Hospital Amadora-Sintra constrói nova UCI com 15 camas para dezembro

Contexto de pressão hospitalar significativa com elevado número de doentes covid-19 internados na região, justificando expansão urgente de capacidade de cuidados intensivos.
Uma obra que comprime meses num período bastante curto
A urgência da pandemia forçou a antecipação de um projeto de expansão hospitalar originalmente agendado para 2021.
Mark

Porque é que este hospital em particular precisava de expandir tão rapidamente? Havia sinais de que as camas existentes estavam saturadas?

Mimi

O HFF era um dos hospitais da região com o maior número de doentes covid-19 internados desde o início da pandemia. Não era apenas uma questão de números — era a pressão real sobre os médicos e enfermeiros, e a necessidade de não cancelar cirurgias oncológicas porque não havia camas de cuidados intensivos disponíveis.

Mark

Mas se a obra estava planeada para 2021, o que mudou entre o planeamento original e outubro de 2020?

Mimi

A pandemia acelerou tudo. O que era uma expansão estrutural prevista tornou-se uma necessidade urgente. Comprimiram meses de trabalho num período bastante curto porque não havia tempo para esperar.

Mark

A nova unidade vai ocupar o espaço de cirurgia ambulatória — isso não cria um problema noutro lado?

Mimi

É um compromisso. A localização junto à medicina intensiva, urgência e bloco operatório era estratégica. E a realidade era que naquele momento, a capacidade de cuidados intensivos era mais crítica do que a cirurgia ambulatória.

Mark

Qual era o rácio de camas antes e depois?

Mimi

Passava de 2,6 camas por 100 mil habitantes para cinco. Ainda não era abundância, mas aproximava-se da média nacional e permitia cuidados de melhor qualidade.

Mark

E a equipa médica — onde é que saía?

Mimi

Parte vinha da reorganização interna do Serviço de Medicina Intensiva, parte de contratações novas de intensivistas, enfermeiros e assistentes operacionais. Era uma expansão que exigia gente.

  • O HFF era um dos hospitais mais sobrecarregados da região de Lisboa e Vale do Tejo, com um número persistentemente elevado de doentes covid-19 internados desde o início da pandemia.
  • A escassez de camas de cuidados intensivos de nível II — apenas quatro disponíveis — forçava cancelamentos cirúrgicos e comprometia a qualidade dos cuidados ao doente crítico.
  • A urgência epidémica acelerou um projeto originalmente previsto para 2021, comprimindo meses de planeamento num prazo de execução extraordinariamente curto.
  • A nova UCI, com quinze camas adicionais e posto de enfermagem centralizado, será erguida no espaço da Unidade de Cirurgia Ambulatória, estrategicamente integrada nos serviços críticos do hospital.
  • Com a expansão, o rácio de camas por 100 mil habitantes sobe de 2,6 para 5, aproximando o hospital da média nacional e libertando capacidade para outras instituições sob pressão.

Em tempo de pandemia, os hospitais tornam-se espelhos da fragilidade humana e da capacidade de resposta coletiva. O Hospital Fernando da Fonseca, em Amadora-Sintra, iniciou em outubro de 2020 a construção de uma nova Unidade de Cuidados Intensivos — um projeto antecipado de 2021 pela força das circunstâncias — que quadruplicaria a sua capacidade de nível II, de quatro para dezanove camas, num investimento de 801.900 euros previsto para estar concluído em dezembro. É o gesto de uma instituição que, pressionada por uma das maiores cargas de doentes covid-19 da região de Lisboa e Vale do Tejo, escolhe construir em vez de ceder.

No Hospital Fernando da Fonseca, em Amadora-Sintra, outubro de 2020 trouxe o início de uma obra que poucos meses antes não estava sequer no horizonte imediato: a construção de uma nova Unidade de Cuidados Intensivos de nível II, orçada em 801.900 euros e com conclusão prevista para 10 de dezembro. O projeto, originalmente agendado para 2021, foi acelerado pela pressão crescente da pandemia — o HFF era um dos hospitais da região de Lisboa e Vale do Tejo com maior número de doentes covid-19 internados desde o início da crise.

