Na tarde de uma sexta-feira comum, três oficiais da Polícia Militar de Minas Gerais partiram do Aeroporto da Pampulha em voo de rotina — um procedimento periódico de rechecagem, exigido para manter certificações e avaliar competências. Não chegaram ao destino. A queda da aeronave próximo ao Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, levou consigo o tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre e as tenentes Gabriela Emília e Alice Almeida — vidas dedicadas ao serviço público, agora lamentadas por famílias, colegas e pelo estado inteiro. O acidente nos lembra que mesmo os rituais mais
Governo de MG decreta luto de três dias por morte de três policiais em queda de avião
Perdemos três asas indomáveis, pessoas que faziam um trabalho importantíssimo
Por que um voo de treinamento rotineiro se torna notícia de morte de três pilotos experientes?
Porque não é apenas um acidente — é a perda de três oficiais altamente qualificados, incluindo o piloto mais experiente da corporação. Silvestre tinha mais de cinco mil horas de voo. Isso não é um novato.
Mas a corporação diz que tudo estava em dia: manutenção, habilitação, retrofitagem. Então o que causou a queda? Ainda não sabemos.
E as mulheres pilotos — Gabriela foi a primeira mulher habilitada para asa fixa na PMMG?
Sim, em 2023. Ela abriu caminho. Tinha 300 horas de voo, acabava de voltar da licença-maternidade. Deixou dois filhos pequenos.
Isso é importante para a história, mas não explica o acidente. A corporação está sendo cuidadosa em não especular sobre causas.
O que significa um voo de rechecagem de habilitação?
É um procedimento periódico obrigatório. Pilotos precisam passar por isso regularmente para manter suas certificações válidas e demonstrar que ainda estão aptos operacionalmente.
Então era um voo de rotina, não uma missão de emergência. Isso importa porque muda como pensamos sobre o risco.
E a aeronave — era velha, era nova?
Era retrofitada, ou seja, passou por modernização completa com troca de equipamentos. Segundo a PM, tudo estava em dia.
Mas retrofitada não significa nova. E a corporação está sendo muito clara sobre o que NÃO causou o acidente. O que causou ainda é investigação.
Três dias de luto oficial. Isso é comum?
Para três oficiais de alto escalão, sim. Silvestre comandava o esquadrão. Gabriela era pioneira. Alice era pilota e técnica de manutenção.
O luto é apropriado, mas não nos diz nada sobre as causas. Precisamos esperar a investigação.
El Pulso
- Uma aeronave da PMMG caiu na tarde de sexta-feira, 9 de outubro, próximo ao aeroporto de destino em Santana do Paraíso, matando os três militares a bordo.
- Os três oficiais realizavam um voo de rechecagem obrigatório — procedimento de rotina que, neste dia, se tornou o último ato de suas carreiras.
- A tenente Gabriela Emília, pioneira como primeira mulher piloto de asa fixa da PMMG, havia retornado recentemente da licença-maternidade; o tenente-coronel Silvestre acumulava mais de cinco mil horas de voo.
- A corporação afirma que a aeronave estava com manutenção em dia e as habilitações dos pilotos regularizadas, transferindo o peso das respostas para as investigações em curso.
- O governo estadual decretou luto oficial de três dias, e tanto o governador em exercício quanto o eleito prestaram homenagens públicas às vítimas.
Na tarde de uma sexta-feira comum, três oficiais da Polícia Militar de Minas Gerais partiram do Aeroporto da Pampulha em voo de rotina — um procedimento periódico de rechecagem, exigido para manter certificações e avaliar competências. Não chegaram ao destino. A queda da aeronave próximo ao Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, levou consigo o tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre e as tenentes Gabriela Emília e Alice Almeida — vidas dedicadas ao serviço público, agora lamentadas por famílias, colegas e pelo estado inteiro. O acidente nos lembra que mesmo os rituais mais ordinários do dever carregam, silenciosamente, o peso do risco.
Na tarde de 9 de outubro, uma aeronave da Polícia Militar de Minas Gerais decolou do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, rumo ao Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso. A bordo estavam três oficiais em voo de rechecagem de habilitação — um procedimento periódico obrigatório na aviação institucional. Por volta das 16h, a aeronave caiu nas proximidades do aeroporto de destino. Não houve sobreviventes.
