Flamengo perde para Corinthians, mas torcida faz festa no Maracanã

A torcida pedia o mundo de novo, anestesiada pelas conquistas
Mais de sessenta mil torcedores celebravam o tricampeonato da Libertadores mesmo com a derrota para o Corinthians.
Mark

Por que o Flamengo entrou em campo com uma equipe tão diferente se ainda disputava posição na tabela?

Mimi

Dorival Júnior tinha prioridades claras. Com o tricampeonato da Libertadores já conquistado, preservar os principais jogadores fazia sentido — Gabigol, Pedro, Arrascaeta não foram nem relacionados. Era um jogo de transição, não de urgência.

Luke

Mas isso significa que o Flamengo abdicou de lutar pela segunda posição? Ou a segunda posição era secundária?

Mimi

A segunda posição importava, sim. Mas o tricampeonato era histórico. A torcida estava ali para celebrar, não para sofrer por mais três pontos.

Mark

Como a torcida reagiu à derrota, então?

Mimi

Não reagiu como derrota. Sessenta mil pessoas cantavam, pediam o mundo de novo. O resultado do jogo foi secundário diante do que o time havia conquistado.

Luke

A reportagem diz que o Flamengo "criou mais, mas pecou nas finalizações". Isso é uma análise do desempenho ou uma explicação para a derrota?

Mimi

É uma observação sobre como o jogo se desenrolou. O Flamengo teve chances, não aproveitou. Mas com uma equipe alternativa, isso era esperado.

Mark

E o Corinthians? Qual era a motivação dele?

Mimi

Tinha duas: garantir a vaga na Libertadores de 2023 e talvez uma revanche pela derrota na final da Copa do Brasil. Conseguiu a primeira.

Luke

A reportagem menciona o clima de revanche, mas depois diz que o Flamengo "não comprou" isso. O que significa exatamente?

Mimi

Significa que o Flamengo não entrou em campo com a mesma intensidade que teria se estivesse buscando vingança. Estava em outro modo — celebratório, não combativo.

  • O Corinthians chegou ao Maracanã com fome própria — precisava da vitória para garantir vaga na Libertadores de 2023, e saiu na frente com Du Queiroz ainda no primeiro tempo.
  • Matheus França respondeu com uma cavadinha elegante que empatou o jogo e acendeu a esperança de uma virada improvável com um time alternativo em campo.
  • Yuri Alberto aproveitou falha de Fabrício Bruno para selar o 2 a 1 e frustrar a reação rubro-negra, que havia crescido após a entrada de Éverton Ribeiro.
  • Dorival Júnior poupou deliberadamente Gabigol, Pedro, Arrascaeta e outros titulares — o foco estava na celebração que viria depois, não no resultado desta partida.
  • Nas arquibancadas, a torcida cantou e festejou como se a derrota não existisse, mantendo vivo o calor do tricampeonato da Libertadores conquistado dias antes.
  • O clube já planeja uma comemoração nas ruas do Rio, enquanto ainda briga pela segunda posição no Brasileiro com jogos contra Coritiba, Juventude e Avaí.

No Maracanã, a derrota para o Corinthians por 2 a 1 foi apenas um detalhe na noite de quarta-feira: mais de sessenta mil torcedores do Flamengo reuniram-se não para disputar uma partida, mas para celebrar o tricampeonato da Libertadores recém-conquistado. O futebol, naquela noite, era pretexto — o que pulsava nas arquibancadas era a memória de uma conquista que transcende qualquer placar. Há momentos em que a vitória já foi vencida antes do apito inicial, e o Flamengo vivia um desses momentos.

O Maracanã estava tomado de vermelho e preto na noite de quarta-feira, mas o clima era de festa, não de batalha. Mais de sessenta mil torcedores do Flamengo foram ao estádio para celebrar o tricampeonato da Libertadores — e uma derrota por 2 a 1 para o Corinthians não foi capaz de apagar esse brilho.

