Festivais movimentam R$ 5 milhões e atraem 27 mil pessoas em Rio das Ostras

90% de aprovação: a festa saiu satisfeita
Pesquisa com 612 participantes mostrou que quase a totalidade considerou o evento bem-sucedido.
Mark

Então R$ 5 milhões em quatro dias — é muito dinheiro ou é o esperado para um evento desse tamanho?

Mimi

Depende do que você compara. Para uma cidade de porte médio, é significativo. Mas o que me impressiona mais é que 90% das pessoas saíram satisfeitas. Isso não é automático.

Mark

E esses 230 empregos — são permanentes ou desaparecem quando o festival acaba?

Mimi

Desaparecem. São postos diretos de montagem, segurança, limpeza. Quando a festa termina, a maioria das pessoas volta para o que estava fazendo. Mas para quem precisa de renda rápida, importa.

Mark

Por que a gastronomia foi tão importante? Não era um festival gastronômico?

Mimi

Era, sim. Mas mesmo assim, 40% das menções positivas focarem na comida mostra que as pessoas vieram com fome e saíram satisfeitas. A organização e a música importaram, mas a comida foi o que ficou.

Mark

E esses turistas de São Paulo e Minas Gerais — eles viajaram só pelos festivais ou era uma desculpa para conhecer Rio das Ostras?

Mimi

Para 42% deles, os festivais foram o motivo principal. Isso é importante porque significa que Rio das Ostras conseguiu criar um atrativo que puxa gente de longe. Não é um destino que as pessoas já visitavam; é um destino que elas escolheram por causa disso.

Mark

E agora? O que muda?

Mimi

A prefeitura quer usar esses dados para fazer melhor na próxima vez. Mas a pergunta real é se conseguem manter a qualidade e crescer sem perder o que funcionou.

  • Dois festivais simultâneos ocuparam Rio das Ostras por quatro dias e injetaram R$ 5,01 milhões diretamente na economia local, tocando desde hotéis até feirantes.
  • A demanda foi intensa o suficiente para levar a ocupação hoteleira a 70%, com quase metade dos turistas afirmando que os festivais foram o único motivo da viagem.
  • Visitantes chegaram não só da capital fluminense, mas de Minas Gerais e São Paulo, revelando um raio de atração que surpreende para um evento municipal.
  • 230 postos de trabalho diretos foram criados temporariamente, distribuídos por segurança, montagem, limpeza e comunicação — renda que circulou por múltiplos setores.
  • Com 90% de aprovação e gastronomia como principal destaque, os organizadores já tratam os dados como base para consolidar uma política permanente de eventos.

Em quatro dias de julho e agosto, dois festivais simultâneos às margens da Lagoa de Iriry transformaram Rio das Ostras num breve mas intenso laboratório de desenvolvimento econômico local. O Festival Gastronômico e o Festival Sesc de Inverno 2026 reuniram 27 mil pessoas, movimentaram R$ 5 milhões e revelaram que eventos culturais e gastronômicos podem funcionar como política pública deliberada — não apenas como celebração, mas como estratégia. Os números, agora sistematizados pela prefeitura, apontam para uma cidade que começa a entender o próprio potencial de atração.

Entre 30 de julho e 2 de agosto, Rio das Ostras viveu quatro dias de movimento incomum. O Festival Gastronômico e o Festival Sesc de Inverno 2026, realizados ao mesmo tempo na Lagoa de Iriry, funcionaram como um motor econômico compacto e eficiente: R$ 5,01 milhões em gastos diretos, rastreados pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, que registrou não apenas os valores, mas quem veio, de onde e com que grau de satisfação.

As 27 mil pessoas que passaram pelos festivais distribuíram seu dinheiro por hospedagem, alimentação, comércio, transporte e lazer. A cadeia produtiva também foi ativada nos bastidores: 230 postos de trabalho diretos foram gerados para dar conta da montagem, segurança, limpeza e operação dos eventos. A rede hoteleira chegou a 70% de ocupação, e 42,4% dos turistas entrevistados afirmaram que os festivais foram a razão principal da viagem — não um atrativo de passagem, mas o destino em si.

