O goleiro beninense Marcel Dandjinou declarou que seu trabalho é defender, não facilitar para Messi, mesmo sendo o último jogo do craque argentino. Dandjinou reconhece a lenda de Messi e a oportunidade única de enfrentar o ídolo, mas reafirma que Benim está ali para competir e representar seu país.
Goleiro de Benim promete não facilitar para Messi em sua despedida
Meu trabalho não será dar gols de presente para o Messi
Por que um goleiro de Benim, de um time tão menor, faria questão de dizer isso publicamente? Não seria mais fácil simplesmente deixar Messi marcar?
Porque Dandjinou está falando sério sobre seu trabalho. Ele não é um figurante em um show de despedida — é um profissional que representa seu país. Dizer que vai tentar defender é apenas honestidade sobre o que um goleiro faz.
Mas a gente precisa ser honesto também: Benim é a 89ª do mundo, Argentina é a segunda. A chance real de Dandjinou fazer uma diferença significativa é pequena. Essa declaração é mais sobre dignidade do que sobre probabilidade.
Exatamente. E Dandjinou deixa isso claro quando diz que não estão ali como turistas. Há uma diferença entre ser superado e ser desrespeitoso.
Ele parece admirar Messi genuinamente, certo? Como você equilibra isso com a determinação de não facilitar?
Admiração e competição não são opostas. Dandjinou cresceu assistindo Messi, o chama de lenda, mas isso não muda o fato de que ele é goleiro. Você pode amar um jogador e ainda assim tentar impedi-lo de marcar.
A questão que fica é: essa entrevista muda algo? Messi vai saber que Dandjinou está determinado. Mas Messi já sabe que todo goleiro tenta fazer defesas. Não há nada de novo aqui, apenas uma reafirmação clara de profissionalismo.
Então é mais sobre Dandjinou se posicionar do que sobre uma estratégia real?
É sobre ambos. Ele está dizendo ao mundo que Benim merece respeito, que não é apenas um figurante. E sim, é também uma estratégia mental — estabelecer que ele vai competir de verdade.
E funciona narrativamente. Um goleiro de um time pequeno recusando-se a ser coadjuvante em uma cerimônia de despedida — isso é uma história. Mas vamos ver o que acontece na terça-feira.
El Pulso
- Benim (89ª no ranking Fifa) enfrenta Argentina (2ª colocada) em 6 de outubro no Monumental de Núñez
- Marcel Dandjinou é o goleiro de Benim
- Messi conquistou quatro títulos pela Argentina: Copa do Mundo 2022, Finalíssima 2022, Copa América 2021 e 2024
- Messi anunciou aposentadoria em agosto, após derrota por 1 a 0 para Espanha na final da Copa do Mundo
O goleiro beninense Marcel Dandjinou declarou que seu trabalho é defender, não facilitar para Messi, mesmo sendo o último jogo do craque argentino. Dandjinou reconhece a lenda de Messi e a oportunidade única de enfrentar o ídolo, mas reafirma que Benim está ali para competir e representar seu país.
Marcel Dandjinou, goleiro de Benim, afirma que não dará gols de presente a Messi em seu último jogo pela Argentina, nesta terça-feira em Buenos Aires, apesar da importância histórica do confronto.
Lionel Messi encerra sua trajetória pela seleção argentina nesta terça-feira, 6 de outubro, em confronto contra Benim no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, às 20h no horário de Brasília. O evento marca o encerramento de uma carreira internacional que atravessou gerações, mas o goleiro Marcel Dandjinou deixou claro que a ocasião não será um passeio para o craque argentino.
Dandjinou, que defende a seleção beninense, concedeu entrevista ao jornal Marca e estabeleceu suas prioridades com precisão. Ele reconhece plenamente a magnitude do momento — o último jogo de um dos maiores jogadores da história do futebol — mas sua função permanece inalterada. "Sou goleiro e estou aqui para fazer defesas", afirmou. "Mesmo que seja no último minuto e haja um pênalti, se o Messi bater, vou tentar defender. É simples assim: é futebol." Dandjinou prosseguiu explicando que, embora todos estejam ali para celebrar Messi, ninguém recebeu instruções para presentear o argentino com gols. Seu trabalho, reiterou, não é facilitar. E conhecendo Messi, acrescentou, o jogador não precisa de presentes — se quiser marcar, terá que conquistar cada gol.
O contexto do confronto amplifica a disparidade entre os times. A Argentina ocupa a segunda posição no ranking da Fifa e é a vice-campeã da Copa do Mundo mais recente. Benim, por sua vez, está na 89ª posição. A diferença técnica é abismal, o que torna a postura de Dandjinou ainda mais notável — não é arrogância, mas profissionalismo.
Apesar dessa confiança defensiva, Dandjinou não esconde sua admiração pelo adversário. Ele cresceu assistindo Messi jogar e o considera um dos reis do futebol. A oportunidade de enfrentar o ídolo no mesmo campo é algo que nunca imaginou que pudesse acontecer. "Para mim, Leo é uma lenda, uma verdadeira lenda", disse. Mas essa reverência não o desvia de seu propósito. Ele reafirmou que Benim não está em Buenos Aires como turista. O país africano está ali para defender seus interesses, para competir, para jogar futebol de verdade. O resultado pode ser vitória, empate ou derrota — isso é futebol. O que não será é uma cerimônia de entrega.
Messi anunciou sua aposentadoria da seleção em agosto, pouco mais de um mês após a Argentina perder por 1 a 0 para a Espanha na final da Copa do Mundo. Sua despedida encerra um capítulo que incluiu quatro títulos: a Copa do Mundo de 2022, a Finalíssima de 2022 e duas Copas América, conquistadas em 2021 e 2024. O legado é monumental. Mas nesta terça-feira, pelo menos um homem — o goleiro de Benim — não pretende facilitá-lo.
Citas Notables
Mesmo que seja no último minuto e haja um pênalti, se o Messi bater, vou tentar defender. É simples assim: é futebol.— Marcel Dandjinou, goleiro de Benim
Para mim, Leo é uma lenda, uma verdadeira lenda, mas estamos aqui para defender o Benim e competir, não para sermos turistas.— Marcel Dandjinou