Em novembro de 2025, a Geely trouxe ao Brasil o EX2, um hatch elétrico que encarna a promessa recorrente da mobilidade acessível: mais tecnologia, mais espaço e menos custo por quilômetro rodado. Com preços a partir de R$ 119.990, o modelo entra num mercado que já ultrapassou 250 mil elétricos emplacados no ano, desafiando a liderança consolidada do BYD Dolphin Mini com argumentos técnicos e comerciais cuidadosamente calibrados. É o momento em que a diversificação deixa de ser promessa e passa a ser prateleira.
Geely EX2 chega ao Brasil por R$ 119.990 e desafia BYD Dolphin Mini
Mais espaço, mais potência, preço similar ao rival
Por que a Geely escolheu justamente este preço, R$ 119.990, para o modelo Pro?
É uma decisão estratégica. Fica bem próximo do Dolphin Mini, mas oferece mais potência, mais espaço e autonomia ligeiramente superior. A ideia é capturar quem quer um pouco mais sem pagar significativamente mais.
Mas quanto custa o Dolphin Mini exatamente? A reportagem não menciona o preço dele, então fica difícil avaliar se a diferença de valor realmente justifica as vantagens listadas.
O desempenho técnico parece competitivo. Dez segundos de zero a cem é bom para esse segmento?
Para um hatch elétrico de entrada, é respeitável. Não é rápido, mas é adequado para uso urbano, que é o foco do carro.
Verdade, mas vale notar que a velocidade máxima é 140 km/h. Em uma rodovia, isso é limitante. A reportagem não explora como o carro se comporta fora da cidade.
A autonomia de 289 quilômetros é suficiente para o dia a dia?
Para a maioria dos usuários urbanos, sim. A recarga rápida em 21 minutos também ajuda bastante. O custo de R$ 0,09 por quilômetro é muito menor que combustível.
O ciclo Inmetro é otimista. Na prática, especialmente em trânsito intenso com ar-condicionado ligado, a autonomia real pode ser 15% a 20% menor. A reportagem usa o número de laboratório, não o de rua.
A rede de concessionárias é um problema para a Geely?
Era, mas está mudando. Planejam 60 pontos até fim de 2025, e a parceria com a Renault facilita logística e manutenção. Quiosques em shoppings também ampliam a presença.
Sessenta pontos é ainda uma fração da rede BYD. E "planejam" não é o mesmo que "já têm". Quando a reportagem foi escrita, quantos pontos existiam realmente?
The Pulse
- O BYD Dolphin Mini domina o segmento de entrada dos elétricos no Brasil, e a Geely chega disposta a disputar cada consumidor urbano que ainda hesita entre marcas.
- Com motor de 116 cv, porta-malas 375 litros e recarga rápida de 21 minutos, o EX2 apresenta credenciais técnicas que superam o rival em pontos objetivos e mensuráveis.
- A rede de concessionárias começou modesta, mas a parceria com a Renault e a meta de mais de 60 pontos até o fim de 2025 sinalizam que a marca não veio apenas para testar o terreno.
- Centenas de unidades emplacadas nas primeiras semanas de venda indicam que o mercado respondeu — mas a consolidação dependerá de pós-venda, confiança e presença sustentada.
Em novembro de 2025, a Geely trouxe ao Brasil o EX2, um hatch elétrico que encarna a promessa recorrente da mobilidade acessível: mais tecnologia, mais espaço e menos custo por quilômetro rodado. Com preços a partir de R$ 119.990, o modelo entra num mercado que já ultrapassou 250 mil elétricos emplacados no ano, desafiando a liderança consolidada do BYD Dolphin Mini com argumentos técnicos e comerciais cuidadosamente calibrados. É o momento em que a diversificação deixa de ser promessa e passa a ser prateleira.
Em novembro de 2025, a Geely lançou oficialmente o EX2 no Brasil, posicionando o hatch elétrico como rival direto do BYD Dolphin Mini. A versão Pro parte de R$ 119.990 e a Max de R$ 135.100 — preços calculados para atrair consumidores urbanos que buscam mais espaço e desempenho por um valor semelhante ao do líder de mercado.
O EX2 mede 4,13 metros de comprimento com entre-eixos de 2,65 metros, acomodando cinco ocupantes e um porta-malas de 375 litros — maior que o do concorrente direto. Um compartimento dianteiro adicional de 70 litros e capacidade total de 1.320 litros com bancos rebatidos completam o argumento de praticidade.
Mecanicamente, o modelo conta com motor traseiro de 116 cv e 15,3 kgfm de torque, aceleração de zero a 100 km/h em 10,2 segundos e velocidade máxima de 140 km/h. A bateria de 39,4 kWh entrega 289 km de autonomia pelo ciclo Inmetro, com recarga rápida de 30% a 80% em apenas 21 minutos. O custo operacional de R$ 0,09 por quilômetro reforça o apelo para quem roda muito na cidade.
