Em um mercado brasileiro de veículos elétricos ainda em formação, a Geely apresenta o EX2 como uma resposta calculada à crescente demanda por mobilidade urbana acessível. O hatch compacto, importado da China onde já acumula mais de 300 mil unidades vendidas em 2025, chega com preços a partir de R$ 119.990 e mira diretamente no BYD Dolphin Mini, sinalizando que a disputa pelo consumidor elétrico brasileiro está apenas começando. Mais do que um lançamento de produto, o EX2 representa a aposta de que eficiência, espaço e custo por quilômetro podem redefinir o que uma família urbana espera de um c
Geely EX2 chega ao Brasil por R$ 119.990 com 289 km de autonomia para rivalizar com BYD
Custo de R$ 0,09 por quilômetro, o menor entre elétricos compactos
Por que a Geely escolheu justamente este segmento para entrar no Brasil? Parece um mercado já saturado.
A marca vem de um sucesso enorme na China com esse modelo — mais de 300 mil unidades em um ano. Eles estão apostando que o preço baixo e a eficiência energética abrem espaço mesmo com BYD e GWM já estabelecidas.
Mas qual é a diferença real entre 289 quilômetros e 280 quilômetros? Ambos os ciclos Inmetro medem a mesma coisa?
Boa pergunta. O Inmetro é o padrão brasileiro, então sim, são comparáveis. Mas 9 quilômetros é marginal — o que importa mais é o preço idêntico com mais potência.
E quanto à rede de concessionárias? 105 até 2026 é realista?
A Geely tem apoio da Renault para logística, o que ajuda. Mas é um compromisso ambicioso para uma marca nova. Vamos ver se conseguem cumprir.
A garantia da bateria é o ponto fraco, não é? Oito anos ilimitados da BYD contra oito anos ou 150 mil quilômetros da Geely.
Exato. Para quem pensa em manter o carro além de 150 mil quilômetros, a BYD oferece mais segurança. Mas para uso urbano típico, 150 mil quilômetros duram bastante tempo.
E o custo de manutenção? R$ 1.200 por ano é competitivo?
Para um elétrico compacto, é razoável. Sem óleo, sem transmissão complexa. O grande teste será se a rede consegue atender a demanda sem atrasos.
The Pulse
- O segmento de elétricos compactos no Brasil ganha um novo protagonista: a Geely entra em campo com o EX2 prometendo superar o BYD Dolphin Mini em potência, dimensões e autonomia pelo mesmo preço.
- Com custo de apenas R$ 0,09 por quilômetro rodado, o modelo pressiona concorrentes como o GWM Ora 03 e o próprio Dolphin GS, que custam mais e entregam eficiência inferior.
- A rede de distribuição ainda limitada — com expansão planejada para 105 concessionárias somente até 2026 — pode frear o ritmo de adoção em um país continental como o Brasil.
- As entregas começam em dezembro nas principais capitais, com São Paulo e Rio de Janeiro na linha de frente, testando a capacidade logística apoiada pela parceria com a Renault.
- A garantia de oito anos para a bateria compete diretamente com a BYD, mas a ausência do prazo ilimitado oferecido pelo rival pode pesar na decisão de compradores mais cautelosos.
Em um mercado brasileiro de veículos elétricos ainda em formação, a Geely apresenta o EX2 como uma resposta calculada à crescente demanda por mobilidade urbana acessível. O hatch compacto, importado da China onde já acumula mais de 300 mil unidades vendidas em 2025, chega com preços a partir de R$ 119.990 e mira diretamente no BYD Dolphin Mini, sinalizando que a disputa pelo consumidor elétrico brasileiro está apenas começando. Mais do que um lançamento de produto, o EX2 representa a aposta de que eficiência, espaço e custo por quilômetro podem redefinir o que uma família urbana espera de um carro pequeno.
A Geely deu mais um passo em sua estratégia brasileira ao lançar o EX2, seu segundo modelo no país. O hatch elétrico chega em duas versões — Pro e Max — com preços promocionais de R$ 119.990 e R$ 135.100, respectivamente, e tem como alvo declarado o BYD Dolphin Mini, líder do segmento de compactos elétricos.
Com 4,13 metros de comprimento e construído sobre a plataforma SEA — a mesma do Volvo EX30 —, o EX2 entrega 116 cavalos de potência com tração traseira, acelerando de zero a 100 km/h em 10,2 segundos. A bateria LFP de 39,4 kWh garante 289 km de autonomia pelo ciclo Inmetro e recarrega de 30% a 80% em apenas 21 minutos em estações de corrente contínua.
