EUA e China se reúnem em Londres para negociar acordo comercial

China extrai 70% dos materiais que EUA precisa para tecnologia
A dependência americana de terras raras chinesas é o núcleo estratégico das negociações de Londres.
Mark

Por que Trump está tão confiante de que essa reunião vai dar certo? Ele disse "grande sucesso" — isso é apenas retórica?

Mimi

A conversa com Xi parece ter aberto uma porta. Em maio já tinham chegado a um acordo sobre tarifas, então há precedente de que conseguem negociar. Mas "grande sucesso" é linguagem de Trump — ele sempre fala assim.

Luke

Verdade. E a gente não sabe o que Xi disse na ligação. Trump disse que foi "muito positiva", mas não há confirmação chinesa disso. Pode ser que os dois lados estejam apenas dispostos a conversar.

Mark

E quanto às terras raras? Por que isso é tão importante agora?

Mimi

Porque a China controla 70% da produção mundial. Os EUA só têm uma mina, em Mountain Pass. Se a China cortar as exportações, a indústria de tecnologia americana fica paralisada.

Luke

Certo, mas a China também precisa vender. Não é como se pudessem simplesmente parar de exportar sem prejudicar sua própria economia. Isso é um ponto de alavancagem para os EUA também.

Mark

Então essa é uma negociação onde ambos têm algo a perder?

Mimi

Exatamente. A China quer acesso aos mercados americanos e precisa reduzir as tarifas. Os EUA querem segurança no fornecimento de terras raras. É por isso que o acordo de maio funcionou — ambos cederam um pouco.

Luke

Mas ainda não sabemos o que vai estar na mesa em Londres. O anúncio de Trump não detalha quais setores além de terras raras serão discutidos. Pode haver outras questões que não foram mencionadas.

  • A dependência americana de terras raras chinesas expõe uma vulnerabilidade estratégica profunda — os EUA operam apenas uma mina capaz de produzir esses elementos críticos, enquanto a China controla 70% da oferta global.
  • Uma ligação telefônica entre Trump e Xi Jinping, descrita como 'muito positiva', desbloqueou negociações presenciais que poderiam redefinir a relação comercial entre as duas maiores economias do mundo.
  • Scott Bessent, Howard Lutnick e Jamieson Greer viajarão a Londres representando Washington, mas a China ainda não revelou quem enviará — uma assimetria que mantém a tensão sobre o desfecho.
  • O acordo de maio, que reduziu tarifas recíprocas de patamares proibitivos para níveis mais manejáveis, criou o precedente e o impulso político que tornam este novo encontro possível.
  • Londres se torna palco de uma negociação que mistura diplomacia comercial com segurança nacional — o resultado pode determinar se os EUA conseguem garantir o abastecimento de materiais essenciais para sua indústria e defesa.

Em meio à maior rivalidade econômica do século, Estados Unidos e China voltam a sentar à mesa — desta vez em Londres — para negociar não apenas tarifas, mas o acesso a minerais que moldam o futuro tecnológico e militar das nações. A conversa entre Trump e Xi Jinping, descrita como calorosa, abriu caminho para um encontro de alto nível marcado para 9 de junho, onde o que está em jogo vai muito além do comércio: trata-se de quem controla os materiais que constroem o mundo moderno.

Donald Trump anunciou que negociadores americanos viajarão a Londres na segunda-feira, 9 de junho, para se encontrarem com autoridades chinesas em busca de um acordo comercial. O anúncio veio um dia após uma conversa telefônica com o presidente Xi Jinping, que Trump descreveu como 'muito boa' e com conclusões positivas para ambos os lados.

Três figuras centrais da administração representarão os EUA: o secretário do Tesouro Scott Bessent, o secretário de Comércio Howard Lutnick e o representante comercial Jamieson Greer. Trump divulgou os nomes em post na Truth Social, mas a China ainda não confirmou sua delegação.

O encontro tem raízes em negociações anteriores. Em maio, Bessent e o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng chegaram a um acordo que reduziu drasticamente as tarifas recíprocas — a China baixou suas taxações sobre produtos americanos de 125% para 10%, enquanto os EUA reduziram os tributos sobre importações chinesas de 145% para 30%.

Mas o tema central de Londres vai além das tarifas gerais. Trump mencionou especificamente as terras raras — 17 elementos químicos essenciais para smartphones, sistemas de defesa e tecnologia moderna. A China extrai cerca de 70% da oferta global desses materiais; os EUA contam com apenas uma mina operacional, a Mountain Pass, na Califórnia. Essa dependência representa uma vulnerabilidade estratégica que Washington busca resolver pela via diplomática — garantindo acesso confiável a esses recursos em termos que considere aceitáveis.

Donald Trump anunciou na sexta-feira que negociadores comerciais americanos viajarão a Londres na segunda-feira seguinte para se encontrarem com autoridades chinesas. O objetivo é fechar um acordo que resolva questões tarifárias entre os dois países — um passo que Trump descreveu como tendo potencial para "grande sucesso".

O anúncio veio um dia após uma conversa telefônica entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping. De acordo com Trump, aquela ligação foi "muito boa" e produziu "uma conclusão muito positiva para ambos os países". Os detalhes específicos dessa conversa não foram divulgados, mas o timing sugere que ela abriu caminho para as negociações presenciais que se aproximam.

Três figuras-chave da administração Trump estarão em Londres no encontro de 9 de junho: Scott Bessent, secretário do Tesouro; Howard Lutnick, secretário de Comércio; e Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos. Trump anunciou os nomes em um post na Truth Social, embora a China ainda não tenha confirmado quem enviará para a reunião.

Este encontro não ocorre em vácuo. Em maio, Bessent e o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng chegaram a um acordo sobre tarifas recíprocas que marcou uma mudança significativa no conflito comercial entre as duas potências. A China concordou em reduzir suas taxações sobre produtos americanos de 125% para 10%. Os Estados Unidos, por sua vez, reduziram seus próprios tributos sobre importações chinesas de 145% para 30%. Aquele acordo sinalizou uma disposição de ambos os lados em buscar terreno comum.

O foco da reunião de Londres, porém, vai além de tarifas gerais. Trump mencionou especificamente as "terras raras" — um termo que designa um grupo de 17 elementos químicos essenciais para a fabricação de tecnologia moderna, desde smartphones até sistemas de defesa. A China domina esse mercado de forma avassaladora, extraindo aproximadamente 70% da oferta global desses materiais. Os Estados Unidos, por contraste, têm apenas uma mina em operação capaz de produzir esses elementos: Mountain Pass, na Califórnia. Essa disparidade coloca os EUA em posição de dependência quando se trata de abastecer sua indústria tecnológica.

Para Trump, negociar um acordo favorável sobre terras raras é uma questão de segurança estratégica. Sem acesso confiável a esses materiais, os Estados Unidos não conseguem produzir internamente os equipamentos e sistemas tecnológicos que sua economia e defesa exigem. A reunião de Londres, portanto, representa uma tentativa de resolver essa vulnerabilidade através da diplomacia comercial — garantindo que os EUA possam contar com exportações chinesas de terras raras em termos que Washington considere aceitáveis.

A conversa foi muito boa e resultou em uma conclusão muito positiva para ambos os países
— Donald Trump, sobre sua ligação com Xi Jinping
A reunião deverá ser realizada com grande sucesso
— Donald Trump, em anúncio na Truth Social
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