Ataque ao Aeroporto Rei Khalid matou 13 pessoas e feriu 308 no sábado, o mais letal contra a Arábia Saudita em mais de uma década. Houthis voltaram a bombardear o mesmo aeroporto no domingo, deixando mais um morto e 11 feridos, enquanto ameaçam novas ofensivas.
Houthis intensificam bombardeios à Arábia Saudita; Trump avalia intervenção militar dos EUA
Talvez. Vamos analisar isso. Agimos muito rapidamente.
Por que esses ataques dos Houthis estão acontecendo agora, com essa intensidade?
Os Houthis estão aproveitando o apoio do Irã para pressionar a Arábia Saudita em um momento em que a guerra regional se intensificou. Eles também retomaram os ataques em julho após acusarem os sauditas de disparar contra o aeroporto de Sanaa.
Mas precisamos ser claros: a fonte diz que os Houthis "reconheceram ter realizado ofensivas" nos últimos dias, mas não reivindicaram imediatamente o ataque de sábado. Então há uma diferença entre o que eles confirmaram e o que está sendo atribuído a eles.
E quanto à morte do americano — isso muda a posição dos EUA?
Muda porque Trump agora está falando abertamente sobre possível intervenção militar. Ele disse que vai analisar e conversar com o príncipe herdeiro saudita. É um sinal de que Washington está considerando se envolver mais diretamente.
Mas Trump foi vago. Ele disse "talvez" e "vamos analisar". Não é um compromisso. E a fonte nota que isso seria impopular — o Partido Republicano está preocupado com as eleições legislativas de meio de mandato.
Qual é o alcance real desses ataques? Estamos falando de uma ameaça existencial ou de ataques pontuais?
Os Houthis controlam áreas próximas ao estreito de Bab el-Mandeb, que é vital para o transporte marítimo de petróleo. Então não é apenas sobre os aeroportos — é sobre a capacidade deles de interromper rotas comerciais globais.
Verdade, mas a fonte não diz que eles já interromperam o transporte. Ela diz que "ameaça provocar novas interrupções". É importante distinguir entre ameaça e realidade concreta.
Como isso se conecta com o Irã?
Os Houthis são apoiados pelo Irã e estão ajudando Teerã a pressionar a Arábia Saudita, que é aliada dos EUA. É uma forma de Teerã ampliar sua influência sem agir diretamente.
A fonte diz que os Houthis "até recentemente haviam permanecido, em grande parte, à margem da guerra com o Irã". Então essa é uma mudança recente no papel deles. Não é uma aliança de longa data.
Le Pouls
- Ataque de sábado matou 13 pessoas e feriu 308 no Aeroporto Rei Khalid
- Bombardeio de domingo deixou um morto e 11 feridos no mesmo aeroporto
- Vítimas incluem cidadãos de 9 nacionalidades diferentes
- Houthis controlam áreas próximas ao estreito de Bab el-Mandeb
- Trump considera intervenção militar americana ao lado da Arábia Saudita
Ataque ao Aeroporto Rei Khalid matou 13 pessoas e feriu 308 no sábado, o mais letal contra a Arábia Saudita em mais de uma década. Houthis voltaram a bombardear o mesmo aeroporto no domingo, deixando mais um morto e 11 feridos, enquanto ameaçam novas ofensivas.
Houthis bombardeiam aeroporto de Riad pela segunda vez em dois dias, deixando 13 mortos e mais de 300 feridos no ataque anterior. Trump avalia participação militar dos EUA contra os rebeldes apoiados pelo Irã.
O Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, foi bombardeado pela segunda vez em dois dias neste domingo, deixando um morto e 11 feridos. O ataque ocorreu menos de 24 horas após a ofensiva mais letal contra a Arábia Saudita em mais de uma década — um bombardeio que matou 13 pessoas e deixou 308 feridas no sábado. Os Houthis, grupo rebelde iemenita apoiado pelo Irã, também atacaram o aeroporto de Dammam, no leste do país, intensificando uma campanha que tem forçado autoridades sauditas a tomar medidas drásticas de segurança e levado o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a considerar uma intervenção militar americana na região.
