Em Salvador, um hospital universitário público está prestes a romper uma fronteira geográfica e social ao introduzir no Norte e Nordeste do Brasil uma tecnologia laser de ponta para tratar a próstata — uma condição que silenciosamente compromete a dignidade e o sono de milhões de homens. O gesto vai além da cirurgia: ao treinar médicos enquanto opera pacientes do SUS, o Hupes-UFBA aposta que a excelência em saúde pode ser ensinada, multiplicada e democratizada. É um lembrete de que a inovação só cumpre seu propósito quando alcança quem mais precisa.
Hupes-UFBA será primeiro hospital do Norte e Nordeste a usar laser CyberHo Magneto
Recuperação rápida, internação reduzida, mínimas chances de sequelas
Por que este equipamento específico é tão importante? Existem outras formas de tratar a hiperplasia prostática.
Existem, mas a maioria é mais invasiva. O CyberHo Magneto usa laser para remover o tecido sem cortes, o que significa recuperação muito mais rápida e menos risco de complicações.
Mas a técnica Holep não é nova — está no Brasil desde 2016. Por que ainda é tão rara?
Porque o equipamento é caro e poucos hospitais têm acesso. Além disso, poucos médicos foram treinados. É um ciclo: sem demanda, não há investimento; sem investimento, não há capacitação.
E esses seis pacientes que serão operados durante o curso — eles foram escolhidos por quê?
Todos têm entre 50 e 70 anos e apresentam quadros graves. Alguns dependem de sonda vesical apenas para conseguir urinar. Para eles, este procedimento é transformador.
Mas o curso é em setembro. Depois disso, o equipamento fica disponível no Hupes regularmente?
A expectativa é que sim, mas o texto não confirma isso explicitamente. A instituição diz que espera ampliar o acesso conforme mais profissionais sejam capacitados.
Então o que muda concretamente para os pacientes do SUS em Salvador?
No curto prazo, seis homens recebem um tratamento de ponta. No longo prazo, se o equipamento ficar disponível, muitos mais poderão acessá-lo.
Quantos urologistas serão treinados? O texto não diz.
Não, não diz. Sabemos que Lucas Batista e Felipe Pugliesi conduzem o curso, mas não sabemos quantos participantes ou quantos hospitais além do Hupes poderão usar a técnica depois.
El Pulso
- Seis homens entre 50 e 70 anos, alguns incapazes de urinar sem sonda, aguardam uma cirurgia que pode devolver-lhes autonomia e dignidade.
- O CyberHo Magneto, laser disponível no Brasil desde 2016, permanece raro no sistema público — sua chegada a Salvador expõe uma desigualdade histórica no acesso a tratamentos de ponta.
- Nos dias 5 e 6 de setembro, o Hupes-UFBA transforma o bloco cirúrgico em sala de aula, com urologistas aprendendo a técnica Holep em tempo real durante cirurgias ao vivo.
- A tecnologia minimamente invasiva promete recuperação em dias, não semanas, e risco mínimo de sequelas — um contraste direto com os procedimentos mais agressivos ainda predominantes no SUS.
- A aposta institucional é clara: capacitar mais profissionais para tornar o tratamento rotineiro no hospital público, criando um modelo replicável para toda a região.
Em Salvador, um hospital universitário público está prestes a romper uma fronteira geográfica e social ao introduzir no Norte e Nordeste do Brasil uma tecnologia laser de ponta para tratar a próstata — uma condição que silenciosamente compromete a dignidade e o sono de milhões de homens. O gesto vai além da cirurgia: ao treinar médicos enquanto opera pacientes do SUS, o Hupes-UFBA aposta que a excelência em saúde pode ser ensinada, multiplicada e democratizada. É um lembrete de que a inovação só cumpre seu propósito quando alcança quem mais precisa.
Em Salvador, o Hospital Universitário Professor Edgard Santos está prestes a fazer história. Nos dias 5 e 6 de setembro, a instituição se tornará o primeiro hospital do Norte e Nordeste a operar o CyberHo Magneto, laser de última geração para tratar a hiperplasia prostática benigna — condição que afeta milhões de homens, comprometendo o sono, o fluxo urinário e a qualidade de vida. A tecnologia existe no Brasil desde 2016, mas permanece rara no sistema público de saúde.
