Ferry naufraga na costa norte do Chipre com pelo menos oito mortos

Pelo menos oito pessoas morreram no naufrágio do ferry; 267 pessoas estavam a bordo da embarcação.
A parte dianteira abriu-se e a água começou a entrar
Um sobrevivente descreve o momento em que o ferry começou a afundar após impactar violentamente a água.
Mark

Como é que um ferry com quase 300 pessoas consegue afundar tão rapidamente? Isto parece-me extraordinário.

Mimi

Os sobreviventes descrevem a embarcação a mover-se de forma muito errática — subindo e descendo, tremendo. Depois de vários impactos com a água, a proa partiu-se e a água entrou rapidamente.

Luke

Mas ninguém explica ainda por que é que começou a mover-se erraticamente em primeiro lugar. Problema mecânico? Falha estrutural? Tempestade mais forte do que o relatado?

Mark

O líder local mencionou uma tempestade, certo?

Mimi

Sim, Tufan Erhurman disse que havia uma tempestade no sábado, mas que as condições eram consideradas adequadas para navegar quando o ferry partiu.

Luke

"Consideradas adequadas" por quem? E se as condições pioraram rapidamente? Ou se o navio tinha problemas que o tornavam inseguro mesmo em condições normais?

Mark

O capitão foi detido. Isso sugere negligência?

Mimi

Foi detido para interrogatório, juntamente com sete tripulantes. Mas detenção para interrogatório não é acusação. Podem estar apenas a tentar perceber o que aconteceu.

Luke

Exatamente. Sabemos que o navio afundou a 514 metros de profundidade. Isso torna muito difícil investigar a embarcação. Que evidência física vai haver?

Mark

Então isto pode ficar sem resposta?

Mimi

Provavelmente haverá registos de manutenção, comunicações de rádio, dados de navegação. Mas sim, sem acesso ao casco, há limites ao que se pode determinar.

  • Um ferry com 267 pessoas a bordo começou a afundar minutos após deixar o porto de Kyrenia, numa rota considerada segura e rotineira.
  • Sobreviventes descrevem momentos de terror: a embarcação movia-se de forma errática, saltou no ar e caiu com violência, abrindo a proa e deixando entrar o mar.
  • Pelo menos oito pessoas morreram; imagens mostram passageiros com coletes a flutuar em torno do casco virado enquanto as operações de resgate decorriam.
  • O navio afundou completamente poucas horas depois, a 514 metros de profundidade, levando consigo as evidências físicas mais imediatas do desastre.
  • O capitão e sete tripulantes foram detidos para interrogatório, enquanto as autoridades tentam determinar se houve negligência, falha mecânica ou uma combinação de fatores.

Na manhã de sábado, um catamarã partiu do porto de Kyrenia, no Chipre do Norte, numa travessia que parecia rotineira para a costa turca — e que se transformou, em poucos minutos, numa tragédia com pelo menos oito mortos entre as 267 pessoas a bordo. O mar guarda ainda as razões exatas do naufrágio, enquanto a embarcação repousa a 514 metros de profundidade e as autoridades interrogam o capitão e a tripulação detidos. Este desastre recorda-nos como a fronteira entre o quotidiano e o irreversível pode ser atravessada sem aviso, e como as perguntas sobre responsabilidade e segurança emergem sempre à superfície, mesmo quando os navios já não o fazem.

Na manhã de sábado, por volta das 12h30, um catamarã operado pela companhia Filo Denizcilik deixou o porto de Kyrenia, no Chipre do Norte, com 259 passageiros e oito tripulantes a bordo, com destino a Tasucu, na costa turca. Minutos depois de zarpar, a embarcação começou a afundar. Pelo menos oito pessoas morreram.