As consequências imediatas dos ataques foram sentidas em toda a capital. O Aeroporto Rei Khalid permaneceu fechado até pelo menos as 21h de domingo, segundo dados do Flightradar24, deixando centenas de voos cancelados ou atrasados. As escolas de Riad foram ordenadas a manter atividades exclusivamente on-line até o fim da semana. Companhias aéreas, passageiros e seguradoras expressaram crescente preocupação com a segurança das operações no reino. O porta-voz militar dos Houthis, general Yahya Saree, reiterou ameaças públicas contra instalações sauditas, descrevendo aeroportos e espaço aéreo como "alvos potenciais e locais de operações de nossas forças", embora tenha excluído as cidades sagradas de Meca e Medina das ameaças.
O ataque de sábado atingiu um complexo abrigando os terminais 3 e 4, destinados a voos domésticos, causando danos generalizados. Entre os 13 mortos estavam quatro cidadãos sauditas, dois de Bangladesh, um americano, um palestino, um egípcio, um jordaniano, um sírio e um sudanês. Alguns dos 309 feridos permaneciam em estado crítico. Embora os Houthis não tenham reivindicado imediatamente a responsabilidade pelo ataque de sábado, o grupo reconheceu ter realizado ofensivas contra aeroportos e instalações petrolíferas sauditas nos últimos dias. A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita classificou a ofensiva como um "crime de guerra" e prometeu responder aos rebeldes.
A morte de um cidadão americano no ataque de sábado trouxe Washington diretamente para a questão. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, condenou as ofensivas contra o reino e confirmou a morte do americano. Trump, por sua vez, afirmou que os Estados Unidos poderiam se juntar à Arábia Saudita em operações militares contra os houthis, dizendo que pretendia conversar com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, sobre a situação. Quando questionado sobre a possibilidade de participação americana, Trump respondeu: "Talvez. Vamos analisar isso. Acabamos de saber do ataque recente, então tomaremos uma decisão. Agimos muito rapidamente." Uma eventual intervenção americana aprofundaria o envolvimento dos EUA em uma guerra regional impopular, em um momento de preocupação do Partido Republicano com as eleições legislativas de meio de mandato.
Os Houthis, que até recentemente haviam permanecido à margem da guerra entre EUA, Israel e Irã iniciada em fevereiro, agora ajudam Teerã a pressionar a Arábia Saudita, um importante aliado de Washington. Além dos ataques contra instalações sauditas, o controle do grupo sobre áreas próximas ao estreito de Bab el-Mandeb ameaça provocar novas interrupções no transporte marítimo de petróleo. A passagem é uma alternativa estratégica ao Estreito de Ormuz, onde o Irã vem atacando embarcações. A intensificação das ofensivas ocorre após a coalizão liderada pela Arábia Saudita lançar uma grande operação militar contra os houthis, com apoio aéreo às forças do governo iemenita, com o objetivo de reverter os recentes avanços territoriais dos rebeldes ao longo do Mar Vermelho.
O Ministério da Saúde administrado pelos houthis afirma que 91 iemenitas morreram e 168 ficaram feridos em ataques da coalizão saudita nas últimas cinco semanas, sendo mulheres e crianças a maior parte. Os confrontos entre o reino e os rebeldes remontam a 2015, quando Riad interveio na guerra civil iemenita em apoio ao governo reconhecido internacionalmente. A relativa calmaria estabelecida após um cessar-fogo em 2022 terminou em julho, quando os houthis retomaram os ataques após acusarem os sauditas de disparar contra o aeroporto de Sanaa durante a tentativa de pouso de um avião vindo do Irã.
O ataque provocou condenações generalizadas de governos e organismos internacionais. O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar "profundamente chocado" e classificou a ofensiva como uma "violação do direito internacional". A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que o episódio representa uma "escalada perigosa" e alertou que os ataques estão desestabilizando importantes redes globais de transporte e energia. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, classificou a ofensiva como uma "grave ameaça à paz e à estabilidade regionais". Egito, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Líbano e Síria também condenaram o ataque. O Iraque, em particular, reiterou sua oposição à escalada militar e defendeu o diálogo como alternativa à violência, enquanto o Catar afirmou que a segurança saudita é parte integrante da segurança regional coletiva.
Citations marquantes
As instalações são alvos potenciais e locais de operações de nossas forças— General Yahya Saree, porta-voz militar dos Houthis
Talvez. Vamos analisar isso. Acabamos de saber do ataque recente, então tomaremos uma decisão— Donald Trump, presidente dos EUA