Goiânia instala 15 mil armadilhas In2Care contra Aedes aegypti

Aumento significativo de casos de dengue e chikungunya em Goiânia afeta população da capital, com 31.207 casos de dengue e 709 de chikungunya confirmados em 2026.
O mosquito sai carregando o produto para outros criadouros
Como a armadilha In2Care interrompe o ciclo de reprodução do Aedes aegypti em Goiânia.
Mark

Por que a prefeitura escolheu instalar essas armadilhas agora, especificamente?

Mimi

Os números falam por si. Dengue cresceu quase 20% em um ano, e chikungunya explodiu — mais de 600% de aumento. Isso não é variação normal. É um sinal de que as estratégias antigas não estão contendo o mosquito.

Mark

Como exatamente a In2Care funciona? Parece quase simples demais.

Mimi

É simples, mas eficaz. Atrai a fêmea — que é a que pica e transmite doença — para um recipiente com água. Ela entra, pega um produto no corpo, sai e leva esse produto para outros criadouros. Interrompe o ciclo de reprodução sem precisar matar o mosquito no ato.

Mark

E por que distribuir de forma desigual? A Noroeste recebe mais de 3 mil armadilhas, enquanto a Sudoeste fica com pouco mais de mil.

Mimi

Provavelmente reflete onde o problema é maior. Mas também é uma questão de densidade populacional e histórico de casos. Nem todas as regiões têm o mesmo nível de infestação.

Mark

A prefeitura está apostando tudo nisso?

Mimi

Não. Está usando isso como complemento. Os agentes ainda fazem inspeções, eliminam criadouros, borrifam quando precisa. A In2Care é mais uma ferramenta. E tem também a Inestrap sendo instalada em paralelo.

Mark

O que preocupa você nessa operação?

Mimi

A dependência da população colaborar. Se as pessoas não deixarem os agentes entrar nas casas, se continuarem deixando água parada em pneus e vasos, nenhuma armadilha resolve. É um problema que exige mudança de comportamento, não só tecnologia.

Mark

Quanto tempo até saber se funcionou?

Mimi

Dois meses para completar a instalação. Depois disso, precisam monitorar os números de casos nas próximas semanas epidemiológicas. Mas isso é uma corrida contra o tempo — quanto mais rápido o mosquito se reproduz, mais difícil é frear.

  • Goiânia enfrenta um avanço alarmante de arboviroses em 2026: a dengue cresceu 19,4% e a chikungunya explodiu 609% em relação ao ano anterior, com mais de 31 mil casos de dengue já confirmados.
  • A proliferação do Aedes aegypti em bairros residenciais gerou reclamações suficientes para que a prefeitura lançasse uma força-tarefa emergencial no Setor Jaó, com visitas intensivas e borrifação durante toda uma semana.
  • A tecnologia In2Care transforma o próprio mosquito em agente de controle: ao entrar na armadilha, a fêmea carrega um produto no corpo que contamina outros criadouros, ampliando o alcance da intervenção.
  • As 15 mil armadilhas serão distribuídas de forma estratégica por quatro regiões, enquanto outras 10 mil unidades de uma segunda tecnologia, a Inestrap, avançam em paralelo por outras três regiões da cidade.
  • Autoridades de saúde alertam que sem a colaboração dos moradores — permitindo acesso aos imóveis e eliminando recipientes com água — mesmo as tecnologias mais sofisticadas têm seu impacto reduzido.

Em Goiânia, onde os números de dengue e chikungunya crescem com uma velocidade que não deixa margem para hesitação, a prefeitura inicia uma operação que combina tecnologia e presença humana para enfrentar um inimigo invisível e persistente. A instalação de 15 mil armadilhas In2Care em quatro regiões da capital marca não apenas uma resposta administrativa, mas um reconhecimento de que o mosquito Aedes aegypti exige estratégias que vão além do convencional. É, no fundo, um lembrete de que a saúde coletiva depende tanto da inovação quanto da disposição de cada morador em abrir sua porta.

Goiânia deu início nesta terça-feira à instalação de 15 mil armadilhas In2Care em quatro regiões da capital — Sudoeste, Norte, Sul e Noroeste —, marcando uma nova fase no combate ao Aedes aegypti. A decisão é impulsionada por dados que não deixam dúvidas: até a semana epidemiológica 32 de 2026, a cidade registrou 31.207 casos de dengue, alta de 19,4% em relação ao mesmo período de 2025. A chikungunya, por sua vez, saltou de 100 para 709 casos confirmados, um crescimento de 609%.

