Em Santos, no litoral paulista, um homem de 40 anos em surto psicótico morreu em 30 de julho após ser imobilizado por três pessoas com um golpe de mata-leão e ter as pernas amarradas. O laudo necroscópico apontou asfixia como causa da morte, abrindo uma investigação que expõe a fronteira frágil entre conter uma crise e tirar uma vida. O caso convoca a sociedade a refletir sobre como lidamos com o sofrimento mental nos espaços públicos — e quem paga o preço quando essa resposta é apenas física.
Homem em surto psicótico morre após ser imobilizado em Santos
Um homem em crise psicótica foi contido por força física e não sobreviveu
Por que a polícia só começou a investigar depois que o vídeo apareceu?
Porque inicialmente o caso foi registrado como morte suspeita, mas sem muita clareza. O vídeo mudou tudo — de repente havia evidência visual do que aconteceu, e as histórias das testemunhas não faziam mais sentido.
As pessoas que o imobilizaram sabiam que ele estava em surto psicótico?
Não está claro. O que sabemos é que ele estava agressivo, e eles decidiram contê-lo. Se conheciam a situação de saúde mental dele, a polícia não revelou isso.
Por que o mata-leão é importante nesta história?
Porque é um golpe que restringe a respiração. Se foi aplicado enquanto ele estava amarrado, pode ter contribuído diretamente para a asfixia que matou Douglas.
A polícia está tratando isso como crime?
Está investigando. Identificou um suspeito e busca os outros. O resultado do IML vai ser crucial para determinar se houve negligência criminosa ou algo mais grave.
E se Douglas tivesse recebido ajuda psicológica em vez de ser imobilizado?
Essa é a pergunta que fica no ar. Um homem em crise, descobrindo a morte do pai, precisava de intervenção médica, não de contenção física por civis.
El Pulso
- Um vídeo revelou que Douglas Pagliuca, em plena crise psicótica após saber da morte do pai, foi submetido a um golpe de mata-leão e amarrado por três homens antes de perder a consciência.
- As versões das testemunhas se contradizem sobre como ele bateu a cabeça, enquanto o laudo oficial já aponta asfixia — criando uma tensão direta entre os relatos e a evidência médica.
- A Polícia Militar e o Samu chegaram a tempo de encontrá-lo vivo, mas Douglas morreu pouco depois de dar entrada na unidade de pronto atendimento, transformando uma contenção em homicídio investigado.
- A polícia identificou um dos suspeitos, mas os demais permanecem foragidos, e o exame definitivo do Instituto Médico-Legal é aguardado como peça central para definir responsabilidades criminais.
Em Santos, no litoral paulista, um homem de 40 anos em surto psicótico morreu em 30 de julho após ser imobilizado por três pessoas com um golpe de mata-leão e ter as pernas amarradas. O laudo necroscópico apontou asfixia como causa da morte, abrindo uma investigação que expõe a fronteira frágil entre conter uma crise e tirar uma vida. O caso convoca a sociedade a refletir sobre como lidamos com o sofrimento mental nos espaços públicos — e quem paga o preço quando essa resposta é apenas física.
A polícia de Santos abriu investigação após um vídeo mostrar o momento em que Douglas Pagliuca, 40 anos, foi imobilizado e amarrado por outras pessoas em 30 de julho. O caso foi registrado inicialmente como morte suspeita, mas os relatos das testemunhas não coincidiam — uma disse que ele bateu a cabeça em um carro ao desmaiar; outra, que foi na parede.
Segundo o 3º Distrito Policial, Douglas estava em surto psicótico quando descobriu a morte de seu pai. Seu comportamento agressivo motivou a ação de três homens, que aplicaram um golpe de mata-leão e amarraram suas pernas. O vídeo analisado pela polícia mostra Douglas em grande agitação — arrastando um vaso, tentando forçar a entrada de um prédio — antes de ser contido.
Quando a Polícia Militar e o Samu chegaram, ele estava desacordado, mas vivo. Morreu pouco depois de dar entrada na unidade de pronto atendimento. O laudo necroscópico apontou asfixia como causa da morte. A polícia aguarda o exame definitivo do Instituto Médico-Legal para esclarecer as circunstâncias exatas.
Um suspeito já foi identificado; os demais ainda são procurados. As contradições entre os testemunhos e a conclusão do IML devem definir as responsabilidades criminais — mas o fato central permanece: um homem em crise psicótica foi contido pela força e não sobreviveu.
A polícia de Santos, no litoral paulista, abriu investigação sobre a morte de um homem de 40 anos ocorrida em 30 de julho, depois que um vídeo veio à tona mostrando o momento em que ele foi imobilizado e amarrado por outras pessoas. O caso começou registrado como morte suspeita, mas os detalhes colhidos no boletim de ocorrência não batiam entre si — uma testemunha disse que a vítima bateu a cabeça em um carro ao desmaiar; outra afirmou que foi na parede. A polícia, porém, tem sua própria versão dos fatos.
Segundo a investigação do 3º Distrito Policial, Douglas Pagliuca morreu após ser imobilizado por três homens que aplicaram um golpe conhecido como mata-leão e depois o amarraram. Tudo isso aconteceu enquanto ele estava em surto psicótico. O delegado Wagner Camargo Gouveia explicou à TV Tribuna que o surto começou depois que Douglas descobriu a morte de seu pai. Naquele momento, ele apresentava comportamento agressivo, o que teria motivado a ação dos homens que o contiveram.
O vídeo que agora está sob análise da polícia mostra Douglas em estado de grande agitação. Ele arrasta um vaso de plantas, coloca a mão na cabeça em gesto de desespero e tenta forçar a entrada de um prédio com grades. Logo depois, os homens se aproximam. Dois deles o imobilizam enquanto outros dois amarram suas pernas. Uma quinta pessoa fica observando tudo de perto, testemunhando a cena.
Quando a Polícia Militar e o Samu chegaram ao local, encontraram Douglas desacordado mas ainda vivo. Ele foi levado à unidade de pronto atendimento da cidade, onde morreu pouco depois de dar entrada. O laudo necroscópico apontou asfixia como a causa da morte, e a polícia aguarda agora a conclusão do exame definitivo que será feito pelo Instituto Médico-Legal.
A investigação já identificou um dos suspeitos envolvidos na imobilização, mas continua buscando localizar os demais. As divergências entre os relatos das testemunhas — sobre como exatamente Douglas bateu a cabeça e perdeu a consciência — permanecem como um ponto de interrogação que o resultado final do IML pode ajudar a esclarecer. O que está claro é que um homem em crise psicótica foi contido por força física e não sobreviveu ao processo.
Citas Notables
Douglas teve o surto após descobrir que o pai tinha morrido— Delegado Wagner Camargo Gouveia, 3º DP de Santos