Em Americana, morreu aos 81 anos Ronaldo Baptista Duarte, advogado e empresário que atravessou décadas de prosperidade e crise na história industrial da cidade. Presidente da Fidam nos anos 1990, ele esteve no centro das decisões institucionais quando o setor têxtil local enfrentava o impacto devastador da concorrência asiática. Sua trajetória — que passou pelo direito, pela indústria, pela hotelaria, pela panificação e pelo jornalismo — reflete a multiplicidade de formas pelas quais um indivíduo pode se entrelaçar ao destino coletivo de uma comunidade.
Ex-presidente da Fidam, Ronaldo Duarte morre aos 81 anos
De 25 milhões para 10 milhões de metros de tecido por mês
Ronaldo Duarte parece ter sido alguém importante em Americana, mas por quê exatamente? O que o torna digno de nota?
Ele estava lá nos momentos que importavam. Presidiu a Fidam quando a indústria têxtil — que era tudo para a cidade — estava desabando. Não era só um cargo honorário; ele estava envolvido nas decisões enquanto Americana perdia 60% de sua capacidade produtiva.
Mas a matéria não diz o que ele fez especificamente durante a crise. Ele presidiu, sim, mas qual foi sua ação? Isso fica vago.
Verdade. Sabemos que estava lá, que falava com a imprensa sobre o problema, mas os detalhes de sua gestão não aparecem.
E quanto aos negócios dele? Hotel, padaria, jornal — isso parece uma vida bem diversificada.
Sim. Ele não era só um advogado que falava sobre economia. Ele tinha pele no jogo. Possuía empresas, empregava pessoas. Isso o conectava à comunidade de forma concreta.
Mas também não sabemos quanto tempo esses negócios duraram ou se foram bem-sucedidos. O jornal circulou nos anos 1980 — e depois? O hotel ainda existe? Essas lacunas importam para entender o legado real dele.
Então o que fica claro é que ele foi uma figura multifacetada, mas os detalhes de seu impacto real permanecem um pouco obscuros?
Exatamente. Ele foi importante, mas a história completa de por quê — e como — ainda está parcialmente não dita.
Il Polso
- Ronaldo Duarte faleceu por causas naturais na quarta-feira, 29 de novembro, encerrando uma vida de 81 anos profundamente enraizada em Americana.
- Ele presidiu a Fidam justamente no biênio 1996-1997, quando a cidade ainda tentava se reerguer após ver sua produção têxtil cair de 25 para 10 milhões de metros mensais por causa da concorrência dos Tigres Asiáticos.
- Além da indústria têxtil, Duarte deixa um legado empresarial diversificado: foi dono de hotel, padaria, jornal e manteve um escritório de advocacia ativo por quase cinco décadas.
- O velório ocorreu em cerimônia fechada e o corpo foi cremado em Limeira; o atual presidente da Fidam, Leandro Zanini, prestou condolências públicas à família.
- Seu filho Ronaldo Júnior segue à frente do escritório de advocacia da família, mantendo o nome Duarte presente no cenário jurídico da cidade.
Em Americana, morreu aos 81 anos Ronaldo Baptista Duarte, advogado e empresário que atravessou décadas de prosperidade e crise na história industrial da cidade. Presidente da Fidam nos anos 1990, ele esteve no centro das decisões institucionais quando o setor têxtil local enfrentava o impacto devastador da concorrência asiática. Sua trajetória — que passou pelo direito, pela indústria, pela hotelaria, pela panificação e pelo jornalismo — reflete a multiplicidade de formas pelas quais um indivíduo pode se entrelaçar ao destino coletivo de uma comunidade.
Ronaldo Baptista Duarte morreu na quarta-feira, 29 de novembro, em Americana, aos 81 anos, por causas naturais. Advogado de formação — colou grau em 1972 — e empresário de vocação, ele construiu ao longo de décadas uma presença que tocava múltiplos aspectos da vida cotidiana da cidade.
