EUA aprovam medicamento que retarda progressão do Alzheimer

Pacientes com Alzheimer em estágios iniciais ganham acesso a tratamento que pode retardar progressão da doença, mas enfrentam riscos de efeitos colaterais graves como sangramento cerebral.
Remove a proteína tóxica que está destruindo o cérebro desde o início
O Kisunla atua diferentemente de medicamentos anteriores ao atacar a causa raiz da doença.
Mark

Por que esse medicamento é diferente dos tratamentos anteriores para Alzheimer?

Mimi

A maioria dos medicamentos para Alzheimer apenas alivia os sintomas — ajuda a memória a funcionar um pouco melhor por um tempo. O Kisunla é diferente porque ataca a causa. Remove a proteína tóxica que está destruindo o cérebro desde o início.

Mark

E quanto aos riscos? Vinte por cento dos pacientes tiveram sangramento cerebral.

Mimi

É um risco real e grave. Mas é o preço que alguns pacientes estão dispostos a pagar pela chance de retardar uma doença que rouba tudo deles. A questão é: quem decide se vale a pena?

Mark

Por que o custo é tão alto?

Mimi

Esses medicamentos são anticorpos monoclonais — proteínas complexas produzidas em laboratório. Não é como fazer um comprimido. Cada dose é cara de produzir, e as empresas investiram bilhões em pesquisa. Mas quarenta e oito mil dólares coloca o tratamento fora do alcance de muita gente.

Mark

Isso significa que apenas pessoas ricas terão acesso?

Mimi

Provavelmente. A menos que seguros cubram ou governos negociem preços. É um problema que vai além da medicina — é sobre justiça e quem merece viver melhor.

Mark

O que vem a seguir?

Mimi

Mais medicamentos como esse devem chegar. Mas a verdadeira vitória será quando conseguirmos prevenir o Alzheimer antes dele começar.

  • O Alzheimer, que por décadas resistiu a tratamentos que fossem além do alívio sintomático, enfrenta agora um segundo medicamento aprovado com evidências de frear seu avanço.
  • O Kisunla reduz depósitos de beta-amiloide no cérebro em até 84% após dezoito meses, mas um em cada cinco pacientes apresenta microssangramentos ou inchaço cerebral.
  • O custo do tratamento — entre doze mil e quarenta e oito mil dólares dependendo da duração — coloca em xeque o acesso real para a maioria dos pacientes que precisariam dele.
  • A Eli Lilly aposta que o tratamento pode ser interrompido quando os níveis de amiloide caem o suficiente, abrindo a possibilidade de uma terapia com prazo definido e não vitalícia.
  • Com o Kisunla seguindo os passos do Leqembi, o campo do Alzheimer em fase inicial começa a ganhar contornos de uma área terapêutica em expansão real, não apenas promessa.

Pela segunda vez na história da medicina moderna, uma agência reguladora aprovou um medicamento capaz não apenas de aliviar os sintomas do Alzheimer, mas de retardar sua progressão. O Kisunla, desenvolvido pela Eli Lilly, age sobre uma das raízes biológicas da doença, removendo depósitos de proteína tóxica do cérebro de pacientes em estágios iniciais. Essa aprovação sinaliza que a humanidade começa, ainda que com passos cautelosos e custos elevados, a encontrar caminhos para enfrentar uma das condições mais devastadoras do envelhecimento.

A agência reguladora americana aprovou o Kisunla, medicamento desenvolvido pela Eli Lilly, tornando-o o segundo fármaco da história com evidências científicas de que consegue retardar a progressão do Alzheimer em seus estágios iniciais. A decisão veio após um painel externo de consultores da FDA votar unanimemente a favor do medicamento, que será destinado a adultos com comprometimento cognitivo leve ou Alzheimer em fase inicial.

