Hupes-UFBA será primeiro hospital do Norte e Nordeste a usar laser CyberHo Magneto

Seis pacientes com disfunções urinárias graves e dependência de sonda vesical receberão tratamento cirúrgico minimamente invasivo.
Recuperação rápida, internação reduzida, mínimas chances de sequelas
Os benefícios da técnica Holep para pacientes com hiperplasia prostática benigna grave.
Mark

Por que este equipamento específico é tão importante? Existem outras formas de tratar a hiperplasia prostática.

Mimi

Existem, mas a maioria é mais invasiva. O CyberHo Magneto usa laser para remover o tecido sem cortes, o que significa recuperação muito mais rápida e menos risco de complicações.

Luke

Mas a técnica Holep não é nova — está no Brasil desde 2016. Por que ainda é tão rara?

Mimi

Porque o equipamento é caro e poucos hospitais têm acesso. Além disso, poucos médicos foram treinados. É um ciclo: sem demanda, não há investimento; sem investimento, não há capacitação.

Mark

E esses seis pacientes que serão operados durante o curso — eles foram escolhidos por quê?

Mimi

Todos têm entre 50 e 70 anos e apresentam quadros graves. Alguns dependem de sonda vesical apenas para conseguir urinar. Para eles, este procedimento é transformador.

Luke

Mas o curso é em setembro. Depois disso, o equipamento fica disponível no Hupes regularmente?

Mimi

A expectativa é que sim, mas o texto não confirma isso explicitamente. A instituição diz que espera ampliar o acesso conforme mais profissionais sejam capacitados.

Mark

Então o que muda concretamente para os pacientes do SUS em Salvador?

Mimi

No curto prazo, seis homens recebem um tratamento de ponta. No longo prazo, se o equipamento ficar disponível, muitos mais poderão acessá-lo.

Luke

Quantos urologistas serão treinados? O texto não diz.

Mimi

Não, não diz. Sabemos que Lucas Batista e Felipe Pugliesi conduzem o curso, mas não sabemos quantos participantes ou quantos hospitais além do Hupes poderão usar a técnica depois.

  • Seis homens entre 50 e 70 anos, alguns incapazes de urinar sem sonda, aguardam uma cirurgia que pode devolver-lhes autonomia e dignidade.
  • O CyberHo Magneto, laser disponível no Brasil desde 2016, permanece raro no sistema público — sua chegada a Salvador expõe uma desigualdade histórica no acesso a tratamentos de ponta.
  • Nos dias 5 e 6 de setembro, o Hupes-UFBA transforma o bloco cirúrgico em sala de aula, com urologistas aprendendo a técnica Holep em tempo real durante cirurgias ao vivo.
  • A tecnologia minimamente invasiva promete recuperação em dias, não semanas, e risco mínimo de sequelas — um contraste direto com os procedimentos mais agressivos ainda predominantes no SUS.
  • A aposta institucional é clara: capacitar mais profissionais para tornar o tratamento rotineiro no hospital público, criando um modelo replicável para toda a região.

Em Salvador, um hospital universitário público está prestes a romper uma fronteira geográfica e social ao introduzir no Norte e Nordeste do Brasil uma tecnologia laser de ponta para tratar a próstata — uma condição que silenciosamente compromete a dignidade e o sono de milhões de homens. O gesto vai além da cirurgia: ao treinar médicos enquanto opera pacientes do SUS, o Hupes-UFBA aposta que a excelência em saúde pode ser ensinada, multiplicada e democratizada. É um lembrete de que a inovação só cumpre seu propósito quando alcança quem mais precisa.

Em Salvador, o Hospital Universitário Professor Edgard Santos está prestes a fazer história. Nos dias 5 e 6 de setembro, a instituição se tornará o primeiro hospital do Norte e Nordeste a operar o CyberHo Magneto, laser de última geração para tratar a hiperplasia prostática benigna — condição que afeta milhões de homens, comprometendo o sono, o fluxo urinário e a qualidade de vida. A tecnologia existe no Brasil desde 2016, mas permanece rara no sistema público de saúde.

