Ex-BBB Pedro Henrique processa Globo por R$ 4,25 mi após saída por importunação sexual

Pedro Henrique sofreu impacto psicológico durante confinamento, foi internado em clínica psiquiátrica após saída e perdeu contratos comerciais.
O que não devia ter acontecido
Pedro Henrique reconheceu o erro imediatamente após o episódio na despensa, mas sua saída foi tratada como expulsão, não desistência.
Mark

Por que Pedro Henrique está processando a Globo se ele mesmo apertou o botão de desistência?

Mimi

Porque, segundo sua defesa, a forma como a emissora apresentou sua saída — como expulsão, não como desistência — prejudicou sua imagem publicamente. Essa diferença importa muito quando você tem contratos comerciais pendentes.

Mark

Ele realmente não sabia que aquilo era errado no momento?

Mimi

Ele reconheceu o erro imediatamente. Mas sua defesa diz que ele havia informado à produção sobre seu transtorno bipolar antes de entrar. Se isso é verdade, levanta questões sobre se a emissora deveria ter monitorado mais de perto ou atendido ao pedido da família para retirá-lo.

Mark

A internação psiquiátrica depois foi por causa do que aconteceu lá dentro?

Mimi

Sua defesa alega que o confinamento agravou uma condição que ele já tinha. É difícil separar causa e efeito em situações assim, mas o fato é que ele saiu de lá e precisou de internação.

Mark

Quanto tempo isso pode levar na Justiça?

Mimi

Ações de indenização dessa magnitude costumam ser longas. Enquanto isso, ele também enfrenta um inquérito criminal por importunação sexual. São duas batalhas paralelas.

Mark

A Globo vai responder?

Mimi

Até agora não respondeu. Mas quando responder, provavelmente vai argumentar que ele saiu voluntariamente e que a emissora agiu conforme seus protocolos.

  • Pedro Henrique tocou sem consentimento em uma colega de confinamento e reconheceu o erro, mas o que veio depois — a classificação pública de sua saída como expulsão — é o que ele contesta na Justiça.
  • A defesa alega que a produção foi avisada sobre o transtorno bipolar de Pedro antes do confinamento e que a família pediu sua retirada sem ser atendida, configurando, segundo os advogados, negligência da emissora.
  • Após deixar o programa, Pedro foi internado em clínica psiquiátrica, e a Polícia Civil do Rio o indiciou por importunação sexual — abrindo simultaneamente uma batalha civil e uma frente criminal.
  • A distinção entre 'desistência' e 'expulsão' está no coração do processo: segundo a ação, a narrativa adotada pela Globo custou a Pedro contratos comerciais e manchou irreversivelmente sua imagem pública.
  • A TV Globo permanece em silêncio oficial, e o caso segue na Justiça sem previsão de resolução, enquanto a polêmica continua moldando o legado da edição 26 do reality.

Dentro de uma casa projetada para entreter, um momento de violação deixou marcas que o tempo fora das câmeras não apagou. Pedro Henrique Espíndola, ex-participante do BBB 26, busca na Justiça R$ 4,25 milhões da TV Globo, argumentando que a emissora transformou sua saída voluntária em expulsão pública, destruindo sua reputação e seus contratos comerciais. O caso revela a tensão entre o espetáculo do reality show e as responsabilidades que recaem sobre quem o produz — especialmente quando um participante com histórico de transtorno mental entra em colapso diante de milhões de espectadores.

Pedro Henrique Espíndola deixou o BBB 26 carregando mais do que as câmeras registraram. O episódio que precipitou sua saída ocorreu na despensa da casa: segundo o relato da colega Jordana Morais, ele a acompanhou até lá, a pegou pelo pescoço e tentou beijá-la sem consentimento. Quando ela reagiu com surpresa, ele disse estar fazendo o que tinha vontade. A emissora exibiu as imagens ao vivo. Pedro reconheceu o erro diante dos outros participantes e apertou o botão de desistência. O apresentador Tadeu Schmidt deixou claro ao público que, caso ele não saísse por conta própria, seria retirado pela produção.

