Messi se despede da seleção argentina com legado repleto de recordes históricos

Finalmente levou a Argentina a um título que perseguiu por duas décadas
Messi conquistou seu primeiro título pela seleção em 2021, na Copa América, após quase vinte anos tentando.
Mark

Como você resume uma carreira de mais de vinte anos em uma despedida?

Mimi

Messi deixou números que falam por si — 207 partidas, 125 gols, oito títulos. Mas o que realmente importa é que ele finalmente conquistou o que perseguiu durante quase toda a vida: um Mundial. Isso mudou tudo.

Luke

Verdade, mas é importante notar que levou até 2022 para isso acontecer. Foram quatro Copas do Mundo antes de ganhar uma. Não foi uma trajetória linear.

Mark

E quanto àqueles anos de frustração? 2010, 2011, 2015, 2016?

Mimi

Foram dolorosos. Ele mesmo disse na época que tinha tentado tudo o que era possível. Mas não desistiu. Voltou, e quando finalmente venceu em 2021 e depois em 2022, foi como se toda aquela dor tivesse um propósito.

Luke

Sim, mas também é verdade que a Argentina tinha um time muito melhor em 2022 do que tinha em 2010 ou 2014. Não foi apenas Messi. Lionel Scaloni montou algo especial.

Mark

Ele ainda está jogando, certo? Pelo Inter Miami?

Mimi

Sim, com contrato até 2028. E ainda está perseguindo o milésimo gol — faltam 73. É notável que aos 39 anos ele ainda esteja competindo em alto nível.

Luke

Mas é importante contexto: ele marcou quatro gols em um jogo recente contra Montreal, que é uma equipe muito mais fraca do que as que enfrentava na seleção. Os números do Inter Miami não são comparáveis aos da Argentina ou da Europa.

Mark

Qual é o legado real aqui?

Mimi

Ele redefiniu o que significa ser um jogador argentino. Estabeleceu recordes em praticamente tudo — artilheiro, assistências, partidas. Mas mais do que isso, ele trouxe títulos para um país que não ganhava uma Copa do Mundo desde 1986.

Luke

Isso é verdade, mas também vale lembrar que ele jogou em uma era diferente, com mais partidas internacionais do que gerações anteriores. Os recordes são impressionantes, mas o contexto importa.

  • Por quase duas décadas, Messi carregou a expectativa de um país inteiro sem conseguir o único título que faltava — o Mundial — acumulando finais perdidas e aposentadorias anunciadas antes do tempo.
  • A virada veio em 2021, quando a Copa América no Maracanã quebrou o jejum e devolveu ao craque a leveza que o transformaria, um ano depois, no protagonista absoluto da conquista histórica no Catar.
  • Na Copa de 2026, já na reta final da carreira, Messi ainda foi capaz de marcar oito gols e dar quatro assistências, provando que sua despedida seria feita em seus próprios termos — mesmo com a derrota na final para a Espanha.
  • Com o anúncio publicado nas redes sociais na segunda-feira, 31 de agosto, a Argentina encerra um capítulo que dificilmente será repetido: o de um jogador que se tornou sinônimo de uma seleção por mais de vinte anos.
  • Agora no Inter Miami, Messi persegue o milésimo gol da carreira — faltam 73 — enquanto Cristiano Ronaldo, com 978, mantém a rivalidade acesa mesmo fora dos gramados das seleções.

Após mais de duas décadas carregando o peso de uma nação inteira em seus ombros, Lionel Messi anunciou, aos 39 anos, o fim de sua trajetória pela seleção argentina — encerrando um ciclo que redefiniu os limites do que um único homem pode significar para um esporte e um povo. Com 207 partidas, 125 gols e oito títulos, incluindo o tricampeonato mundial conquistado no Catar em 2022, ele não apenas preencheu uma lacuna histórica, mas transformou a própria narrativa da grandeza no futebol. O legado que deixa não é apenas de números, mas de persistência diante da derrota repetida — e da redenção que só o tempo, e a coragem de continuar, podem oferecer.

Lionel Messi anunciou nas redes sociais, na segunda-feira, 31 de agosto, o fim de sua passagem pela seleção argentina. Aos 39 anos, depois de mais de duas décadas, o craque deixa um currículo que redefiniu o que significa representar uma nação no futebol: 207 partidas, 125 gols, 65 assistências e oito títulos.

Sua história com a seleção começou cedo e com promessas cumpridas. Em 2005, foi artilheiro e melhor jogador do Mundial sub-20. Em 2006, aos 18 anos, estreou em uma Copa do Mundo marcando na goleada sobre Sérvia e Montenegro. Em 2008, conquistou o ouro olímpico em Pequim. Mas o caminho até o primeiro título pela equipe principal seria longo e doloroso — eliminações precoces, finais perdidas nos pênaltis e uma aposentadoria anunciada em 2016 que durou pouco.

A redenção chegou em 2021, na Copa América disputada no Brasil. Di María fez o gol da vitória sobre o Brasil no Maracanã, e Messi finalmente ergueu um troféu com a camisa principal da Argentina. O peso saiu dos ombros. Um ano depois, no Catar, ele atuou com leveza e protagonismo, marcando em múltiplas fases do torneio até a final épica contra a França — 3 a 3, decidida nos pênaltis, com Dibu Martínez sacramentando o tricampeonato mundial que Messi perseguira por toda a carreira.

