Na 67ª edição da ModaLisboa, a indústria portuguesa de calçado escolheu nadar contra a maré: em vez de celebrar a velocidade, propôs a gentileza como filosofia de produção e consumo. Sob o tema 'Kindness', a APICCAPS convidou consumidores e produtores a reconhecerem que fazer melhor exige, antes de tudo, fazer mais devagar. É um gesto raro num setor global que raramente para para respirar.
Indústria portuguesa de calçado defende desaceleração e consciência na ModaLisboa
Fazer melhor não significa apenas produzir melhor
O que exatamente significa "Kindness" neste contexto? Parece um conceito bastante amplo para uma indústria de calçado.
É um convite à desaceleração. Num mundo que não para, a indústria portuguesa está a dizer: vamos fazer uma pausa, vamos pensar em como consumimos e produzimos. Pequenas escolhas conscientes podem ter impacto real.
Mas quem está a ouvir? É uma mensagem para os consumidores finais ou para outros produtores? Porque se for apenas para o público de uma feira de moda, o alcance é limitado.
A mensagem estende-se a ambos. Aos consumidores, sim, mas também ao próprio setor. A indústria portuguesa está a posicionar-se como alternativa ao fast fashion.
E como é que isso se traduz em prática? Produtos mais caros? Menos variedade?
Produtos duradouros, trabalho especializado valorizado, soluções inovadoras para sustentabilidade. Não é sobre fazer menos, é sobre fazer melhor.
Mas o artigo não dá exemplos concretos. Não sabemos quais são essas "novas soluções" ou como os produtores estão a implementar isto. É uma intenção declarada, não uma mudança comprovada.
É verdade. A ModaLisboa foi o espaço para apresentar essa visão. O que vem depois é a execução.
Então isto é mais um manifesto do que uma realidade consolidada?
Exatamente. É uma declaração de intenções. O setor português tem a reputação e o conhecimento; agora está a dizer publicamente que quer usar isso de forma diferente.
Il Polso
- A indústria da moda vive sob pressão constante para acelerar ciclos de produção, e o calçado português recusa-se a ceder a essa lógica.
- Na ModaLisboa, a Portuguese Soul by APICCAPS lançou 'Kindness' como manifesto: pequenas escolhas conscientes podem reconfigurar cadeias inteiras de produção e consumo.
- O setor posiciona-se estrategicamente não pelo preço mais baixo nem pela entrega mais rápida, mas pela durabilidade, pelo saber-fazer geracional e pela responsabilidade ambiental.
- A mensagem chegou em dois sentidos: aos consumidores, um convite a repensar o que compram; ao setor, um mapa para competir com identidade própria num mercado dominado pelo fast fashion.
Na 67ª edição da ModaLisboa, a indústria portuguesa de calçado escolheu nadar contra a maré: em vez de celebrar a velocidade, propôs a gentileza como filosofia de produção e consumo. Sob o tema 'Kindness', a APICCAPS convidou consumidores e produtores a reconhecerem que fazer melhor exige, antes de tudo, fazer mais devagar. É um gesto raro num setor global que raramente para para respirar.
Na 67ª edição da ModaLisboa, a indústria portuguesa de calçado apresentou uma mensagem deliberadamente contracorrente. Sob o tema 'Kindness', a mostra coletiva Portuguese Soul by APICCAPS propôs uma pausa — um convite à desaceleração num mundo onde tudo acontece a velocidade máxima, sem margem para respiração.
A reflexão central girava em torno de como consumimos e nos relacionamos com os objetos que nos rodeiam. A premissa era clara: pequenas escolhas conscientes podem gerar impactos significativos. Não um apelo vago à responsabilidade, mas uma proposta estruturada sobre como a indústria portuguesa pode posicionar-se num mercado global cada vez mais acelerado.
Reconhecido internacionalmente pela qualidade e pelo conhecimento acumulado ao longo de gerações, o setor apresentou-se como exemplo vivo dessa possibilidade: produtos duradouros, trabalho especializado e soluções inovadoras que respondem aos desafios da sustentabilidade. Um equilíbrio deliberado entre tradição e inovação — não uma rejeição do novo, mas uma recusa em sacrificar a qualidade em nome da velocidade.
'Kindness' funciona, neste contexto, como uma declaração de intenções. Fazer melhor significa trabalhar de forma mais consciente, respeitar os recursos disponíveis e privilegiar processos que colocam a qualidade acima da rapidez. A mensagem dirigia-se tanto aos consumidores — convidados a repensar as suas escolhas — quanto ao próprio setor, que afirma não competir pelo preço mais baixo, mas pela durabilidade e pela responsabilidade ambiental. Uma alternativa clara ao modelo de fast fashion que domina o mercado global.
Na 67ª edição da ModaLisboa, a indústria portuguesa de calçado apresentou uma mensagem que vai contra a corrente do ritmo frenético que caracteriza o mundo contemporâneo. Sob o tema "Kindness", a mostra coletiva Portuguese Soul by APICCAPS propôs uma pausa — um convite à desaceleração num contexto onde tudo parece acontecer a velocidade máxima, sem margem para respiração.
A reflexão central girava em torno de como consumimos, produzimos e nos relacionamos com os objetos que nos rodeiam. A premissa era clara: pequenas escolhas conscientes podem gerar impactos significativos. Não se tratava de um apelo vago à responsabilidade, mas de uma proposta estruturada sobre a forma como a indústria portuguesa poderia posicionar-se num mercado global cada vez mais acelerado.
O setor português de calçado, reconhecido internacionalmente pela qualidade e pelo conhecimento acumulado ao longo de gerações, apresentou-se como um exemplo vivo dessa possibilidade. A estratégia passa por criar produtos duradouros, valorizar o trabalho especializado e desenvolver soluções inovadoras capazes de responder aos desafios da sustentabilidade. Trata-se de um equilíbrio deliberado entre a tradição e a inovação — não uma rejeição do novo, mas uma recusa em sacrificar a qualidade em nome da velocidade.
Kindness, neste contexto, funciona como uma declaração de intenções. Fazer melhor não significa apenas produzir melhor; significa trabalhar de forma mais consciente, respeitar os recursos disponíveis e privilegiar processos que colocam a qualidade acima da rapidez. É uma ideia aparentemente simples, mas que ganha peso significativo num momento em que a indústria da moda enfrenta pressões constantes para acelerar ciclos de produção e consumo.
A mensagem dirigia-se tanto aos consumidores quanto ao próprio setor. Para os primeiros, era um convite a repensar as escolhas de compra. Para o segundo, era um posicionamento estratégico: a indústria portuguesa não compete pela velocidade ou pelo preço mais baixo, mas pela durabilidade, pela qualidade do trabalho e pela responsabilidade ambiental. Num contexto de mudança constante, essa aposta representa uma alternativa clara ao modelo de fast fashion que domina o mercado global.
Citazioni salienti
Pequenas escolhas podem ter um impacto significativo— Proposta central da apresentação coletiva
Fazer melhor significa trabalhar de forma mais consciente, respeitar os recursos disponíveis e valorizar processos que privilegiam a qualidade em detrimento da rapidez— Mensagem da indústria portuguesa de calçado na ModaLisboa