Homem é preso por tentar matar filha ao arrastá-la com carro em movimento

Mulher de 32 anos foi arrastada por vários quilômetros e sofreu ferimentos graves; em caso relacionado em São Paulo, vítima de 31 anos teve ambas as pernas amputadas abaixo do joelho.
Ela corre enquanto tenta acompanhar a velocidade do veículo
Imagens de câmeras de monitoramento mostram o momento em que a vítima é arrastada pelas ruas de Itaguaí.
Mark

Por que levou tanto tempo para prender esse homem? O crime foi em outubro.

Mimi

A polícia precisava localizá-lo. Ele se escondeu na comunidade do Bateau Mouche, e só conseguiram encontrá-lo durante um torneio de futebol amador, meses depois.

Luke

Mas como ele conseguiu se esconder por tanto tempo? Não há detalhes sobre se havia vigilância ativa ou se foi pura sorte encontrá-lo naquele torneio.

Mark

A filha — ela sofreu ferimentos graves?

Mimi

O relatório não especifica as lesões exatas. Sabemos que foi arrastada por vários quilômetros e que caiu no chão, mas não há informações sobre o que aconteceu depois, se precisou de cirurgia, se ficou internada.

Luke

Isso é um buraco importante. Sabemos que ela procurou a delegacia, então estava viva e capaz de se mover, mas o estado real de saúde dela não está documentado.

Mark

E o caso em São Paulo — por que incluem os dois na mesma reportagem?

Mimi

Porque mostram um padrão. Dois atropelamentos violentos em semanas, ambos envolvendo arrastamento de vítimas por longas distâncias, ambos com motivações que sugerem intenção de causar dano grave.

Luke

Mas cuidado: o caso do Rio é tentativa de homicídio contra a filha. O de São Paulo ainda está em disputa — a defesa diz que foi acidental, que o alvo era outro homem. São situações diferentes legalmente.

Mark

A polícia explicou por que o pai fez isso?

Mimi

Não. A Polícia Civil disse que não divulgou os motivos. É um vazio na história.

Luke

Exatamente. Temos o fato do crime, temos a prisão, mas não temos contexto sobre relacionamento, histórico de violência, nada que ajude a entender o que levou a isso.

  • Uma filha se aproxima do carro do pai para conversar e, em vez de diálogo, encontra o asfalto: ele acelera enquanto ela ainda segura a maçaneta.
  • As câmeras de monitoramento registram o horror em silêncio — a mulher correndo desesperadamente ao lado do veículo em curva, até cair, enquanto o carro segue sem parar.
  • O pai abandona a filha ferida no chão e desaparece por meses, escondido em uma comunidade do Rio de Janeiro, vivendo como se o crime não existisse.
  • Investigadores monitoram sua movimentação até surpreendê-lo durante um torneio de futebol amador, onde é preso preventivamente ao tentar fugir.
  • O caso se conecta a outro atropelamento violento em São Paulo, onde Tainara Santos, 31 anos, perdeu ambas as pernas após ser arrastada por um quilômetro — dois episódios que expõem um padrão perturbador de violência com veículos.

Em outubro passado, em Itaguaí, uma mulher de 32 anos foi arrastada por quilômetros pelas ruas enquanto tentava entrar no carro do próprio pai — um ato que a Justiça classifica como tentativa de homicídio. O suspeito fugiu e se escondeu por meses, até ser encontrado, ironicamente, em meio à leveza de um torneio de futebol amador. O caso ecoa um padrão sombrio que se repete em São Paulo, onde outra mulher perdeu as duas pernas após ser arrastada por um quilômetro, revelando como o automóvel — símbolo de liberdade e movimento — pode ser transformado em instrumento de destruição.

Na última quarta-feira, 3 de dezembro, um homem foi preso na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, acusado de tentar matar a própria filha meses antes. O crime havia ocorrido em outubro, em Itaguaí: a vítima, de 32 anos, tentou se aproximar do pai dentro do carro e, ao segurar a maçaneta, foi arrastada por várias ruas e quilômetros enquanto gritava por socorro. Câmeras de monitoramento registraram o momento em que ela tenta desesperadamente acompanhar a velocidade do veículo em curva, até cair no asfalto. O pai não parou e não prestou qualquer ajuda.

Após o ocorrido, a vítima registrou o caso como tentativa de homicídio no 50º DP de Itaguaí. Os investigadores suspeitavam que o suspeito se escondia na comunidade do Bateau Mouche e realizaram meses de monitoramento até localizá-lo durante um torneio de futebol amador. Ao perceber a presença dos policiais, ele tentou correr, mas foi rapidamente contido e preso de forma preventiva.