Marco Ferreira, presidente do Conselho de Administração, descreveu a iniciativa como estruturante para toda a instituição. As quinze camas adicionais de nível II representavam muito mais do que números: o hospital passaria de quatro para dezanove camas neste nível de complexidade, elevando o rácio de 2,6 para 5 camas por 100 mil habitantes e aproximando-se da média nacional. A nova unidade seria instalada no espaço da Unidade de Cirurgia Ambulatória, junto ao Serviço de Medicina Intensiva, à urgência geral e ao bloco operatório, com um posto de enfermagem centralizado para gestão eficiente dos doentes críticos.

Além do reforço direto à resposta pandémica, a expansão prometia benefícios duradouros: menos cancelamentos cirúrgicos — sobretudo em cirurgias oncológicas de maior complexidade —, menor tempo de internamento na urgência geral e uma melhor adequação dos cuidados aos diferentes níveis de severidade. Ferreira anunciou ainda que novos investimentos estavam previstos a breve prazo, sinalizando que esta obra era não apenas uma resposta de emergência, mas um passo estrutural na consolidação da capacidade crítica do hospital.

No Hospital Fernando da Fonseca, em Amadora-Sintra, a construção de uma nova Unidade de Cuidados Intensivos começaria na segunda-feira de outubro de 2020, uma resposta urgente à pressão crescente que a pandemia de covid-19 exercia sobre os serviços hospitalares. O projeto, orçado em 801.900 euros, previa-se estar concluído a 10 de dezembro, trazendo consigo quinze camas adicionais de cuidados intensivos de nível II — um aumento substancial face às quatro camas que a instituição possuía naquele nível de complexidade.

Marco Ferreira, presidente do Conselho de Administração do hospital, descreveu a obra como estruturante, com impacto transversal em toda a instituição. O que tornava o projeto particularmente notável era a sua antecipação: estava originalmente agendado para 2021, mas a situação epidémica forçou a sua aceleração, comprimindo um trabalho de meses num período bastante curto. O HFF era um dos hospitais da região de Lisboa e Vale do Tejo que enfrentava o maior número de doentes covid-19 internados desde o início da pandemia, justificando a urgência da expansão.

A nova unidade seria construída no espaço ocupado pela Unidade de Cirurgia Ambulatória, estrategicamente localizada junto ao Serviço de Medicina Intensiva, à urgência geral e ao bloco operatório. O desenho incluía um posto de enfermagem e vigilância centralizado, permitindo uma gestão mais eficiente dos doentes críticos. A equipa médica que integraria a unidade resultaria tanto da reorganização do Serviço de Medicina Intensiva como da contratação de novos médicos intensivistas, enfermeiros e assistentes operacionais.

Em termos de capacidade, o impacto era significativo. O hospital tinha uma média de 2,6 camas de cuidados intensivos de nível II por 100 mil habitantes; com este projeto, esse rácio subiria para cinco camas por 100 mil habitantes, aproximando-se da média nacional e permitindo prestar cuidados de maior qualidade. Na altura, o HFF tinha três das dez camas de nível III ocupadas com doentes covid-19, sendo as vagas disponíveis geridas centralmente pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, com capacidade de as disponibilizar a outras instituições sob maior pressão.

Além do reforço direto da resposta à pandemia, a nova UCI traria benefícios secundários mas importantes. Permitiria reduzir significativamente o número de cancelamentos cirúrgicos associados à falta de camas de cuidados intensivos, particularmente nas cirurgias de maior complexidade como as oncológicas. Diminuiria também o tempo médio de internamento dos doentes na unidade de curta duração do Serviço de Urgência Geral, otimizando a utilização global das camas de cuidados intensivos e melhorando a adequação dos cuidados ao doente crítico nos seus diferentes níveis de severidade.

Ferreira sublinhou que a criação da UCI aliviaria a pressão sobre a Medicina Intensiva da instituição, estando previstos, a muito breve prazo, novos investimentos no reforço da resposta do hospital. O projeto representava, assim, não apenas uma resposta imediata à crise pandémica, mas um passo estrutural na consolidação da capacidade de cuidados críticos da instituição.

É uma obra estruturante para o Hospital Professor Doutor Fernando da Fonseca e com um impacto transversal em toda a instituição
— Marco Ferreira, presidente do Conselho de Administração
O objetivo é começar desde já a dar resposta ao aumento de necessidade que é previsível não só pelo inverno, como pela situação de pandemia por covid-19
— Marco Ferreira
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