Na Madeira, o FC Porto confirmou a sua capacidade de sofrer e vencer ao mesmo tempo, superando o Marítimo por 1-2 num relvado que se tornou, ele próprio, personagem do jogo. Francesco Farioli, com a serenidade de quem acredita no mérito da sua equipa, respondeu às queixas adversárias com ironia elegante, enquanto já orienta o pensamento para Sevilha e para os desafios que a Europa exige.
Farioli: campo dos Barreiros estava inclinado, mas na direção oposta
O campo estava inclinado, mas na direção oposta
Farioli respondeu com ironia ao treinador do Marítimo sobre o relvado. Isso não é apenas um comentário de técnico irritado — há algo mais ali?
Há. Van der Gaag estava a reclamar do terreno como desculpa, e Farioli virou a narrativa. Estava a dizer: o campo foi difícil para ambos, mas nós ganhámos à mesma. É uma forma de desacreditar a reclamação.
Mas espera — nós temos apenas a versão de Farioli. Van der Gaag disse que o campo era inclinado, Farioli diz que era inclinado na direção oposta. Quem tem razão? O relvado dos Barreiros é realmente inclinado?
Boa pergunta. A fonte não nos diz isso. Sabemos que Farioli acredita que o Porto mereceu ganhar, e que usou a ironia para responder. Mas a verdade sobre o estado do campo fica em aberto.
E quanto a Pietuszewski? Parece ser uma história de redenção — lesões, paragem internacional, depois entra e faz a diferença.
Exatamente. Farioli planeava tê-lo a treinar durante a paragem, mas a seleção chamou-o. Chegou em pior condição, mas quando entrou, mudou o jogo.
Mas quantos minutos jogou realmente? Farioli diz que Pietuszewski disse que podia fazer 20 minutos, e que "fez a diferença". Isso é facto ou interpretação?
É interpretação de Farioli. Sabemos que Pietuszewski entrou e que o Porto marcou, mas não sabemos exatamente quanto tempo jogou ou qual foi o seu contributo específico.
E William Gomes? A lesão parece preocupante.
Muito. Saiu de maca no início da segunda parte. Farioli diz que as imagens não parecem boas, embora Gomes estivesse a sorrir no balneário.
Mas qual é o diagnóstico? Farioli não sabe — ele está apenas a ler as imagens. Pode ser desde uma entorse até algo mais grave. Fica tudo em suspenso até haver mais informação.
Der Puls
- O golo inesperado do Marítimo chegou como uma bofetada, obrigando o Porto a reagir com urgência antes que o jogo lhes escapasse das mãos.
- O relvado dos Barreiros tornou-se palco de uma troca de acusações entre treinadores, com Farioli a usar a ironia como escudo e como espada.
- Pietuszewski, regressado de lesão e com apenas 20 minutos nas pernas, entrou do banco e decidiu o encontro, transformando a sua fragilidade em argumento decisivo.
- William Gomes saiu em maca no início da segunda parte, lançando uma sombra sobre a euforia da vitória e complicando a gestão do plantel.
- Com a Liga dos Campeões à porta — e a memória da derrota frente ao Manchester City ainda fresca — o Porto precisa de recuperar física e mentalmente antes de enfrentar o Bétis em Sevilha.
Na Madeira, o FC Porto confirmou a sua capacidade de sofrer e vencer ao mesmo tempo, superando o Marítimo por 1-2 num relvado que se tornou, ele próprio, personagem do jogo. Francesco Farioli, com a serenidade de quem acredita no mérito da sua equipa, respondeu às queixas adversárias com ironia elegante, enquanto já orienta o pensamento para Sevilha e para os desafios que a Europa exige.
Francesco Farioli não deixou passar em branco as palavras de Mitchell van der Gaag. Quando o treinador do Marítimo se queixou da inclinação do relvado dos Barreiros, o técnico italiano concordou — mas inverteu o argumento. "O campo estava inclinado, mas na direção oposta", disse, deixando claro que, na sua leitura, foi o Porto quem mereceu os três pontos.
A vitória por 1-2 na Madeira não foi tranquila. O Marítimo marcou primeiro, de forma inesperada, e o Porto teve de reagir. Antes do intervalo, a equipa já tinha igualado e criado oportunidades para mais. Nos minutos finais, com o adversário a pressionar, o Porto ainda encontrou espaço para contra-ataques que podiam ter ampliado a vantagem. Farioli reconheceu as dificuldades do terreno, mas valorizou a atitude dos jogadores: "Provaram que estão conectados."
