Guilhotina Bar antecipa 10 anos com reforma, nova carta e mais conforto

Buscamos mais conforto. Mas sem perder a alma do Guilhotina
O sócio Marcello Nazareth explica a filosofia por trás da reforma do bar.
Mark

Por que fechar por quatro meses antes do aniversário? Não era mais fácil esperar?

Mimi

A reforma era estrutural. Não era só pintar as paredes. Eles queriam reimaginar o espaço mantendo a identidade, e isso leva tempo.

Mark

E a nova carta de drinques? Estella está tentando fazer algo completamente diferente?

Mimi

Não. Ela está fazendo o oposto. Está honrando o que Márcio Silva e Ale D'Agostino criaram, mas adicionando sua própria voz. É uma conversa com a história do bar.

Mark

Qual é a diferença entre o Guilhotina de antes e o de agora?

Mimi

Antes era mais cru, mais despojado. Você passava a noite em bancos de ferro. Agora há conforto, mas sem virar um lugar mole. É um equilíbrio.

Mark

Os eventos até dezembro — isso é para celebrar ou para testar a nova carta?

Mimi

Provavelmente os dois. É uma forma de trazer as pessoas de volta, mostrar o que mudou, deixar que experimentem. E Estella ainda tem mais drinques para lançar.

Mark

Por que um bar em Pinheiros ficou tão importante para São Paulo?

Mimi

Porque fez bem uma coisa e manteve a qualidade. Dez anos é muito tempo num mercado de bares. Significa que as pessoas voltam.

  • Dez anos de reputação pesam sobre qualquer reforma: o Guilhotina fechou por quatro meses arriscando o que mais tem — a fidelidade de quem o conhece como é.
  • A troca de bartenders carrega uma herança delicada, já que Estella Moraes sucede nomes que partiram para abrir seus próprios bares e se tornaram referências na cena paulistana.
  • A nova carta equilibra homenagens aos clássicos da casa com criações autorais e mocktails, tentando agradar tanto os frequentadores antigos quanto um público contemporâneo.
  • O espaço físico foi repensado para oferecer mais conforto — bancos reformulados, balcão com curvas, e um canto nos fundos que ressuscita o espírito do antigo speakeasy do andar de cima.
  • Uma série de eventos até dezembro transforma o aniversário em celebração prolongada, mantendo o bar em evidência enquanto consolida sua nova fase.

Em Pinheiros, o Guilhotina Bar chega à sua primeira década carregando o peso e a graça de um lugar que sobreviveu ao tempo sem se trair. Antes do aniversário oficial em dezembro, o bar fechou por quatro meses para uma reforma que buscou reconciliar conforto e identidade — aquela tensão silenciosa que todo espaço amado enfrenta quando precisa crescer sem deixar de ser o que é. Com uma nova carta assinada pela bartender Estella Moraes, o Guilhotina reabre não como uma versão renovada de si mesmo, mas como uma continuação honesta de uma história que ainda está sendo escrita.

Há dez anos, o Guilhotina Bar encontrou seu lugar numa rua tranquila de Pinheiros e se tornou um dos endereços mais respeitados de São Paulo para quem leva drinques a sério. Antes de chegar ao aniversário oficial em dezembro, o bar optou por fechar por quatro meses e se reinventar — não por necessidade, mas por escolha. Quando reabriu, trouxe consigo uma nova carta e um espaço repensado.

A responsável pelos novos drinques é Estella Moraes, que carrega uma herança considerável. Ela sucede Márcio Silva, hoje no Exímia, e Ale D'Agostino, que deixou o Guilhotina para abrir o Coda e se tornou jurado do programa Shaking the Bar. Estella trabalhou com D'Agostino antes de sua saída e passou também pelo Bar do Cofre, do SubAstor. Sua carta, ainda em desenvolvimento, traz dez criações autorais — como o chá do naza, com Johnnie Walker Black Label, mate especiado, limão e manga, e o arruda nunca falha, com vodca, cumaru, arruda e soda de cambuci — além de releituras de clássicos e quatro mocktails. Quem prefere algo fora do menu pode pedir: a casa atende.

