Em um país que parece dividido ao meio, a mais recente pesquisa do Ipec revela que o governo Lula chegou a um equilíbrio simbólico: exatamente a mesma parcela de brasileiros que o aprova também o reprova. Esse empate técnico, registrado em dezembro de 2024, não é apenas um número — é o retrato de uma nação em compasso de espera, ainda processando dois anos de gestão e, agora, a notícia de uma cirurgia de emergência no crânio do próprio presidente.
Governo Lula tem aprovação de 34%, mesmo índice de desaprovação
Aprovação e desaprovação estão tecnicamente empatadas
Como se interpreta um empate técnico assim? Significa que o governo está em perigo?
Não necessariamente. Um empate dentro da margem de erro é mais uma fotografia de incerteza do que de crise. Mas mostra que não há base sólida de apoio — é um equilíbrio frágil.
Importante notar que a aprovação caiu um ponto desde setembro, enquanto a desaprovação se manteve. Isso é uma tendência ou ruído?
Dentro da margem de erro, é difícil chamar de tendência. Mas a maneira de governar também caiu dois pontos, o que sugere alguma erosão.
E a confiança pessoal? Por que ela não se move?
Confiança é mais estável que avaliação de desempenho. As pessoas podem desaprovar o que você faz, mas ainda confiar em sua intenção — ou o contrário.
A pesquisa foi feita durante a cirurgia do presidente. Quanto disso pode ter afetado as respostas?
Boa pergunta. A coleta terminou no dia 10, o dia da cirurgia. Alguns entrevistados podem ter respondido antes, outros depois de saber da notícia.
Então esses números podem mudar bastante nas próximas semanas?
Sim. Temos uma fotografia de um momento muito específico. A recuperação do presidente e como o governo comunica isso pode reconfigurar tudo.
Il Polso
- Aprovação e rejeição ao governo Lula chegaram a um empate exato de 34%, sinalizando que a base de sustentação política do presidente nunca esteve tão estreita.
- A maneira de governar também divide o país quase ao meio: 47% aprovam contra 46% que desaprovam, uma diferença de apenas um ponto percentual dentro da margem de erro.
- A desconfiança pessoal no presidente permanece majoritária e estável — 52% dizem não confiar em Lula, número idêntico ao de setembro, revelando uma resistência que não cede.
- A pesquisa foi realizada justamente entre os dias 5 e 10 de dezembro, capturando o momento em que Lula foi submetido a uma cirurgia de emergência para drenar um hematoma no crânio — um evento que pode reconfigurar o humor do eleitorado nas próximas semanas.
Em um país que parece dividido ao meio, a mais recente pesquisa do Ipec revela que o governo Lula chegou a um equilíbrio simbólico: exatamente a mesma parcela de brasileiros que o aprova também o reprova. Esse empate técnico, registrado em dezembro de 2024, não é apenas um número — é o retrato de uma nação em compasso de espera, ainda processando dois anos de gestão e, agora, a notícia de uma cirurgia de emergência no crânio do próprio presidente.
A aprovação do governo Lula atingiu um ponto de equilíbrio raro e simbólico. Segundo pesquisa do Ipec divulgada em dezembro de 2024, exatamente 34% dos brasileiros consideram a administração ótima ou boa — o mesmo percentual que a avalia como ruim ou péssima. Outros 30% a veem como regular, e apenas 2% não têm opinião formada. O resultado representa uma leve queda em relação a setembro, quando a aprovação era de 35% contra 34% de reprovação, mas a oscilação de um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos, o que impede conclusões definitivas sobre uma tendência real.
A divisão se repete quando os brasileiros avaliam especificamente a maneira de Lula governar: 47% aprovam e 46% desaprovam, diferença igualmente dentro do erro amostral. Em setembro, essa relação era de 49% a 45%, sugerindo uma erosão discreta na percepção do método de governo. Já a confiança pessoal no presidente permanece estável e majoritariamente negativa — 52% dizem não confiar nele, contra 45% que afirmam confiar, números idênticos aos de três meses atrás.
O período de coleta da pesquisa — entre 5 e 10 de dezembro — coincidiu com um momento delicado: na madrugada do dia 10, Lula foi submetido a uma cirurgia de emergência em São Paulo para drenar um hematoma no crânio. Com dois mil entrevistados acima de 16 anos, o levantamento capturou apenas o impacto inicial da notícia. Qualquer movimento mais significativo na opinião pública pode estar ainda por vir, à medida que o país acompanha a recuperação do presidente e avalia as implicações do episódio.
A aprovação do governo Lula chegou a um ponto de equilíbrio precário. Segundo pesquisa do Ipec divulgada na sexta-feira, exatamente 34% dos brasileiros consideram a administração petista ótima ou boa — o mesmo percentual que a avalia como ruim ou péssima. Os números refletem um país dividido, com 30% vendo o governo como regular e apenas 2% sem opinião formada ou recusando-se a responder.
Este resultado marca uma leve queda na aprovação em relação à rodada anterior, realizada em setembro. Naquele mês, 35% dos entrevistados avaliavam positivamente o governo, enquanto 34% o reprovavam. A oscilação de um ponto percentual situa-se dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, o que significa que as flutuações observadas podem não representar mudanças reais na opinião pública.
Quando questionados especificamente sobre a maneira como Lula governa, os brasileiros revelam divisão semelhante. Quarenta e sete por cento aprovam seu trabalho, enquanto 46% o desaprovam — uma diferença de apenas um ponto percentual, também dentro da margem de erro. Sete por cento não quiseram ou não conseguiram responder. Em setembro, essa aprovação era de 49% contra 45% de desaprovação, sugerindo uma leve erosão na confiança no método de governo do presidente.
A confiança pessoal no presidente permanece estável. Cinquenta e dois por cento dos entrevistados disseram não confiar em Lula, enquanto 45% afirmaram confiar nele — exatamente os mesmos números registrados em setembro. Essa estabilidade contrasta com as pequenas variações observadas nas demais métricas.
A pesquisa foi conduzida entre 5 e 10 de dezembro, período que capturou parte do impacto inicial de notícias sobre a saúde do presidente. Na madrugada do dia 10, Lula foi submetido a uma cirurgia de emergência em São Paulo para drenar um hematoma no crânio. O levantamento entrevistou dois mil pessoas com mais de 16 anos de idade, e as variações observadas sugerem que qualquer movimento mais significativo na opinião pública pode estar ainda por vir, conforme o país processa as implicações do procedimento cirúrgico e acompanha a recuperação do presidente.
Citazioni salienti
A avaliação positiva oscilou dentro da margem de erro— Ipec