No futebol, onde cada centímetro pode reescrever destinos, a CBF abriu ao público o áudio da sala do VAR que anulou um gol de Gabigol nas semifinais da Copa do Brasil entre Flamengo e Corinthians. A decisão, tomada aos 26 minutos do segundo tempo com o Flamengo vencendo por 1 a 0, foi sustentada por linhas traçadas sobre o calcanhar de Hugo e o ombro do atacante. Ao tornar visível o raciocínio invisível da arbitragem, a confederação ensaia uma resposta antiga a uma pergunta que o esporte nunca cansa de fazer: como confiar no que não se pode ver?
CBF divulga áudio do VAR em gol anulado de Gabigol contra Corinthians
Linhas traçadas no calcanhar e no ombro determinaram a posição
Por que a CBF decidiu divulgar esse áudio agora? Qual era a controvérsia em torno do gol?
O gol foi anulado por impedimento, mas a decisão gerou dúvidas entre torcedores e comentaristas sobre se as linhas foram traçadas corretamente. Divulgar o áudio permite que as pessoas vejam exatamente como o VAR chegou àquela conclusão.
Mas o áudio mostra apenas o que foi dito na sala de vídeo, certo? Não resolve necessariamente se a decisão estava correta ou não — só mostra o processo.
Exato. É sobre transparência no processo, não sobre provar que estava certo ou errado.
E quem era o responsável pela decisão?
Rodolpho Toski Marques era o árbitro de vídeo naquela partida.
Uma pergunta: o áudio mostra alguma dúvida ou hesitação dele, ou foi uma decisão clara?
O material divulgado mostra a análise técnica com as linhas traçadas, mas não há informação sobre o tom ou a segurança com que a decisão foi comunicada.
Isso é uma prática comum agora, divulgar esses áudios?
Tem se tornado mais frequente em competições oficiais, especialmente quando há polêmica.
Ainda assim, nem todos os áudios são divulgados, certo? Então há uma seleção de quais decisões merecem esse escrutínio público.
Le Pouls
- A anulação do gol de Gabigol acendeu a indignação de torcedores do Flamengo, que questionaram a validade da decisão em um momento decisivo das semifinais.
- O VAR precisou determinar, quadro a quadro, se o atacante tocou na bola antes que ela cruzasse a linha — uma análise de milímetros com peso de título.
- O árbitro de vídeo Rodolpho Toski Marques utilizou marcações no calcanhar do lateral Hugo e no ombro de Gabigol como pontos técnicos de referência para o impedimento.
- A CBF divulgou o áudio completo da sala de vídeo como resposta à polêmica, apostando na transparência para legitimar a decisão perante o público.
- A prática de tornar públicos esses registros sinaliza uma tendência crescente nas competições oficiais brasileiras de abrir o processo arbitral ao escrutínio coletivo.
No futebol, onde cada centímetro pode reescrever destinos, a CBF abriu ao público o áudio da sala do VAR que anulou um gol de Gabigol nas semifinais da Copa do Brasil entre Flamengo e Corinthians. A decisão, tomada aos 26 minutos do segundo tempo com o Flamengo vencendo por 1 a 0, foi sustentada por linhas traçadas sobre o calcanhar de Hugo e o ombro do atacante. Ao tornar visível o raciocínio invisível da arbitragem, a confederação ensaia uma resposta antiga a uma pergunta que o esporte nunca cansa de fazer: como confiar no que não se pode ver?
A CBF divulgou nesta quinta-feira o áudio da sala do VAR que resultou na anulação de um gol de Gabigol nas semifinais da Copa do Brasil, no confronto entre Flamengo e Corinthians. O lance aconteceu aos 26 minutos do segundo tempo, com o Flamengo já vencendo por 1 a 0 — um momento em que cada decisão carregava o peso da classificação.
A análise conduzida por Rodolpho Toski Marques, responsável pela arbitragem de vídeo na partida, buscou determinar se Gabigol havia tocado na bola antes de ela ultrapassar a linha do gol. Para isso, foram traçadas linhas de posicionamento sobre o calcanhar do lateral Hugo e o ombro do atacante, pontos técnicos que definiram se havia ou não impedimento.
Ao tornar público o áudio e o raciocínio por trás da decisão, a CBF dá um passo em direção à transparência arbitral — oferecendo a torcedores e ao público a chance de compreender os critérios aplicados. A prática, cada vez mais comum em competições oficiais, busca reduzir desconfianças e aproximar o processo de decisão daqueles que mais sentem seus efeitos nas arquibancadas.
A CBF divulgou nesta quinta-feira o áudio da sala de vídeo que levou à anulação de um gol de Gabigol na partida entre Flamengo e Corinthians pelas semifinais da Copa do Brasil. O lance ocorreu aos 26 minutos do segundo tempo, num momento em que o Flamengo já estava à frente no placar por 1 a 0. O que se seguiu foi uma análise minuciosa de posicionamento que resultaria na invalidação do gol.
O trabalho do VAR naquele momento consistiu em verificar se Gabigol havia tocado na bola antes dela ultrapassar a linha do gol. Para isso, Rodolpho Toski Marques, responsável pela arbitragem de vídeo na partida, utilizou o sistema de linhas de posicionamento disponível na tecnologia. A análise traçou marcações no calcanhar do lateral Hugo e no ombro de Gabigol, pontos de referência que determinariam se o atacante estava em posição legal ou não.
A divulgação do áudio pela confederação representa um movimento em direção à maior transparência nas decisões envolvendo o sistema de vídeo. Ao tornar públicos os diálogos e o raciocínio por trás da anulação, a CBF oferece aos torcedores e ao público em geral a oportunidade de compreender como a decisão foi tomada e quais foram os critérios técnicos aplicados. Essa prática de disponibilizar registros de momentos polêmicos tem se tornado mais frequente em competições oficiais, buscando reduzir questionamentos sobre a imparcialidade e a precisão das chamadas.
Citations marquantes
O VAR analisou se houve toque de Gabigol antes da bola entrar no gol— CBF