Os relatos dos sobreviventes pintam um quadro perturbador: o ferry comportava-se de forma errática, subindo e descendo enquanto tremia violentamente. Após vários impactos com a superfície da água, saltou no ar e caiu com força. A proa, de casco duplo, abriu-se no impacto, e o mar entrou rapidamente. "A parte dianteira esquerda abriu-se e a água começou a entrar", contou à CNN Turk o passageiro Efe Multici, que sobreviveu para testemunhar o ocorrido.

O primeiro-ministro Ünal Üstel confirmou que o navio começou a afundar imediatamente após a partida, mas as causas exatas permanecem por apurar. O líder cipriota turco Tufan Erhurman referiu uma tempestade anterior, embora as condições meteorológicas fossem consideradas adequadas no momento da partida — o que levanta dúvidas sobre a avaliação feita pelas autoridades portuárias ou sobre o estado de manutenção da embarcação.

Poucas horas após o acidente, o ferry desapareceu completamente nas águas ao largo da praia de Diana, a 514 metros de profundidade. O capitão e sete tripulantes foram detidos para interrogatório. As investigações procuram agora determinar se o desastre resultou de negligência, falha mecânica, ou de uma combinação de fatores ainda por compreender.

Um catamarã com 267 pessoas a bordo saiu do porto de Kyrenia no Chipre do Norte no sábado de manhã, por volta das 12h30, com destino a Tasucu, na costa turca. Minutos depois de deixar o porto, a embarcação começou a afundar. Pelo menos oito pessoas morreram no naufrágio.

O ferry privado, operado pela companhia Filo Denizcilik, transportava 259 passageiros e oito tripulantes. As autoridades cipriotas turcas detiveram o capitão e sete membros da tripulação para interrogatório, enquanto investigam as causas do desastre. Segundo o primeiro-ministro da República Turca do Norte do Chipre, Ünal Üstel, o navio começou a afundar imediatamente após partir, mas as razões exatas permanecem desconhecidas.

Os sobreviventes forneceram relatos perturbadores sobre os momentos que antecederam o naufrágio. Efe Multici, um passageiro que sobreviveu, descreveu à CNN Turk como a embarcação se comportava de forma errática, subindo e descendo constantemente enquanto tremia violentamente. Depois de vários impactos com a superfície da água, o ferry saltou alto no ar e caiu com força. A proa da embarcação, que tinha dois cascos, abriu-se no impacto, permitindo que a água entrasse rapidamente. "A parte dianteira esquerda abriu-se e a água começou a entrar", relatou Multici.

O líder cipriota turco Tufan Erhurman mencionou uma tempestade que havia ocorrido no sábado, mas afirmou que as condições meteorológicas eram consideradas adequadas para a navegação no momento em que o ferry partiu. Esta declaração levanta questões sobre se as condições reais eram diferentes das avaliadas pelas autoridades portuárias, ou se o navio tinha problemas estruturais ou de manutenção que o tornaram vulnerável mesmo em condições aparentemente aceitáveis.

Imagens de vídeo do local mostram pessoas com coletes salva-vidas a flutuar nas águas ao redor da embarcação virada. O navio afundou completamente poucas horas após o acidente, a uma profundidade de 514 metros, segundo o Ministro dos Transportes da República Turca do Chipre do Norte, Erhan Arikli. A embarcação desapareceu nas águas ao largo da praia de Diana, na costa norte de Chipre.

O Chipre do Norte é um Estado separatista reconhecido apenas pela Turquia, que o apoia económica e militarmente. O ferry fazia o transporte marítimo diário entre o Chipre do Norte e a Turquia, uma rota que parecia rotineira até ao momento em que tudo correu terrivelmente mal. As investigações em curso procuram determinar se o desastre resultou de negligência, falha mecânica, ou de uma combinação de fatores que as autoridades ainda estão a tentar compreender.

A embarcação estava a mover-se muito mal. Subia e descia constantemente, tremendo violentamente. Três ou quatro minutos depois, o ferry saltou alto no ar e caiu com força.
— Efe Multici, sobrevivente, à CNN Turk
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