O que torna o evento singular é sua dupla natureza: trata-se ao mesmo tempo de um curso de capacitação em urologia e de uma série de cirurgias ao vivo. Seis pacientes do SUS, todos entre 50 e 70 anos, alguns dependentes de sonda vesical, receberão o procedimento enquanto médicos aprendem a dominar a técnica Holep — a enucleação a laser. Para esses pacientes, é uma chance concreta de recuperar autonomia. Para os médicos, é o domínio de uma ferramenta que trabalha com precisão milimétrica, sem cortes, com recuperação em poucos dias e mínimo risco de complicações.

Lucas Batista, chefe do Serviço de Urologia do Hupes-UFBA, conduzirá o treinamento ao lado de Felipe Pugliesi, especialista em cirurgia robótica e membro da Sociedade Brasileira de Urologia. O objetivo declarado é duplo: cuidar dos pacientes presentes e criar capacidade local para atender muitos outros no futuro.

O que está em jogo vai além do fim de semana. Se mais urologistas forem treinados e o equipamento se tornar disponível em mais hospitais públicos, o impacto sobre uma condição tão prevalente pode ser significativo. O Hupes-UFBA aposta em um modelo que combina inovação, ensino e cuidado — com a convicção de que a excelência em saúde não precisa ser privilégio.

Em Salvador, o Hospital Universitário Professor Edgard Santos está prestes a fazer história. Nos dias 5 e 6 de setembro, a instituição se tornará o primeiro hospital do Norte e Nordeste a operar o CyberHo Magneto, um laser de última geração desenvolvido para tratar a hiperplasia prostática benigna — aquela condição que faz homens acordarem várias vezes à noite para urinar, que enfraquece o fluxo, que deixa a bexiga nunca completamente vazia. É uma tecnologia que existe no Brasil desde 2016, mas permanece rara, especialmente no sistema público de saúde.

O que torna este fim de semana especial é que não se trata apenas de um procedimento isolado. O Hupes-UFBA está organizando um curso de capacitação em urologia onde médicos aprenderão a dominar a técnica Holep — a enucleação a laser — enquanto seis pacientes do SUS recebem cirurgias ao vivo. Esses pacientes, todos entre 50 e 70 anos, chegam ao hospital com problemas graves: disfunções urinárias significativas, alguns dependentes de sonda vesical apenas para conseguir urinar. Para eles, este procedimento representa uma chance de recuperar a qualidade de vida.

A técnica em si é elegante em sua simplicidade. Não há cortes. O laser trabalha com precisão milimétrica, removendo o tecido prostático aumentado sem danificar estruturas vizinhas. A recuperação é rápida — os pacientes saem do hospital em poucos dias, não semanas. As chances de complicações são mínimas. Lucas Batista, chefe do Serviço de Urologia do Hupes-UFBA, conduzirá o treinamento com apoio de Felipe Pugliesi, especialista em cirurgia robótica e membro da Sociedade Brasileira de Urologia. "O objetivo é oferecer qualidade de vida a esses homens, ao mesmo tempo em que capacitamos médicos urologistas com uma técnica segura, eficaz e minimamente invasiva", explica Batista.

O que está em jogo aqui vai além dos seis pacientes que serão operados naquele fim de semana. A hiperplasia prostática benigna é uma condição comum — afeta milhões de homens em idade avançada. Mas o acesso a tratamentos de ponta permanece desigual. A maioria dos pacientes do SUS ainda passa por procedimentos mais invasivos, com recuperação mais lenta e maior risco de sequelas. Se mais urologistas forem treinados nesta técnica, se o equipamento se tornar disponível em mais hospitais públicos, o impacto será significativo.

O Hupes-UFBA já vinha ampliando sua oferta de treinamentos de alta complexidade em parceria com instituições de referência. Este curso representa um passo adiante nessa direção — não apenas trazendo tecnologia de ponta para Salvador, mas criando capacidade local para sustentá-la. A expectativa institucional é clara: quanto mais profissionais capacitados, mais viável se torna oferecer este tratamento rotineiramente no hospital público. É um modelo que combina inovação, ensino e cuidado, apostando que a excelência em saúde não precisa ser privilégio.

O objetivo é oferecer qualidade de vida a esses homens, ao mesmo tempo em que capacitamos médicos urologistas com uma técnica segura, eficaz e minimamente invasiva
— Lucas Batista, chefe do Serviço de Urologia do Hupes-UFBA
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