EUA executam condenado por fuzilamento pela primeira vez em 14 anos

Brad Sigmon foi executado por fuzilamento; seus crimes resultaram na morte de duas pessoas (pais de sua ex-namorada) e tentativa de homicídio de sua ex-namorada.
Se eu não pudesse tê-la, não deixaria mais ninguém tê-la
Sigmon confessou suas intenções a um detetive após ser preso pelos assassinatos de 2001.
Mark

Por que Sigmon escolheu o fuzilamento em vez de outras opções?

Mimi

Ele tinha medo real dos outros métodos. Disse que a cadeira elétrica o cozinharia vivo. Quanto à injeção letal, temia que o pentobarbital causasse um fluxo de fluido para seus pulmões e o afogasse. Como os detalhes do procedimento são secretos na Carolina do Sul, ele não sabia exatamente o que esperar.

Luke

Mas essas são as razões que ele deu. Não sabemos se seus medos eram baseados em fatos reais ou em percepções. O que sabemos é que ele escolheu.

Mark

Qual era o crime exato?

Mimi

Ele espancou os pais de sua ex-namorada com um taco de beisebol até a morte em 2001, depois tentou sequestrar e matar a mulher. Ela conseguiu escapar.

Luke

E ele confessou? Ou foi condenado com base em evidências circunstanciais?

Mimi

Ele confessou a um detetive após sua prisão. Disse explicitamente que sua intenção era matá-la e depois a si mesmo.

Mark

Por que o fuzilamento é tão raro nos EUA?

Mimi

Porque caiu em desuso. Mas alguns defensores da pena de morte começaram a vê-lo como mais humano — se os atiradores acertarem, a morte é quase instantânea.

Luke

Quase instantânea. Mas há quanto tempo isso não é testado? Catorze anos. E antes disso?

Mimi

Não há muitos dados recentes sobre o que realmente acontece.

Mark

Sigmon pediu para ser executado dessa forma?

Mimi

Não exatamente. Ele escolheu entre as opções que lhe restavam. Não era um pedido voluntário de morte.

Luke

Então tecnicamente ele não escolheu morrer. Ele escolheu como morrer.

Mimi

Sim, essa é a distinção correta.

  • Brad Sigmon, 67 anos, fuzilado em 7 de março de 2025 na Carolina do Sul
  • Condenado pelo espancamento e duplo homicídio dos pais de sua ex-namorada em 2001
  • Primeira execução por fuzilamento em 14 anos nos EUA; quarta desde 1976
  • Três atiradores dispararam rifles a 4,6 metros de distância com munição calibre 308

Sigmon foi condenado pelo espancamento e duplo homicídio dos pais de sua ex-namorada após ela se recusar a voltar para ele em 2001. Esta foi a 4ª execução por fuzilamento desde que a pena de morte foi reintroduzida nos EUA em 1976, e a primeira em 14 anos.

Brad Sigmon, 67 anos, foi fuzilado na Carolina do Sul por ter matado os pais de sua ex-namorada em 2001. Foi a primeira execução por pelotão de fuzilamento em 14 anos nos EUA.

Brad Sigmon tinha 67 anos quando foi levado à câmara de execução na Carolina do Sul na noite de 7 de março de 2025. Vestido inteiramente de preto, inclusive os Crocs nos pés, ele acenou para seu advogado antes de um capuz ser colocado sobre seu rosto. Três atiradores voluntários, posicionados a 4,6 metros de distância, dispararam rifles carregados com munição TAP Urban Winchester calibre 308 — balas projetadas para se estilhaçar no impacto e causar morte quase instantânea. Sigmon foi declarado morto às 18h08, horário local. Era a primeira execução por fuzilamento nos Estados Unidos em 14 anos.

Sigmon havia sido condenado à morte pelo espancamento e assassinato dos pais de sua ex-namorada em 2001. Os crimes ocorreram no Condado de Greenville, quando a mulher se recusou a voltar para ele. Segundo os investigadores, ele os perseguiu de quarto em quarto em sua casa, agredindo-os repetidamente com um taco de beisebol até que ambos morreram. Depois, Sigmon sequestrou sua ex-namorada sob a mira de uma arma, mas ela conseguiu escapar do veículo. Ele atirou nela enquanto corria, mas errou o alvo.

Em uma confissão feita a um detetive após sua prisão, Sigmon foi direto sobre suas intenções: "Minha intenção era matá-la e depois a mim mesmo. Essa era minha intenção o tempo todo. Se eu não pudesse tê-la, não deixaria mais ninguém tê-la." Ele sabia, disse, que chegaria um ponto em que não poderia mais tê-la, e esse ponto havia chegado.

Na quinta-feira anterior à execução, a defesa de Sigmon pediu à Suprema Corte estadual que adiasse a morte. O pedido foi negado. Sua última esperança era uma graça do governador, que também foi recusada. Sigmon havia escolhido o fuzilamento entre as opções que lhe restavam — e essa escolha revela algo sobre como ele via seus próprios caminhos para a morte. Ele rejeitou a cadeira elétrica, dizendo que o "cozinharia vivo". Rejeitou também a injeção letal, temendo que o pentobarbital injetado em suas veias enviasse um fluxo de fluido para seus pulmões e o afogasse. Seus advogados apontaram que os detalhes do procedimento de injeção letal são mantidos em segredo na Carolina do Sul, deixando-o sem saber exatamente o que enfrentaria.

O fuzilamento é raro nos Estados Unidos como método de execução, mas tem uma longa história — tanto como punição militar por motim e deserção quanto como ferramenta de terror político na União Soviética e na Alemanha. Nos últimos anos, alguns defensores da pena de morte começaram a argumentar que é mais humano do que as alternativas. Se os atiradores acertarem, a morte é quase instantânea. A cadeira elétrica queima e desfigura. O gás nitrogênio, injetado através de uma máscara, já deixou prisioneiros se contorcendo e sofrendo. As injeções letais exigem a inserção de um catéter na veia, um procedimento que pode dar errado.

Sigmon foi o quarto homem executado por fuzilamento desde que a pena de morte foi reintroduzida nos Estados Unidos em 1976 — quase 50 anos atrás. A última execução por esse método havia ocorrido 14 anos antes, em 2011. Enquanto isso, em outros países, o fuzilamento continua sendo um método de execução mais comum. Em 2015, dois brasileiros presos na Indonésia foram fuzilados.

O procedimento em que Sigmon foi executado seguiu um protocolo específico. Ele foi amarrado a uma cadeira com um alvo desenhado sobre seu coração. Os três atiradores, armados com rifles, dispararam simultaneamente. Testemunhas relataram que ele parecia sereno, falou suas últimas palavras, e depois um momento de silêncio tomou conta da câmara de execução antes dos disparos. A Associated Press confirmou a hora da morte: 20h08 em Brasília.

O caso de Sigmon agora faz parte de um debate mais amplo sobre como os Estados Unidos executam seus condenados à morte. Enquanto alguns veem o fuzilamento como uma alternativa mais rápida e menos cruel, outros questionam se qualquer método de execução pode ser verdadeiramente humano. O que é certo é que Sigmon escolheu morrer por balas porque acreditava que era a opção menos pior disponível para ele.

Minha intenção era matá-la e depois a mim mesmo. Essa era minha intenção o tempo todo. Se eu não pudesse tê-la, não deixaria mais ninguém tê-la.
— Brad Sigmon, em confissão a um detetive após sua prisão
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