Na Copa de 2026, já na reta final, ainda foi capaz de marcar oito gols e dar quatro assistências, chegando à final antes de perder para a Espanha por 1 a 0. Em 2024, somou mais uma Copa América ao seu palmarès, totalizando oito títulos com a seleção.

Os recordes que deixa são históricos: maior artilheiro argentino, jogador com mais partidas e mais assistências, gols em cinco edições de Copa do Mundo, 21 tentos em Mundiais. Agora no Inter Miami, com contrato até 2028, Messi segue em campo perseguindo o milésimo gol da carreira — faltam 73 para a marca, enquanto Cristiano Ronaldo, com 978, mantém a rivalidade viva.

Lionel Messi encerrou sua passagem pela seleção argentina na segunda-feira, 31 de agosto, com um anúncio publicado nas redes sociais. Aos 39 anos, depois de mais de duas décadas defendendo o país, o craque deixa um currículo que redefiniu o que significa representar uma nação no futebol — 207 partidas, 125 gols, 65 assistências, e oito títulos que incluem o tricampeonato mundial que lhe escapou durante quase toda a carreira.

Sua trajetória começou cedo. Promovido ao time principal do Barcelona em 2004, Messi logo depois liderou a seleção sub-20 argentina na Copa do Mundo da categoria em 2005, onde foi artilheiro e melhor jogador. No ano seguinte, aos 18 anos e 357 dias, estreou em um Mundial pela equipe principal sob comando de José Pekerman, marcando na goleada por 6 a 0 sobre Sérvia e Montenegro — tornando-se o jogador mais jovem a atuar e balançar as redes pela Argentina em uma Copa. Em 2008, integrou o elenco que conquistou o ouro olímpico em Pequim, superando o Brasil de Ronaldinho Gaúcho na semifinal e a Nigéria na decisão.

Mas o caminho até o primeiro título pela equipe principal foi repleto de frustrações. Na Copa de 2010, chegou como detentor da Bola de Ouro e saiu sem marcar, vendo a Argentina cair nas quartas. A Copa América de 2011, em casa, repetiu o roteiro amargo. Em 2014, no Brasil, finalmente levou a Argentina a uma final de Copa do Mundo — a primeira desde 1990 — mas a Alemanha venceu por 1 a 0 no Maracanã, e Messi foi eleito melhor jogador da competição apesar da derrota. Dois anos depois, em 2015 e 2016, chegou a duas finais de Copa América, perdendo ambas nos pênaltis. Após o segundo revés, anunciou sua aposentadoria, dizendo que havia tentado tudo o que era possível, mas foi convencido a voltar.

O jejum terminou em 2021. Na Copa América sediada no Brasil, Messi marcou quatro gols e conduziu a Argentina até a final contra o Brasil. No Maracanã, Ángel Di María encobriu o goleiro Ederson e fez o gol da vitória por 1 a 0, entregando ao craque seu primeiro título com a equipe principal. O peso saiu de seus ombros. Um ano depois, na Copa do Mundo de 2022 no Catar, Messi atuou com leveza e protagonismo. Marcou em dois dos três primeiros jogos, garantiu a liderança do grupo, balançou as redes nas oitavas contra a Austrália, empatou contra a Holanda em partida vencida nos pênaltis, e foi decisivo na semifinal contra a Croácia. Na final memorável contra a França, marcou duas vezes em duelo épico com Kylian Mbappé, que respondeu com três gols. Após o empate em 3 a 3, o goleiro Dibu Martínez defendeu uma cobrança nos pênaltis e sacramentou o tricampeonato mundial que Messi perseguira por tanto tempo.

Sua última participação em um Mundial foi em 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá. Mesmo na reta final da carreira, mostrou que ainda conseguia atuar em nível de destaque, marcando oito gols e dando quatro assistências. A Argentina chegou à final mas perdeu para a Espanha por 1 a 0. Antes disso, em 2024, conquistou mais uma Copa América, levando seu total de títulos com a seleção a oito.

Os números que Messi deixa para trás são históricos. Maior artilheiro da Argentina com 125 gols, jogador com mais partidas (207), maior número de assistências (65). Marcou em seis edições diferentes de Copa do Mundo — 2006, 2014, 2018, 2022 e 2026 — totalizando 21 gols em Mundiais, com oito deles em 2026. Foi capitão mais jovem em uma Copa aos 22 anos e 363 dias. Marcou cinco gols em um único jogo, contra a Estônia em 2022. Anotou 36 gols em Eliminatórias à Copa do Mundo. É o único jogador argentino a marcar contra todos os adversários da Conmebol.

Agora, aos 39 anos, Messi segue em ação pelo Inter Miami, clube no qual tem contrato até o final de 2028. Na última semana, marcou quatro gols na goleada por 7 a 1 sobre o CF Montréal. Seu total de gols em jogos oficiais é de 927, faltando 73 para atingir a marca do milésimo. Cristiano Ronaldo, seu eterno rival, segue mais próximo dessa meta com 978 gols.

Eu tentei ao máximo. Tentei tudo o que era possível. Isso dói mais em mim do que em qualquer outra pessoa, mas é evidente que isso não é para mim.
— Lionel Messi, após a derrota na Copa América de 2016
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