As vítimas eram o tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre, 49 anos, piloto mais experiente da corporação com mais de cinco mil horas de voo e mais de duas décadas na PMMG, que deixou esposa e três filhos; a tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, 35 anos, pioneira como primeira mulher habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa na corporação desde 2023, que havia retornado recentemente da licença-maternidade e deixou marido e dois filhos pequenos; e a tenente Alice dos Santos Oliveira Almeida, 34 anos, natural de Caratinga, pilota e técnica de manutenção de aeronaves.
O coronel Flávio Santiago, diretor de comunicação da PMMG, informou que a aeronave era retrofitada e havia passado por todas as manutenções necessárias, sem pendências técnicas ou de habilitação. As causas do acidente seguem sob investigação. O governador Mateus Simões lamentou pessoalmente a perda, afirmando ter convivido com os três oficiais, enquanto o governador eleito Cleitinho Azevedo também prestou condolências publicamente. O estado decretou luto oficial de três dias em homenagem aos militares.
Uma aeronave da Polícia Militar de Minas Gerais caiu na tarde de sexta-feira, 9 de outubro, próximo ao Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso. A queda matou três oficiais que estavam a bordo: o tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre, que pilotava a aeronave, e as tenentes Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e Alice dos Santos Oliveira Almeida. O governo estadual decretou luto oficial de três dias em homenagem aos militares.
Os três policiais estavam em voo de treinamento periódico obrigatório, um procedimento de rechecagem de habilitação exigido regularmente na aviação para manter as certificações em dia e avaliar as condições operacionais dos pilotos. A aeronave havia decolado do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com destino ao terminal do Vale do Aço. O acidente ocorreu por volta das 16h, nas proximidades do aeroporto de destino. Além de missões operacionais, a aeronave era utilizada também no transporte de órgãos para transplantes.
O tenente-coronel Silvestre, natural de Belo Horizonte e com 49 anos, era o piloto mais experiente da corporação. Acumulava mais de cinco mil horas de voo e comandava o esquadrão de aviões do Comando de Aviação do Estado. Estava na Polícia Militar há mais de duas décadas. Deixou esposa e três filhos. A tenente Gabriela Emília, também de Belo Horizonte, tinha 35 anos e aproximadamente 300 horas de voo. Ela foi a primeira mulher habilitada a pilar aeronaves de asa fixa na PMMG, em 2023. Ingressou na corporação em 2017, foi declarada oficial em 2019 e atuou como comandante de setor antes de se tornar pilota. Havia retornado recentemente da licença-maternidade e deixou marido e dois filhos pequenos. A tenente Alice Almeida nasceu em Caratinga, na Região do Rio Doce, tinha 34 anos e também acumulava cerca de 300 horas de voo. Atuava como pilota e na manutenção de aeronaves da corporação.
O governador Mateus Simões (PSD) lamentou a morte dos militares em publicação nas redes sociais, afirmando que havia tido o privilégio pessoal de conviver com os três oficiais em sua atuação no Comando Aéreo do Estado. O governador eleito, Cleitinho Azevedo (Republicanos), também se manifestou pedindo conforto aos enlutados. A corporação divulgou nota informando que os militares estavam no exercício de suas funções institucionais, às quais dedicaram suas trajetórias com compromisso, profissionalismo e espírito de serviço.
O coronel Flávio Santiago, diretor de comunicação organizacional da Polícia Militar de Minas Gerais, afirmou que a aeronave era retrofitada e havia passado por toda manutenção e troca de equipamentos necessários. Segundo ele, não havia questões em relação à manutenção, à retrofitagem ou à habilitação dos pilotos, que estavam todas em dia. O coronel Santiago lamentou a perda, descrevendo os três como asas indomáveis que realizavam um trabalho importantíssimo para a corporação.
Citas Notables
Os militares estavam no exercício de suas funções institucionais as quais dedicaram suas trajetórias com compromisso, profissionalismo e espírito de serviço à população mineira— Governo de Minas Gerais, em nota oficial
Nós não temos nenhum tipo de questão em relação à manutenção, que estava em dia, à retrofitagem, que estava em dia, e à habilitação dos pilotos, que estava em dia— Coronel Flávio Santiago, diretor de comunicação da PMMG