Dorival Júnior fez escolhas deliberadas: Gabigol, Pedro, Arrascaeta e outros titulares foram poupados para a comemoração que viria depois. O time alternativo que entrou em campo apostou em velocidade nas transições, com Cebolinha e Ayrton Lucas criando pelo lado esquerdo. O Corinthians, porém, chegou afiado — talvez ainda motivado pela derrota na final da Copa do Brasil — e abriu o placar com Du Queiroz, que aproveitou espaços deixados por Matheuzinho.

No segundo tempo, Matheus França recebeu passe de Cebolinha e tocou com categoria por cima do goleiro, empatando com uma cavadinha que merecia outro contexto. Com a entrada de Éverton Ribeiro, o Flamengo ganhou dinâmica e se aproximou da virada. Mas o Corinthians esperou o momento certo: Yuri Alberto apareceu entre os zagueiros, aproveitou falha de Fabrício Bruno e venceu Hugo para selar o 2 a 1.

Nas arquibancadas, porém, a torcida rubro-negra não se entregou à frustração. Cantava e celebrava como se o placar fosse irrelevante — porque, naquela noite, era. O tricampeonato da Libertadores tinha peso suficiente para carregar uma derrota. O Flamengo ainda disputa a segunda posição no Brasileiro e planeja uma grande comemoração nas ruas do Rio. A festa de verdade ainda estava por vir.

O Maracanã fervia de vermelho e preto na noite de quarta-feira, mas não pela vitória. Mais de sessenta mil torcedores do Flamengo lotaram o estádio para um reencontro que tinha gosto de celebração — o time voltava para casa com o tricampeonato da Libertadores ainda quente nos braços, e a torcida vinha para festejar, não necessariamente para vencer. O Corinthians, porém, tinha outras intenções. Saiu na frente com Du Queiroz no primeiro tempo, viu Matheus França empatar com uma cavadinha elegante ainda na etapa inicial, e depois selou a vitória com Yuri Alberto na segunda metade. O placar final de 2 a 1 para os paulistas garantiu ao Corinthians uma vaga na Libertadores de 2023, mas não apagou o brilho que cercava o Flamengo naquela noite.

Dorival Júnior havia feito escolhas deliberadas. Gabigol, Pedro, Arrascaeta, Santos e Léo Pereira não foram nem relacionados para o banco de reservas — o técnico preservava seus principais nomes para a festa que viria depois. O time que entrou em campo era uma versão alternativa, construída para o Brasileiro com uma filosofia diferente: menos posse de bola, mais velocidade nas transições. Cebolinha funcionava bem pelo lado esquerdo, apoiado por Ayrton Lucas, e foi por ali que o Flamengo criou suas melhores oportunidades. Mas o Corinthians, talvez ainda queimando pela derrota na final da Copa do Brasil, começou afiado. Du Queiroz aproveitou espaços deixados por Matheuzinho para abrir o placar.

O segundo tempo trouxe reação imediata. Matheus França recebeu um passe preciso de Cebolinha e tocou com categoria por cima do goleiro — uma cavadinha que merecia estar em outro contexto, talvez em uma vitória. O gol empatou o jogo e trouxe esperança. Quando Éverton Ribeiro entrou em campo, o Flamengo ganhou nova dinâmica e se aproximou da virada. A pressão era real, o time criava mais, finalizava melhor. Mas o Corinthians recuou, esperou, e atacou na velocidade que sobrava. Yuri Alberto apareceu entre os zagueiros na entrada da área — Fabrício Bruno havia falhado na marcação — e venceu Hugo, que saiu desesperado para abafar. O 2 a 1 estava feito.

O que importava, porém, era o que acontecia nas arquibancadas. A torcida rubro-negra não se entregou à frustração. Cantava, comemorava, pedia o mundo de novo — como disse o relato da noite. O Flamengo ainda tinha compromissos pela frente: Coritiba e Juventude fora de casa, Avaí no Rio. A segunda posição na tabela ainda era possível. Mas o clube já planejava algo maior: uma comemoração nas ruas da cidade, no Centro ou na orla, para que a torcida fizesse a festa de verdade com os jogadores. O tricampeonato da Libertadores tinha peso suficiente para carregar uma noite de derrota. A festa viria depois.

O Flamengo criou mais, mas pecou nas finalizações
— análise do desempenho na reportagem
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