O caso ganha contornos ainda mais graves quando colocado ao lado de outro episódio ocorrido em São Paulo. No dia 29 de novembro, Tainara Souza Santos, de 31 anos, foi arrastada por aproximadamente um quilômetro após sair de um bar na Vila Maria — incluindo um trecho da Marginal Tietê. Submetida a cirurgia de emergência, teve ambas as pernas amputadas abaixo do joelho. Mãe de dois filhos, segue internada em estado grave na UTI. O suspeito, Douglas Alves da Silva, teria agido por ciúmes; sua defesa nega conhecer a vítima e afirma que o atropelamento foi acidental.

Separados por semanas e cidades diferentes, os dois casos revelam um padrão perturbador: o automóvel usado como arma, e mulheres deixadas para trás no asfalto enquanto os agressores seguem seu caminho.

Um homem foi detido na última quarta-feira, 3 de dezembro, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio de Janeiro, acusado de tentar matar a própria filha arrastando-a com um carro em movimento. O crime ocorreu em outubro do ano passado, na cidade de Itaguaí, mas a prisão só aconteceu meses depois, quando investigadores conseguiram localizá-lo durante um torneio de futebol amador.

A vítima, com 32 anos na época dos fatos, tentou conversar com o pai, que estava dentro do veículo. Quando ela se aproximou e segurou na maçaneta para entrar, o homem acelerou o carro. Ela foi arrastada por várias ruas e vários quilômetros, gritando por socorro enquanto era puxada pelo asfalto. Imagens de câmeras de monitoramento capturam o momento em que o carro faz uma curva com a mulher ainda presa — ela corre desesperadamente tentando acompanhar a velocidade do veículo. Segundos depois, ela cai no chão e o automóvel continua seu trajeto. Testemunhas aparecem para ajudá-la enquanto ela permanece caída na rua.

O pai fugiu do local sem oferecer qualquer assistência. A Polícia Civil não divulgou os motivos que teriam levado ao crime nem explicou como exatamente a mulher permaneceu presa ao veículo durante todo o percurso. Após o ocorrido, a vítima procurou a delegacia e registrou o caso como tentativa de homicídio no 50º DP de Itaguaí. Os investigadores suspeitavam que o homem se escondia na comunidade do Bateau Mouche, também na zona sudoeste do Rio.

Com um mandado de prisão em aberto, os agentes realizaram um intenso trabalho de monitoramento até localizá-lo. Na última quarta-feira, durante a competição esportiva, ele foi preso de forma preventiva. Ao perceber a presença dos policiais, tentou correr, mas foi rapidamente contido. A Polícia Civil confirmou a ação em nota oficial, informando que o mandado havia sido cumprido por tentativa de homicídio.

O caso ganha contornos ainda mais graves quando considerado junto a outro atropelamento violento ocorrido dias antes em São Paulo. No último sábado, 29 de novembro, Tainara Souza Santos, de 31 anos, foi atropelada na saída de um bar na região da Vila Maria, zona norte de São Paulo. Ela ficou presa embaixo do veículo e foi arrastada por aproximadamente um quilômetro, incluindo um trecho da Marginal Tietê, onde finalmente se desprendeu do automóvel.

Tainara foi socorrida em estado gravíssimo por testemunhas. Submetida a cirurgia de emergência, teve ambas as pernas amputadas abaixo da linha do joelho. Mãe de dois filhos, segue internada na UTI do Hospital Municipal Vereador José Storopolli, com seu estado de saúde considerado grave. Segundo os advogados da vítima, o suspeito, Douglas Alves da Silva, teria agido por ciúmes, irritado porque Tainara estava acompanhada de outro homem no bar. A defesa do acusado nega conhecer a vítima e sustenta que o atropelamento foi acidental, afirmando que a intenção era atingir o homem que a acompanhava.

Os dois casos, separados por semanas e cidades diferentes, revelam um padrão perturbador de violência envolvendo veículos como armas. Enquanto o caso do Rio aguarda desdobramentos judiciais, a situação em São Paulo permanece em investigação, com a vítima enfrentando uma recuperação que será marcada pela perda permanente de mobilidade.

Os agentes realizaram um intenso trabalho de monitoramento e conseguiram localizar o homem em uma competição esportiva. Contra ele foi cumprido um mandado de prisão por tentativa de homicídio.
— Polícia Civil
De acordo com os advogados da vítima, o suspeito teria agido por ciúmes e se irritado porque Tainara estaria acompanhada de outro homem no bar.
— Advogados de Tainara Souza Santos
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