O interior prioriza famílias urbanas: porta-malas de 375 litros expansíveis a 1.320 litros, compartimento frontal de 70 litros e entre-eixos de 2,65 metros. O consumo de R$ 0,09 por quilômetro é apresentado como o menor entre os elétricos compactos disponíveis no Brasil, tornando o modelo atrativo também para motoristas de aplicativo.
A versão Pro traz multimídia de 14,6 polegadas e painel digital de 8,8 polegadas, enquanto a Max adiciona assistente de condução adaptativo, câmeras 360 graus e carregador por indução. Ambas contam com seis airbags, ar-condicionado digital e conectividade 4G com atualizações remotas via aplicativo.
Frente ao Dolphin Mini, o EX2 Pro empata no preço mas vence em autonomia e potência. Comparado ao Dolphin GS e ao GWM Ora 03 — ambos mais caros —, o EX2 Max oferece espaço e eficiência por menor investimento. A Geely planeja chegar a 105 concessionárias até 2026, com suporte logístico da Renault, e inicia as entregas em dezembro nas principais capitais brasileiras.
A Geely apresentou seu segundo modelo no Brasil esta semana: o EX2, um hatch elétrico que chega com dois níveis de equipamento e preços promocionais de R$ 119.990 e R$ 135.100. O carro foi importado da China, onde a marca já colocou mais de 300 mil unidades nas ruas em 2025, e agora mira diretamente no BYD Dolphin Mini, seu concorrente mais próximo no segmento de compactos elétricos.
O EX2 mede 4,13 metros de comprimento e repousa sobre a plataforma SEA, a mesma que sustenta o Volvo EX30. Seu motor elétrico de 116 cavalos de potência e tração traseira acelera de zero a 100 km/h em 10,2 segundos, atingindo velocidade máxima de 140 km/h. A bateria LFP de 39,4 kWh oferece 289 quilômetros de autonomia conforme o ciclo Inmetro, e recarrega de 30% a 80% em 21 minutos em estações de corrente contínua com 70 kW de potência. Em tomadas residenciais de 220 volts, o processo leva 6,5 horas.
O espaço interno reflete a prioridade do projeto em acomodar famílias urbanas. O porta-malas comporta 375 litros, expansíveis para 1.320 litros quando os bancos traseiros são rebatidos. Um compartimento frontal adicional de 70 litros guarda itens menores. O entre-eixos de 2,65 metros aproxima-se de SUVs compactos, enquanto a altura de 1,58 metro facilita manobras em estacionamentos apertados. O peso de 1.300 quilos contribui para agilidade nas ruas.
A eficiência energética é um dos pontos fortes do modelo. O consumo de 0,39 megajoules por quilômetro resulta em custo de R$ 0,09 por quilômetro rodado, o menor entre elétricos compactos disponíveis no Brasil. Essa métrica considera energia elétrica residencial e reforça a viabilidade para deslocamentos diários e uso em aplicativos de transporte. O design adota linhas arredondadas e faróis LED full, adequado ao ambiente urbano brasileiro.
A versão Pro, a mais acessível, traz multimídia de 14,6 polegadas e painel digital de 8,8 polegadas com compatibilidade para espelhamento de smartphones, além de rodas de liga leve aro 15. A versão Max adiciona assistente de condução adaptativo, câmeras 360 graus, carregador por indução e teto preto. Ambas oferecem seis airbags, controles de tração, ar-condicionado digital e acomodação para cinco ocupantes. Conectividade 4G e atualizações remotas via aplicativo Geely completam o pacote. Cores especiais como Verde Pistache e Branco Horizonte custam R$ 2 mil extras.
Comparado ao Dolphin Mini, o EX2 Pro iguala o preço mas vence em dimensões e potência. Enquanto o rival BYD oferece 280 quilômetros de autonomia e 75 cavalos, o Geely avança com 289 quilômetros e tração traseira para melhor distribuição de peso. Frente ao Dolphin GS, que custa R$ 149.990, o EX2 Max oferece espaço similar por menos investimento. O GWM Ora 03, a R$ 154 mil, apresenta custo por quilômetro superior.
A Geely planeja expandir sua rede para 105 concessionárias até 2026, contando com apoio da Renault para logística. As entregas começam em dezembro nas principais capitais, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro. A garantia cobre oito anos ou 150 mil quilômetros para a bateria, enquanto a BYD oferece oito anos ilimitados. Manutenção anual custa em média R$ 1.200, e o pós-venda inclui suporte 24 horas e atualizações over-the-air para o software do veículo.
Notable Quotes
A marca já colocou mais de 300 mil unidades nas ruas na China em 2025— Dados de mercado da Geely
Garantia de oito anos ou 150 mil quilômetros para a bateria— Política de garantia da Geely Brasil