O alcance geográfico surpreendeu. Além dos visitantes do Rio de Janeiro e da região metropolitana, havia turistas da Baixada Fluminense, da Serra, do Norte Fluminense, de Minas Gerais e de São Paulo. Um evento local com raio de atração de centenas de quilômetros.

A pesquisa de satisfação, com 612 questionários presenciais, apontou 90% de aprovação. A gastronomia foi o destaque mais citado, com 40,5% das menções positivas, seguida pela organização geral e pelas atrações musicais. Para o secretário Pablo Kling, os dados não encerram um ciclo — abrem um. A meta é converter esse conhecimento em política de eventos estruturada, capaz de repetir e ampliar o impacto nas próximas edições.

Entre 30 de julho e 2 de agosto, Rio das Ostras recebeu duas festas que funcionaram como um motor econômico de curta duração mas intenso. O Festival Gastronômico de Rio das Ostras e o Festival Sesc de Inverno 2026, realizados simultaneamente na Lagoa de Iriry, movimentaram R$ 5,01 milhões em gastos diretos ao longo de apenas quatro dias. Os números vêm de um levantamento técnico da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, que rastreou não apenas o dinheiro que circulou, mas também quem veio, por que vieram e se saíram satisfeitos.

Aproximadamente 27 mil pessoas passaram pelos festivais. Esse volume de gente gastou em hospedagem, alimentação, comércio local, transporte e entretenimento — os canais tradicionais pelos quais um evento turístico injeta recursos em uma economia municipal. Mas o impacto não parou no consumidor final. A montagem, execução e limpeza dos festivais geraram 230 postos de trabalho diretos, distribuídos entre montagem de estrutura, segurança, limpeza, apoio operacional e comunicação. Para uma cidade de porte médio, isso representa uma injeção de oportunidades de renda de curto prazo que toca múltiplos setores.

Os hotéis de Rio das Ostras funcionaram próximo da capacidade máxima durante o período. A taxa média de ocupação chegou a 70%, um indicador robusto de que os festivais não apenas atraíram visitantes, mas os mantiveram hospedados. Para 42,4% dos turistas entrevistados, os festivais foram a razão principal pela qual decidiram viajar para a cidade. Isso sugere que o evento funcionou como um ímã — não era um atrativo secundário, mas o motivo central da viagem.

O alcance geográfico dos visitantes ultrapassou a região imediata. Enquanto 25,9% dos participantes vieram do Rio de Janeiro capital, 14,8% vieram de Niterói e São Gonçalo. Mas havia também gente da Baixada Fluminense, da Região Serrana, do Norte Fluminense, além de turistas de Minas Gerais e São Paulo. Um evento local, portanto, com raio de atração que se estende por centenas de quilômetros.

A pesquisa de satisfação, baseada em 612 questionários presenciais além de dados operacionais e análise hoteleira, revelou um nível de aprovação de 90%. Desses, 46,7% disseram que o evento atendeu completamente às expectativas, e 43,3% afirmaram que as superou. A gastronomia liderou as menções positivas com 40,5% das respostas, seguida pela organização geral do evento com 31% e pelas atrações musicais com 16,7%. O público, em outras palavras, saiu satisfeito — e a comida foi o destaque.

Pablo Kling, secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, enquadrou os números não como um fim em si, mas como matéria-prima para o planejamento futuro. Segundo ele, o objetivo é transformar os dados coletados durante os eventos em conhecimento prático que permita aperfeiçoar as próximas edições e construir uma política de eventos alinhada ao desenvolvimento econômico e turístico do município. Em outras palavras: esses quatro dias de julho e agosto não são apenas um sucesso isolado, mas um teste de conceito para algo maior.

Queremos transformar as informações produzidas durante os eventos em conhecimento para aperfeiçoar as próximas edições e consolidar uma política de eventos alinhada ao desenvolvimento econômico e turístico do município
— Pablo Kling, secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo
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