O momento individual mais marcante foi o de Pietuszewski. O jovem avançado tinha vivido uma época de início muito difícil, interrompida por lesões. A chamada à seleção durante a pausa complicou ainda mais a sua recuperação — chegou em pior estado do que quando saiu. Ainda assim, quando Farioli lhe perguntou quanto tempo aguentava, ele disse 20 minutos. Entrou, marcou e fez a diferença.
Mas nem tudo foi celebração. William Gomes saiu em maca no início da segunda parte, e as imagens preocuparam o treinador. "Não parece bem", admitiu Farioli, sem esconder a inquietação. Com o Bétis de Sevilha à espera na Liga dos Campeões — competição em que o Porto já perdeu em casa com o Manchester City — a recuperação física da equipa torna-se agora a prioridade máxima.
Francesco Farioli saiu da conferência de imprensa com uma resposta pronta para Mitchell van der Gaag. O treinador do Marítimo tinha reclamado sobre o estado do relvado dos Barreiros, dizendo não saber que o campo era tão inclinado. Farioli concordou — mas apenas em parte. "Eu concordo com o treinador quando diz que o campo estava inclinado, mas na direção oposta", respondeu o técnico italiano, com uma ironia que não deixava dúvidas sobre quem acreditava ter merecido a vitória.
O Porto tinha vencido 1-2 na Madeira, num jogo que Farioli descreveu como complicado mas ganho com mérito. "No geral acho que não há dúvida de quem devia ter ganho este jogo", disse em declarações à Sport TV. O primeiro golo do Marítimo chegou de forma inesperada — "uma chapada na cara do nada", nas palavras do técnico — mas a reação portista foi imediata. Antes do intervalo, o Porto já tinha igualado e criado boas oportunidades para fazer mais.
O regresso após a paragem internacional não era esperado ser fácil. Farioli sabia disso. "Nós sabíamos que ia ser um jogo complicado", reconheceu, mas o que o surpreendeu foi a qualidade dos treinos que precederam o encontro. "Após a paragem internacional, foram treinos de bom nível e com boa atitude. E hoje os jogadores provaram que estão conectados." O técnico não escondeu as limitações — "Não foi o melhor jogo, mas não era fácil neste relvado" — mas valorizou a capacidade de sofrer e competir quando as coisas não corriam como planeado. Nos últimos minutos, o Marítimo pressionou com tudo, mas o Porto conseguiu ainda dois ou três contra-ataques que poderiam ter dilatado a vantagem.
O destaque individual foi para Pietuszewski, o jovem avançado que saiu do banco para fazer a diferença. O jogador tinha começado a época de forma "muito complicada", marcado por lesões que o afastaram do ritmo competitivo. Durante a paragem internacional, a seleção nacional chamou-o, o que dificultou o controlo da sua recuperação. "Ele chegou em pior nível do que quando saiu", explicou Farioli. Mas quando perguntou quantos minutos o jogador podia fazer, Pietuszewski respondeu que conseguia 20 minutos. "E fez a diferença", concluiu o treinador, reconhecendo o impacto decisivo do jovem na vitória.
Nem tudo foram boas notícias. William Gomes abandonou o relvado no início da segunda parte, transportado em maca, e as imagens não tranquilizavam. "Não parece bem pelas imagens. Lá dentro está a sorrir, como sempre, mas parece ser doloroso", disse Farioli, deixando em aberto a gravidade da lesão. A recuperação física da equipa passa agora a ser prioridade, com a Liga dos Campeões à porta. O Porto enfrenta o Bétis de Sevilha na quarta-feira, numa altura em que a bateria precisa de ser recarregada. Farioli foi claro sobre o objetivo: "Temos alguns dias para preparar-nos e ir para Sevilha com a melhor condição para fazer um grande jogo". O encontro ganha ainda mais peso porque o Porto já tinha perdido em casa frente ao Manchester City na primeira jornada da competição.
Bemerkenswerte Zitate
Eu concordo com o treinador quando diz que o campo estava inclinado, mas na direção oposta. Acho que merecemos os três pontos.— Francesco Farioli, treinador do FC Porto
Ele chegou em pior nível do que quando saiu. Ontem perguntei quantos minutos podia fazer e ele disse 20 minutos. E fez a diferença.— Francesco Farioli, sobre Pietuszewski