A lógica das armadilhas In2Care é engenhosa. O equipamento atrai as fêmeas do mosquito para um recipiente com água e, ao entrar em contato com o produto ali depositado, o inseto o carrega no próprio corpo. Ao voar para outros criadouros, dissemina involuntariamente o agente que impede o desenvolvimento de novas gerações. A tecnologia não substitui o trabalho dos agentes de endemias, mas o complementa — eles seguem realizando inspeções, eliminando criadouros e aplicando inseticidas onde necessário.

A distribuição das armadilhas não é uniforme: a região Noroeste receberá o maior lote, com 3.400 unidades, seguida pela Sul, com 2.624, pela Norte, com 2.600, e pela Sudoeste, com 1.344. Em paralelo, a prefeitura avança com a implantação de 10 mil unidades de outra tecnologia, a Inestrap, nas regiões Leste, Campinas-Centro e Oeste, operação que deve ser concluída em cerca de dois meses.

Em resposta a reclamações específicas sobre a proliferação do mosquito, uma força-tarefa foi lançada no Setor Jaó desde segunda-feira, com visitas domiciliares intensivas, eliminação de criadouros e ações de conscientização. Leandro Gouvea, gerente de controle de vetores da Secretaria Municipal de Saúde, reforça que a colaboração dos moradores é indispensável: permitir a entrada dos agentes nos imóveis e eliminar recipientes que acumulam água são atitudes que nenhuma tecnologia pode substituir.

Goiânia começa nesta terça-feira a instalar armadilhas In2Care em um de seus bairros residenciais, marcando o início de uma operação em larga escala contra o Aedes aegypti. A Secretaria Municipal de Saúde vai distribuir 15 mil dessas armadilhas por quatro regiões da capital — Sudoeste, Norte, Sul e Noroeste — em um esforço para conter a proliferação do mosquito transmissor de doenças que vêm crescendo de forma preocupante.

Os números que motivam essa ação são claros. Até a semana epidemiológica 32 deste ano, Goiânia registrou 31.207 casos de dengue, comparado com 26.130 no mesmo período de 2025. Isso representa um aumento de 19,4% em um ano. A situação com chikungunya é ainda mais dramática: 709 casos confirmados em 2026 contra apenas 100 no ano anterior, um crescimento de 609%. A zika, por sua vez, não apresentou casos confirmados nos últimos dois anos na capital.

A estratégia das armadilhas In2Care funciona de maneira relativamente simples. O equipamento atrai as fêmeas do Aedes aegypti para um recipiente com água. Quando o mosquito entra, entra em contato com um produto que adere ao seu corpo. Ao sair, carrega esse produto para outros criadouros, impedindo que novas gerações do inseto se desenvolvam. Essa abordagem complementa o trabalho tradicional dos agentes de combate às endemias, que continuam realizando inspeções domiciliares, eliminando criadouros, tratando recipientes e aplicando inseticidas quando necessário.

A distribuição das 15 mil armadilhas não é uniforme. A região Noroeste receberá 3.400 unidades, a maior quantidade. A região Sul terá 2.624, a Norte receberá 2.600, e a Sudoeste ficará com 1.344. Paralelamente, a prefeitura também iniciou a implantação de outra tecnologia chamada Inestrap, com 10 mil unidades planejadas para as regiões Leste, Campinas-Centro e Oeste. Essa segunda frente de trabalho deve estar concluída em aproximadamente dois meses.

Em resposta a reclamações específicas sobre a proliferação do mosquito, a prefeitura também lançou uma força-tarefa no Setor Jaó, que começou na segunda-feira. Durante toda a semana, agentes de combate às endemias realizarão visitas domiciliares intensivas, eliminarão criadouros, farão borrifação onde indicado tecnicamente e promoverão ações de conscientização. Leandro Gouvea, gerente de controle de vetores da Secretaria Municipal de Saúde, enfatiza que os moradores precisam colaborar, permitindo que os agentes entrem nos imóveis para realizar as inspeções necessárias.

A participação da população é descrita como fundamental. A eliminação de recipientes que acumulam água e o acesso dos agentes aos domicílios são medidas essenciais para reduzir os locais onde o Aedes aegypti se reproduz e interromper sua circulação. Sem essa colaboração, mesmo as tecnologias mais avançadas têm seu alcance limitado. A operação que começa agora representa uma aposta de que a combinação de tecnologia, trabalho de campo tradicional e engajamento comunitário pode reverter a tendência de crescimento das arboviroses que marca 2026 em Goiânia.

Orientamos os moradores e proprietários de imóveis a colaborarem com o trabalho das equipes, permitindo a entrada dos agentes para que possam realizar as inspeções
— Leandro Gouvea, gerente de controle de vetores da Secretaria Municipal de Saúde
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