Sua passagem pela Fidam, a Feira Industrial de Americana, foi marcada por um momento de grande tensão econômica. Antes de presidir a entidade no biênio 1996-1997, atuou como vice-presidente do Conselho Deliberativo na primeira metade dos anos 1990, quando a concorrência dos Tigres Asiáticos havia reduzido a produção têxtil local de 25 para apenas 10 milhões de metros por mês. Duarte conhecia essa realidade de dentro: era proprietário da Polifio, empresa têxtil da região, e chegou a ser entrevistado pelo Jornal do Brasil em 1994 para falar sobre o colapso do setor.
Mas sua trajetória não se resumia ao têxtil. Foi dono do Hotel Cidade, da Padaria Barão na Rua Dom Pedro II e do jornal Diário de Americana, que circulou nos anos 1980 — negócios que o tornaram figura reconhecível entre os americanenses. Seu escritório de advocacia funcionou até 2018, quando se desligou da profissão; hoje, o filho Ronaldo Júnior conduz o escritório e mantém vivo o nome da família no direito.
O velório aconteceu em cerimônia fechada na própria quarta-feira, e o corpo foi cremado no Grupo Bom Pastor, em Limeira. Leandro Zanini, presidente atual da Fidam, lamentou publicamente a perda. Duarte deixa dois filhos e cinco netos.
Ronaldo Baptista Duarte morreu na quarta-feira, 29 de novembro, em Americana. Tinha 81 anos. A morte ocorreu por causas naturais, segundo informações da família.
Duarte foi advogado, empresário e figura central na vida institucional de Americana durante décadas. Presidiu a Fidam — Feira Industrial de Americana — no biênio 1996-1997, e antes disso atuou como vice-presidente do Conselho Deliberativo da entidade na primeira metade dos anos 1990, período em que a cidade enfrentava uma das piores crises de sua história industrial. A concorrência dos Tigres Asiáticos — Coreia do Sul, China e Singapura — havia desmantelado grande parte do setor têxtil local, que era o coração econômico de Americana.
Em 1994, quando a situação ainda era crítica, Duarte foi entrevistado pelo Jornal do Brasil para falar sobre o estado da indústria. Ele descreveu o contraste entre o passado e o presente: no auge, Americana produzia 25 milhões de metros de tecido por mês. Com a crise, esse número havia caído para apenas 10 milhões. Duarte conhecia o setor de dentro — foi proprietário da Polifio, uma empresa têxtil que operava na região.
Sua trajetória empresarial, porém, não se limitou ao ramo têxtil. Duarte foi dono do Hotel Cidade, da Padaria Barão, localizada na Rua Dom Pedro II, e do jornal Diário de Americana, que circulou durante os anos 1980. Essas propriedades o tornaram uma figura visível na comunidade, alguém cujos negócios tocavam a vida cotidiana de muitos americanenses.
Como advogado, sua carreira foi longa. Formou-se em 1972 e manteve o escritório de advocacia ativo até 2018, quando se desligou da profissão. Seu filho, Ronaldo Júnior, assumiu a gestão do escritório e continua atendendo clientes até hoje, mantendo vivo o nome da família no ramo jurídico.
Leandro Zanini, atual presidente da Fidam, lamentou o falecimento e enviou condolências aos familiares e amigos de Duarte. O velório ocorreu na quarta-feira em cerimônia fechada. Depois, seu corpo foi cremado no Grupo Bom Pastor, em Limeira.
Duarte deixa dois filhos e cinco netos. Sua morte marca o fim de uma presença que atravessou gerações de transformação em Americana — desde os anos de prosperidade têxtil até a crise que reconfigurou a economia local, passando por décadas de atuação profissional e empresarial que o tornaram parte do tecido social da cidade.
Citazioni salienti
No auge, a cidade produzia 25 milhões de metros de tecido por mês. Porém, com a crise, as empresas do município passaram a produzir apenas 10 milhões.— Ronaldo Duarte, em entrevista ao Jornal do Brasil em 1994