A versão Pro inclui multimídia de 14,6 polegadas, painel digital e seis airbags. A Max adiciona piloto automático adaptativo, câmera panorâmica de 540 graus e carregador por indução. Ambas têm garantia de bateria de oito anos ou 150 mil quilômetros.
A distribuição começou com uma rede modesta, mas a parceria com a Renault oferece suporte logístico e a Geely planeja superar 60 pontos de venda até o fim de 2025, incluindo quiosques em shoppings. O lançamento coincide com um mercado aquecido — mais de 250 mil elétricos emplacados no Brasil em 2025 —, e as centenas de unidades vendidas nas primeiras semanas sugerem que o EX2 encontrou audiência disposta a ouvir.
Em novembro de 2025, a Geely lançou oficialmente o EX2 no mercado brasileiro, um hatch elétrico que chega com dois modelos e preços promocionais que o posicionam como rival direto do BYD Dolphin Mini. A versão Pro sai por R$ 119.990, enquanto a Max é oferecida a R$ 135.100. O cálculo da marca é simples: oferecer mais espaço interno, melhor desempenho e custo-benefício competitivo para conquistar consumidores urbanos que buscam alternativas ao modelo da BYD, que mantém liderança consolidada no segmento.
O veículo é fabricado na China e importado para o Brasil, com distribuição através de uma rede de concessionárias que começou modesta mas já registra expansão. As vendas iniciaram no final de novembro, e o modelo emplacou centenas de unidades nas primeiras semanas — um desempenho inicial que sugere interesse do mercado. A parceria com a Renault oferece suporte logístico e de pós-venda, enquanto a marca planeja ampliar sua rede para mais de 60 pontos até o encerramento de 2025, incluindo quiosques em shoppings para aumentar a capilaridade.
Fisicamente, o EX2 mede 4,13 metros de comprimento e 1,80 metro de largura, com entre-eixos de 2,65 metros. Essas proporções traduzem-se em espaço generoso para cinco ocupantes e um porta-malas de 375 litros — maior que o do Dolphin Mini. Um compartimento dianteiro adicional de 70 litros oferece flexibilidade para pequenos objetos. Com os bancos traseiros rebatidos, a capacidade total atinge 1.320 litros, um diferencial relevante para quem usa o carro no dia a dia.
No aspecto mecânico, o EX2 monta um motor elétrico traseiro de 116 cavalos de potência e 15,3 kgfm de torque, com tração traseira e suspensão independente nas quatro rodas. A aceleração de zero a 100 km/h ocorre em 10,2 segundos, com velocidade máxima de 140 km/h. A bateria de 39,4 kWh proporciona autonomia de 289 quilômetros conforme o ciclo Inmetro, e a recarga rápida leva apenas 21 minutos para ir de 30% a 80% em carregadores de até 70 kW. O consumo energético de 0,39 MJ/km resulta em custo operacional aproximado de R$ 0,09 por quilômetro, tornando o modelo particularmente atraente para deslocamentos urbanos frequentes.
A versão Pro chega equipada com ar-condicionado digital, central multimídia de 14,6 polegadas, painel digital de 8,8 polegadas, seis airbags e sistemas de controle de estabilidade e tração. A versão Max adiciona recursos mais sofisticados: sistema ADAS com piloto automático adaptativo, frenagem autônoma de emergência, alerta de mudança de faixa, câmera panorâmica de 540 graus, banco do motorista com ajuste elétrico e carregador por indução. Ambas compartilham a mesma base mecânica e autonomia, com garantia de bateria de oito anos ou 150 mil quilômetros e cobertura nacional de assistência técnica.
Comparado ao Dolphin Mini, o EX2 oferece maior potência, torque superior e porta-malas mais amplo. A autonomia é ligeiramente superior, e a tração traseira proporciona uma dinâmica de direção distinta. O BYD, porém, mantém vantagem consolidada em vendas, rede de concessionárias estabelecida e reputação de mercado. A estratégia da Geely é atrair consumidores que priorizam espaço e desempenho por um preço similar, apostando que o diferencial técnico e a capacidade de carga justifiquem a escolha.
O contexto favorece o lançamento. O Brasil registrou mais de 250 mil veículos elétricos emplacados em 2025, refletindo crescimento significativo no segmento impulsionado por modelos acessíveis. O EX2 chega em momento de diversificação do mercado, quando consumidores urbanos têm mais opções. A Geely aproveita o sucesso do modelo na China, onde lidera vendas, e busca replicar essa trajetória no Brasil. Com atualizações via software over-the-air mantendo o veículo atualizado e uma rede em expansão, a marca posiciona o EX2 como aposta séria no segmento de entrada do mercado de elétricos brasileiro.
Notable Quotes
O Geely EX2 busca atrair consumidores que priorizam espaço e desempenho por valor semelhante— Análise de posicionamento do modelo