Mas é exatamente nesse ponto que a disputa judicial se instala. A defesa de Pedro afirma que ele havia informado à produção sobre seu diagnóstico de transtorno bipolar antes de entrar na casa, e que sua família chegou a solicitar sua retirada durante o confinamento — sem sucesso. Mais do que isso: embora ele tenha desistido voluntariamente, a TV Globo tratou o caso publicamente como uma expulsão. Essa diferença, segundo seus advogados, destruiu contratos comerciais que ele havia assinado e causou danos irreparáveis à sua imagem. A ação pede R$ 4,25 milhões em indenização, incluindo valores que ele afirma não ter recebido pela participação no programa.

Depois de deixar o reality, Pedro retornou ao Paraná e foi internado em uma clínica psiquiátrica. Sua defesa sustenta que o confinamento agravou um quadro de saúde mental preexistente. Em paralelo, a Polícia Civil do Rio de Janeiro o indiciou por importunação sexual, abrindo uma frente criminal além da disputa civil com a emissora. A TV Globo não se pronunciou oficialmente sobre a ação, que segue na Justiça adicionando novos capítulos a uma das polêmicas mais marcantes da edição 26 do BBB.

Pedro Henrique Espíndola saiu do Big Brother Brasil 26 em meio a uma crise que o perseguiria para fora da casa. Agora, meses depois, ele está na Justiça pedindo R$ 4,25 milhões à TV Globo, contestando não apenas o que aconteceu dentro do confinamento, mas como a emissora tratou sua saída e as consequências que se seguiram.

O episódio que marcou sua passagem pelo programa ocorreu durante uma interação com a colega de confinamento Jordana Morais. Segundo o relato dela, Pedro a acompanhou até a despensa quando ela pediu ajuda, a pegou pelo pescoço e tentou beijá-la sem consentimento. Quando ela reagiu com surpresa, ele respondeu que estava fazendo o que tinha vontade. A emissora exibiu imagens do momento durante a transmissão ao vivo. Pedro reconheceu o erro — "O que não devia ter acontecido", disse quando questionado por outros participantes — e decidiu deixar o programa por conta própria. O apresentador Tadeu Schmidt informou ao público que, caso Pedro não tivesse saído voluntariamente, seria retirado pela produção.

Mas aqui começa o ponto central da disputa judicial. A defesa de Pedro argumenta que ele havia informado à produção sobre um diagnóstico prévio de transtorno bipolar antes de entrar na casa, e que sua família havia solicitado sua retirada do programa sem que o pedido fosse atendido. Mais importante: embora ele tenha apertado o botão de desistência, a TV Globo tratou o caso publicamente como uma expulsão, não como uma saída voluntária. Essa distinção, segundo seus advogados, causou danos significativos à sua reputação e levou à rescisão de contratos comerciais que ele havia assinado. Ele também afirma não ter recebido os valores devidos pela participação no reality.

Após deixar o programa, Pedro retornou ao Paraná e foi internado em uma clínica psiquiátrica. Sua defesa aponta que o confinamento agravou seu quadro de saúde mental preexistente. Paralelamente, a Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu um inquérito sobre o episódio na despensa e indiciou Pedro por importunação sexual, abrindo uma frente criminal além da disputa civil com a emissora.

O processo foi revelado primeiro pela Folha de S.Paulo e confirmado pelo Estadão. Tanto a defesa de Pedro quanto a TV Globo foram procurados para comentar, mas nenhum dos dois respondeu até a publicação das reportagens. A emissora mantém silêncio oficial sobre a ação. O caso agora segue na Justiça, adicionando um novo capítulo a uma polêmica que marcou profundamente a edição 26 do reality show e que continua gerando desdobramentos legais e pessoais para o ex-participante.

Ele pegou e entrou comigo na despensa, me pegou pelo pescoço e tentou me beijar. Eu falei: 'Cê tá louco?' e ele falou: 'Tô fazendo o que tô com vontade'
— Jordana Morais, colega de confinamento
Caso Pedro não tivesse saído por conta própria, seria retirado pela produção
— Tadeu Schmidt, apresentador, durante transmissão ao vivo
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