Ao contrário de tratamentos convencionais que apenas amenizam sintomas, o Kisunla é um anticorpo monoclonal administrado por infusão intravenosa que age diretamente sobre uma das causas da doença: remove depósitos de beta-amiloide, proteína tóxica que se acumula no cérebro dos pacientes. Os ensaios clínicos mostraram reduções progressivas desses depósitos — 61% em seis meses, 80% em doze e 84% em dezoito meses — além de uma desaceleração de até 35% no declínio cognitivo e funcional ao longo do tratamento.

O custo varia entre doze mil dólares por seis meses e quarenta e oito mil dólares por dezoito meses de terapia. A Eli Lilly acredita que, uma vez atingidos níveis muito baixos de amiloide, o tratamento pode ser interrompido. O principal risco identificado é o sangramento e inchaço cerebral, registrado em 20% dos pacientes nos testes — taxa ligeiramente superior à do Leqembi, o primeiro medicamento aprovado com esse perfil de ação, lançado pela japonesa Eisai no ano anterior.

Especialistas alertam que a comparação direta entre os dois medicamentos é limitada, pois foram testados em populações diferentes. Ainda assim, a aprovação do Kisunla representa um marco: pela segunda vez, a ciência oferece aos pacientes em fases iniciais do Alzheimer uma opção que vai além do alívio e aponta, com cautela, para a possibilidade de interferir no curso da doença.

A agência reguladora de medicamentos dos EUA deu seu aval a um segundo fármaco capaz de desacelerar o avanço do Alzheimer nos seus estágios iniciais. O medicamento, chamado Kisunla e desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, recebeu aprovação após um painel externo de consultores da FDA votar unanimemente a seu favor em reunião pública realizada no mês anterior. O fármaco será disponibilizado para adultos diagnosticados com comprometimento cognitivo leve ou Alzheimer em fase inicial.

O Kisunla é um anticorpo monoclonal administrado por infusão intravenosa. Diferentemente de medicamentos que apenas aliviam sintomas, este atua diretamente sobre uma das causas raiz da doença: remove depósitos de beta-amiloide, uma proteína tóxica que se acumula no cérebro de pacientes com Alzheimer. Ao eliminar esses depósitos, o medicamento retarda tanto a perda de memória quanto o declínio das funções cognitivas em pessoas cujos cérebros já apresentam alterações associadas à doença.

Os ensaios clínicos revelaram resultados progressivos. Durante seis meses de tratamento, o Kisunla reduziu os depósitos de amiloide em 61%. Aos doze meses, essa redução chegou a 80%, e aos dezoito meses alcançou 84%. Uma vez que os níveis de amiloide nos pacientes atinjam patamares muito baixos, a Eli Lilly acredita que o tratamento possa ser interrompido. Além disso, o medicamento demonstrou eficácia em retardar o declínio cognitivo e funcional em até 35% ao longo de dezoito meses de acompanhamento.

O custo do tratamento varia conforme a duração. Seis meses de terapia custam doze mil dólares, enquanto dezoito meses chegam a quarenta e oito mil dólares. Essa aprovação marca um ponto de inflexão no tratamento do Alzheimer: é apenas o segundo medicamento com evidências científicas de que consegue frear a deterioração cognitiva. O primeiro foi o Leqembi, desenvolvido pela empresa farmacêutica japonesa Eisai, cuja aprovação ocorreu no ano anterior.

Contudo, o Kisunla não está isento de riscos. O principal problema de segurança identificado foi o inchaço cerebral e sangramento intracraniano, um efeito colateral comum a todos os medicamentos que atacam placas de amiloide. Nos testes da Lilly, vinte por cento dos pacientes apresentaram microssangramentos, uma taxa ligeiramente superior à registrada com o Leqembi. Especialistas ressaltam que os dois medicamentos foram testados em populações de pacientes diferentes, o que torna difícil uma comparação direta da segurança entre eles. Apesar dos riscos, a aprovação do Kisunla representa um avanço significativo para pacientes em fases iniciais da doença, oferecendo uma opção terapêutica que vai além do alívio sintomático.

Uma vez que o amiloide dos pacientes tenha atingido níveis muito baixos, a Eli Lilly espera que eles possam parar o tratamento
— Eli Lilly
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