O que torna o evento singular é sua dupla natureza: trata-se ao mesmo tempo de um curso de capacitação em urologia e de uma série de cirurgias ao vivo. Seis pacientes do SUS, todos entre 50 e 70 anos, alguns dependentes de sonda vesical, receberão o procedimento enquanto médicos aprendem a dominar a técnica Holep — a enucleação a laser. Para esses pacientes, é uma chance concreta de recuperar autonomia. Para os médicos, é o domínio de uma ferramenta que trabalha com precisão milimétrica, sem cortes, com recuperação em poucos dias e mínimo risco de complicações.
Lucas Batista, chefe do Serviço de Urologia do Hupes-UFBA, conduzirá o treinamento ao lado de Felipe Pugliesi, especialista em cirurgia robótica e membro da Sociedade Brasileira de Urologia. O objetivo declarado é duplo: cuidar dos pacientes presentes e criar capacidade local para atender muitos outros no futuro.
O que está em jogo vai além do fim de semana. Se mais urologistas forem treinados e o equipamento se tornar disponível em mais hospitais públicos, o impacto sobre uma condição tão prevalente pode ser significativo. O Hupes-UFBA aposta em um modelo que combina inovação, ensino e cuidado — com a convicção de que a excelência em saúde não precisa ser privilégio.
Em Salvador, o Hospital Universitário Professor Edgard Santos está prestes a fazer história. Nos dias 5 e 6 de setembro, a instituição se tornará o primeiro hospital do Norte e Nordeste a operar o CyberHo Magneto, um laser de última geração desenvolvido para tratar a hiperplasia prostática benigna — aquela condição que faz homens acordarem várias vezes à noite para urinar, que enfraquece o fluxo, que deixa a bexiga nunca completamente vazia. É uma tecnologia que existe no Brasil desde 2016, mas permanece rara, especialmente no sistema público de saúde.
O que torna este fim de semana especial é que não se trata apenas de um procedimento isolado. O Hupes-UFBA está organizando um curso de capacitação em urologia onde médicos aprenderão a dominar a técnica Holep — a enucleação a laser — enquanto seis pacientes do SUS recebem cirurgias ao vivo. Esses pacientes, todos entre 50 e 70 anos, chegam ao hospital com problemas graves: disfunções urinárias significativas, alguns dependentes de sonda vesical apenas para conseguir urinar. Para eles, este procedimento representa uma chance de recuperar a qualidade de vida.
A técnica em si é elegante em sua simplicidade. Não há cortes. O laser trabalha com precisão milimétrica, removendo o tecido prostático aumentado sem danificar estruturas vizinhas. A recuperação é rápida — os pacientes saem do hospital em poucos dias, não semanas. As chances de complicações são mínimas. Lucas Batista, chefe do Serviço de Urologia do Hupes-UFBA, conduzirá o treinamento com apoio de Felipe Pugliesi, especialista em cirurgia robótica e membro da Sociedade Brasileira de Urologia. "O objetivo é oferecer qualidade de vida a esses homens, ao mesmo tempo em que capacitamos médicos urologistas com uma técnica segura, eficaz e minimamente invasiva", explica Batista.
O que está em jogo aqui vai além dos seis pacientes que serão operados naquele fim de semana. A hiperplasia prostática benigna é uma condição comum — afeta milhões de homens em idade avançada. Mas o acesso a tratamentos de ponta permanece desigual. A maioria dos pacientes do SUS ainda passa por procedimentos mais invasivos, com recuperação mais lenta e maior risco de sequelas. Se mais urologistas forem treinados nesta técnica, se o equipamento se tornar disponível em mais hospitais públicos, o impacto será significativo.
O Hupes-UFBA já vinha ampliando sua oferta de treinamentos de alta complexidade em parceria com instituições de referência. Este curso representa um passo adiante nessa direção — não apenas trazendo tecnologia de ponta para Salvador, mas criando capacidade local para sustentá-la. A expectativa institucional é clara: quanto mais profissionais capacitados, mais viável se torna oferecer este tratamento rotineiramente no hospital público. É um modelo que combina inovação, ensino e cuidado, apostando que a excelência em saúde não precisa ser privilégio.
Citas Notables
O objetivo é oferecer qualidade de vida a esses homens, ao mesmo tempo em que capacitamos médicos urologistas com uma técnica segura, eficaz e minimamente invasiva— Lucas Batista, chefe do Serviço de Urologia do Hupes-UFBA