No sudoeste da Arábia Saudita, onde a fronteira com o Iémen traça uma linha de tensão permanente, fragmentos de drones caíram sobre o aeroporto de Abha, ferindo doze civis e reacendendo um ciclo de violência que dura há quase uma década. Os Huthis, rebeldes iemenitas apoiados pelo Irão, continuam a usar engenhos aéreos como instrumento de pressão contra Riade, enquanto Washington reafirma o seu compromisso com os aliados regionais. Este ataque não é um acontecimento isolado, mas um elo numa cadeia de ação e reação que reflete as fraturas mais profundas do Médio Oriente.
EUA condenam ataque Houthi na Arábia Saudita; 12 civis feridos
Os fragmentos caíram num aeroporto que raramente conheceu vítimas
Porque é que este ataque em particular merecia condenação dos EUA? Não há ataques Houthi regularmente?
Há, sim. Mas a declaração de Sullivan foi rápida e enfática — "veementemente" — o que sugere que Washington viu isto como um momento de reafirmar o compromisso com a Arábia Saudita. Talvez porque feriu civis, ou porque o padrão está a intensificar-se.
Mas precisamos de ser claros: o comunicado não explica por que razão este ataque foi diferente dos outros. Doze feridos é significativo, mas não sabemos se houve algo de particular nesta operação que a distinguisse.
Os Huthis têm estado a fazer isto há quanto tempo?
Desde 2015, quando a Arábia Saudita entrou na guerra civil iemenita. Mas os ataques com drones e mísseis tornaram-se mais frequentes e sofisticados nos últimos anos.
A fonte diz "regularmente", mas não quantifica. Não sabemos se é uma vez por semana ou uma vez por mês. Isso importa para compreender a escala real da ameaça.
E a resposta saudita — bombardear Sana'a — vai resolver isto?
Provavelmente não. Este é um ciclo. A Arábia Saudita bombardeia, os Huthis retaliam. Tem continuado assim durante sete anos.
A fonte não diz se os bombardeios anteriores tiveram algum efeito dissuasor. Estamos a assumir que isto é um padrão sem evidência de que as represálias funcionam ou não.
Le Pouls
- Doze civis ficaram feridos quando destroços de drones Huthis atingiram o terminal do aeroporto de Abha, a poucos quilómetros da fronteira iemenita.
- O ataque insere-se numa campanha sistemática de incursões aéreas que os rebeldes mantêm contra território saudita desde 2015, com o aeroporto de Abha como alvo recorrente.
- Jake Sullivan, assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, condenou o ataque com veemência e reafirmou o apoio americano à defesa da Arábia Saudita.
- Riade prometeu represálias imediatas, anunciando bombardeamentos aos locais de lançamento dos drones em Sana'a, capital iemenita sob controlo Houthi.
- O padrão de violência agrava-se: em dezembro anterior, um ataque em Jazane causou dois mortos e sete feridos — o primeiro ataque mortal Houthi em solo saudita em mais de três anos.
No sudoeste da Arábia Saudita, onde a fronteira com o Iémen traça uma linha de tensão permanente, fragmentos de drones caíram sobre o aeroporto de Abha, ferindo doze civis e reacendendo um ciclo de violência que dura há quase uma década. Os Huthis, rebeldes iemenitas apoiados pelo Irão, continuam a usar engenhos aéreos como instrumento de pressão contra Riade, enquanto Washington reafirma o seu compromisso com os aliados regionais. Este ataque não é um acontecimento isolado, mas um elo numa cadeia de ação e reação que reflete as fraturas mais profundas do Médio Oriente.
Na tarde de 10 de fevereiro, fragmentos de drones lançados pelos rebeldes Huthis do Iémen caíram sobre o terminal do aeroporto de Abha, no sudoeste da Arábia Saudita, ferindo doze civis. A localização do aeroporto, próxima da zona de influência Houthi no norte do Iémen, torna-o um alvo vulnerável e recorrente num conflito que se arrasta há anos.
A resposta americana foi imediata. Jake Sullivan, assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, condenou o ataque e reafirmou o compromisso de Washington em apoiar a Arábia Saudita na defesa do seu território — uma declaração que espelha os interesses geopolíticos americanos numa região marcada por alianças frágeis e tensões duradouras.
Os Huthis, com ligações ao Irão, mantêm desde 2015 uma campanha de drones e mísseis contra alvos sauditas, no contexto de uma guerra civil iemenita em que a Arábia Saudita lidera uma coligação militar a favor das forças governamentais. A Arábia Saudita anunciou represálias, prometendo bombardear os locais de lançamento em Sana'a.
O contexto recente agrava a preocupação: em dezembro, um ataque Houthi em Jazane causou dois mortos e sete feridos, o primeiro ataque mortal reivindicado pelos rebeldes em solo saudita em mais de três anos. O ataque de fevereiro, sem mortes mas com feridos, aponta para uma intensificação progressiva das operações — um ciclo de violência que mostra poucos sinais de abrandamento.
O aeroporto de Abha, situado no sudoeste da Arábia Saudita a poucos quilómetros da fronteira com o Iémen, recebeu fragmentos de drones no início da tarde de 10 de fevereiro. Doze civis ficaram feridos quando os destroços caíram no terminal. O ataque foi lançado pelos Huthis, rebeldes iemenitas com ligações ao Irão, numa ação que as autoridades sauditas classificaram como terrorista e que os Estados Unidos condenaram com veemência.
Jake Sullivan, assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, reagiu rapidamente. Afirmou que Washington permanecia comprometido em apoiar a Arábia Saudita na defesa do seu território e da sua população contra estas incursões, e que os Estados Unidos permaneceriam ao lado dos seus aliados regionais. A declaração refletia a posição americana numa região onde os interesses geopolíticos se entrelaçam com conflitos de longa duração.
Os Huthis têm mantido uma campanha sistemática de ataques contra a Arábia Saudita há vários anos. Utilizam drones e mísseis como armas principais, disparando regularmente contra alvos sauditas. Este padrão de agressão ocorre no contexto de uma guerra civil iemenita que se prolonga desde 2015, quando a Arábia Saudita liderou uma coligação militar internacional que interveio a favor das forças governamentais contra os insurgentes Huthis.
O aeroporto de Abha é um alvo recorrente. A sua localização estratégica, próxima da zona de influência Houthi no norte do Iémen, torna-o vulnerável. Embora tenha sofrido múltiplos ataques ao longo dos anos, raramente resultaram em vítimas significativas até agora. O ataque de hoje, porém, marca uma escalada em termos de impacto humano.
A Arábia Saudita respondeu com uma promessa de represálias. As autoridades sauditas anunciaram que bombardeariam os locais de onde os drones foram lançados, localizados em Sana'a, a capital do Iémen sob controlo Houthi. Esta resposta segue um padrão estabelecido de ação e reação que tem caracterizado o conflito.
O histórico recente de violência oferece contexto adicional. Em dezembro do ano anterior, um ataque Houthi em Jazane, uma região fronteiriça do Iémen também frequentemente visada, resultou em duas mortes e sete feridos. Esse foi o primeiro ataque mortal reivindicado pelos Huthis na Arábia Saudita em mais de três anos, sugerindo uma possível intensificação das operações rebeldes. O ataque de fevereiro, embora não tenha resultado em mortes, continua esta tendência de aumento na frequência e alcance das incursões.
Citations marquantes
Estamos comprometidos em apoiar a Arábia Saudita na defesa do seu povo e do seu território contra estes ataques. Os Estados Unidos estarão com os seus amigos na região.— Jake Sullivan, assessor de Segurança Nacional da Casa Branca