro — só receberia o seu novo telefone na primeira semana do ano novo. Para quem esperava receber o dispositivo como presente de Natal, a notícia era desastrosa. O prazo era simplesmente demasiado longo.
O fenómeno, porém, não era universal dentro da gama iPhone 12. Os modelos mais acessíveis — o iPhone 12 Mini e o iPhone 12 base — apresentavam tempos de entrega considerados normais em Portugal. Quem optasse por um destes modelos poderia esperar receber o seu novo telefone até ao final da semana. A disparidade era reveladora: apesar dos preços significativamente mais elevados dos modelos Pro, eram precisamente estes que geravam a maior procura entre os utilizadores iOS. Os consumidores estavam dispostos a esperar mais de um mês e a pagar um prémio substancial para ter acesso às funcionalidades e ao design dos topos de gama. A disponibilidade imediata dos modelos base, em contraste, sugeria que o mercado tinha preferências bem definidas — e essas preferências apontavam para o topo da gama, independentemente do custo ou do tempo de espera.
Bemerkenswerte Zitate
A produção dos iPhone 12 Pro e iPhone 12 Pro Max não é suficiente para acompanhar a procura— Relatório da JP Morgan, citado por Samik Chatterjee