A comida acompanha o mesmo rigor, com crus como atum ponzu e carpaccio de polvo, tapas como a croqueta andaluza com jamon e crudo de atum, e pratos da brasa como a língua de boi glaceada.

A reforma preservou os tijolos aparentes e o longo balcão, mas trouxe bancos mais confortáveis, um balcão com curvas mais modernas e um canto nos fundos que ganhou mesas baixas e a atmosfera do antigo speakeasy Carrasco, que funcionava no andar de cima. O sócio Marcello Nazareth resume bem o espírito da mudança: buscar mais conforto sem perder a alma do lugar. Até dezembro, uma série de eventos vai celebrar a década — e o Guilhotina segue na Rua Costa Carvalho, 84, de terça a sábado, das 18h à 1h.

Há dez anos, o Guilhotina Bar se estabeleceu numa rua tranquila de Pinheiros como um dos endereços mais respeitados da cidade para quem busca drinques feitos com precisão e criatividade. Antes mesmo de chegar ao aniversário oficial em dezembro, o bar fechou as portas por quatro meses para uma reforma que o transformaria por dentro e por fora. Quando reabrir, trará consigo uma nova carta de coquetéis assinada por Estella Moraes, a principal bartender da casa, e um espaço repensado onde o conforto finalmente ganhou espaço sem que a alma do lugar desaparecesse.

A nova carta de Estella carrega o peso de uma herança. Ela sucede as criações de Márcio Silva, um dos sócios fundadores que hoje trabalha no Exímia, e de Ale D'Agostino, que deixou o Guilhotina para abrir o Coda na região central e se tornou jurado do programa Shaking the Bar. Estella trabalhou com D'Agostino antes de sua saída e passou também pelo Bar do Cofre, do SubAstor. Sua missão é clara: honrar o passado enquanto aponta para o futuro. A carta, ainda em desenvolvimento, traz dez autorais no momento, mas deve ganhar mais duas ou três criações até dezembro.

Entre os drinques está o chá do naza, que mistura Johnnie Walker Black Label com mate especiado, limão e manga por R$ 58. Há também o arruda nunca falha, com vodca, cumaru, arruda e soda de cambuci, custando R$ 68. Estella trabalha com homenagens aos clássicos da casa enquanto oferece interpretações pessoais de sabores conhecidos. Quem aprecia uma piña colada pode experimentar o entre trópicos, feito com cachaça amburana, rum branco, malibu, abacaxi, manga e iogurte integral por R$ 78. A carta também traz clássicos como penicillin, hanky panky e expresso martini, além de opções que não aparecem no menu mas podem ser solicitadas. Quatro mocktails completam a seleção, como o xiii sô, com shissô, melão, limão e água com gás por R$ 36.

A comida segue a mesma lógica de qualidade. O cardápio se divide entre crus, tapas e pratos da brasa. Nos crus, atum ponzu por R$ 69 e carpaccio de polvo por R$ 89. Nas tapas, destaque para a croqueta andaluza com tomate, jamon e crudo de atum, três unidades por R$ 45. Da brasa sai a língua de boi glaceada por R$ 48.

O espaço mantém sua identidade visual com tijolos aparentes, mesas altas e um longo balcão, mas a reforma trouxe mudanças significativas no conforto. Os bancos altos agora têm assento e encosto mais aconchegantes. O balcão foi reformulado com curvas e aspecto mais moderno. Um cantinho nos fundos, que antes era apenas um espaço vazio, virou uma extensão do Carrasco, o speakeasy que funcionava no andar de cima, com mesas baixas e atmosfera própria. Marcello Nazareth, sócio do bar, resume a filosofia da reforma: "Há dez anos, a gente passava a noite inteira sentado em banco de ferro, era mais despojado. Hoje, buscamos mais conforto. Mas sem perder a alma do Guilhotina".

Até dezembro, o Guilhotina prepara uma série de eventos para celebrar a década de existência. O bar fica na Rua Costa Carvalho, 84, em Pinheiros, e funciona de terça a sábado das 18h à 1h.

Há dez anos, a gente passava a noite inteira sentado em banco de ferro, era mais despojado. Hoje, buscamos mais conforto. Mas sem perder a alma do Guilhotina
— Marcello Nazareth, sócio do Guilhotina Bar
Contact Us FAQ