Em Cariacica, o prefeito reeleito Euclério Sampaio assinou, em dezembro de 2024, uma lei que redefine sua própria remuneração e a de seus auxiliares para os próximos quatro anos — um gesto que, como tantos outros ao longo da história do poder local, coloca em tensão a legitimidade da autorremuneração e a responsabilidade com o erário público. O ato, legal em sua forma, convida à reflexão sobre os limites éticos do mandato representativo e sobre quem, afinal, guarda os guardiões.
Euclério sanciona lei que aumenta próprio salário para R$ 27 mil em 2025
De R$ 13.888 em 2022 para R$ 27 mil em 2025
Por que um prefeito reeleito sanciona um aumento para si mesmo logo antes de tomar posse?
Tecnicamente, Sampaio já está no cargo — foi reeleito. A lei entra em vigor em janeiro, quando começa o novo mandato. É uma prática comum em municípios, mas gera questionamentos sobre prioridades.
Espera. Ele já havia aumentado seu próprio salário duas vezes nos últimos dois anos. Isso não é um padrão preocupante?
É um padrão documentado. De R$ 13.888 em 2022 para R$ 27 mil em 2025 — quase o dobro em três anos.
E a vice-prefeita? Um aumento de 80% parece desproporcional.
Ela está assumindo o cargo pela primeira vez. O aumento a coloca no mesmo patamar dos secretários, mas a diferença anterior era grande — ela ganhava menos da metade.
A lei diz que as despesas serão cobertas pelas dotações orçamentárias vigentes. Mas não sabemos se isso significa que outras áreas terão seus orçamentos reduzidos.
Então não temos clareza sobre o impacto real no orçamento municipal?
Não. Sabemos que a lei foi sancionada e publicada, mas não há informação sobre como isso será financiado na prática.
O que sabemos é que vigorará até 2028 sem alterações previstas. É um compromisso de quatro anos com esses valores.
E ninguém questionou isso publicamente antes da sanção?
A reportagem não menciona oposição ou debate público. Apenas que a aprovação suscita debates sobre alinhamento orçamentário — mas isso é análise do jornal, não reação documentada.
O Pulso
- O prefeito Euclério Sampaio sancionou aumento do próprio salário para R$ 27 mil, elevando em R$ 3,9 mil sua remuneração já no fim de seu primeiro mandato e às vésperas do segundo.
- A vice-prefeita eleita Shymenne de Castro terá reajuste de 80%, saltando de R$ 12.753,51 para R$ 23 mil — o maior aumento proporcional entre os beneficiados pela lei.
- A medida provoca desconforto público ao repetir um padrão: Sampaio já havia sancionado aumentos para si mesmo em 2022 e 2023, acumulando reajustes sucessivos ao longo do mandato.
- A lei proíbe gratificações adicionais e veda o acúmulo de subsídios, tentando conter críticas com restrições formais que limitam ganhos extras.
- O debate sobre o alinhamento desses reajustes às prioridades orçamentárias do município permanece aberto, sem respostas públicas claras da administração.
Em Cariacica, o prefeito reeleito Euclério Sampaio assinou, em dezembro de 2024, uma lei que redefine sua própria remuneração e a de seus auxiliares para os próximos quatro anos — um gesto que, como tantos outros ao longo da história do poder local, coloca em tensão a legitimidade da autorremuneração e a responsabilidade com o erário público. O ato, legal em sua forma, convida à reflexão sobre os limites éticos do mandato representativo e sobre quem, afinal, guarda os guardiões.
Na terça-feira 10 de dezembro de 2024, o prefeito reeleito de Cariacica, Euclério Sampaio, do MDB, sancionou a Lei nº 6.711, que redefine os salários do executivo municipal para a legislatura 2025-2028. A partir de janeiro, Sampaio passará a receber R$ 27 mil mensais, um acréscimo de R$ 3,9 mil sobre os atuais R$ 23,1 mil.
O reajuste alcança também a vice-prefeita eleita Shymenne de Castro, cujo salário saltará de R$ 12.753,51 para R$ 23 mil — aumento de 80%. Os secretários municipais e ocupantes de cargos de direção receberão o mesmo valor. A lei fixa esses montantes como teto remuneratório e proíbe qualquer acréscimo em forma de gratificações ou abonos. Caso a vice-prefeita acumule função de secretária, deverá optar por apenas um dos subsídios.
Não é a primeira vez que Sampaio sanciona aumento para si mesmo. Em novembro de 2022, elevou seu subsídio de R$ 13.888,22 para R$ 22 mil. Em abril de 2023, um reajuste de 5% concedido aos servidores também o beneficiou, chegando aos atuais R$ 23,1 mil. A nova lei vigorará até 31 de dezembro de 2028, e a aprovação do reajuste reaviva o debate sobre o equilíbrio entre a remuneração dos gestores públicos e as necessidades prioritárias do município.
Na terça-feira 10 de dezembro, o prefeito reeleito de Cariacica, Euclério Sampaio, do MDB, sancionou a Lei nº 6.711, que redefine os salários dos principais cargos do poder executivo municipal para os próximos quatro anos. A partir de 1º de janeiro de 2025, Sampaio passará a receber R$ 27 mil mensais — um aumento de R$ 3,9 mil sobre seus atuais R$ 23,1 mil.
O reajuste não se limita ao prefeito. A vice-prefeita eleita Shymenne de Castro, também do MDB, verá seu salário saltar de R$ 12.753,51 para R$ 23 mil mensais, representando um acréscimo de 80%. Os secretários municipais e ocupantes de cargos de direção receberão o mesmo valor de R$ 23 mil. A lei estabelece esses montantes como teto remuneratório e proíbe qualquer acréscimo adicional em forma de gratificações, adicionais ou abonos.
A legislação, já publicada no Diário Oficial, traz uma restrição importante: caso a vice-prefeita exerça também a função de secretária municipal ou cargo assemelhado, ela deverá optar por um dos subsídios, sendo vedado o acúmulo de remunerações. As despesas decorrentes da implementação da lei serão cobertas pelas dotações orçamentárias já vigentes no município.
Este não é o primeiro aumento que Sampaio concede a si mesmo durante seu mandato. Em novembro de 2022, ele sancionou lei que elevou seu subsídio de R$ 13.888,22 para R$ 22 mil. Meses depois, em abril de 2023, um reajuste de 5% concedido aos servidores municipais também alcançou o prefeito, fazendo seu salário subir para os atuais R$ 23,1 mil — antes deste novo aumento para R$ 27 mil.
A lei vigorará durante toda a legislatura 2025-2028, com os valores fixados até 31 de dezembro de 2028. Não foram mencionadas propostas de alterações nos subsídios antes desse período. A aprovação e sanção do reajuste abrem espaço para debates sobre o alinhamento desses aumentos aos limites orçamentários disponíveis e às necessidades prioritárias do município.
Citações Notáveis
Os valores são fixados como teto remuneratório e serão pagos em parcela única, com proibição de qualquer acréscimo de gratificações, adicionais ou abonos— Lei nº 6.711